24.2.13
S ensibilizado e muito honrado, eis que, para minha agradável surpresa, encontro na caixa postal de nossa casa, o novo livro, atenc...
Poesia em alto estilo
Sensibilizado e muito honrado, eis que, para minha agradável surpresa, encontro na caixa postal de nossa casa, o novo livro, atenciosamente autografado, do jornalista, compositor e escritor Walter Galvão, cujo título me intrigou.
Afinal o que vem a ser Silabário? Evidente que a palavra vem de sílaba, que nada mais é do que um tijolo na construção da frase. Mas, segundo buscas mais apuradas, entendemos que silabário pode ser cartilha, que, no caso de Galvão, é uma “cartilha” de poesia em prosa.
O livro, a princípio, me assustou, mas depois fui tentando decifrá-lo. Sim, o livro não pede uma exegese, mas uma decifração. Não é uma leitura fácil. Inteligência, perspicácia, humor e cultura ressaltam de seu rico texto. O grande crítico Agripino Grieco, referindo-se ao cronista Genolino Amado, costumava dizer que ele era “inteligente de fazer medo”. E a frase agora me lembra Galvão.
Mas vamos ao livro Silabário. É uma coleção de poemas, que nos levam a muitas reflexões. De seu texto emergem frases de uma perspicácia admirável como estas: “O orgasmo é a geometria abstrata dos ângulos de prazer concreto”. Outra: “A tristeza não é solúvel na água”; “A nostalgia é a saudade com preguiça”; Por fim, como amostra do senso de humor do autor, este texto: “Se Deus fosse mulher, as noites teriam sabores, os dias teriam mais fé. Um mundo com outras cores. Mas será que Ele não é?”
Muitas de suas reflexões são tocadas de um certo ceticismo. Galvão é dotado de uma extraordinária e apurada observação. Um homem que sabe pensar e é dono de uma forte personalidade. Daí, vez por outra, se esconder nas palavras. Nos seus “poemas-reflexões”.
“Silabário” é um livro que nos obriga a pensar. Ao lê-lo, vez por outra, somos inclinados a parar. Fazer uma pausa para refletir, pois, em poucas palavras o autor quer nos dizer muita coisa.
Gostaria de terminar este meu texto com esta bela confissão do autor: “Ouvi um sussurro de eternidade neste exato instante, o som de todos os tempos num só cântico, uma balada contra o esquecimento”. Isto, meu caro leitor, é poesia em alto estilo!
23.2.13
Em certos projetos, como pôsteres e logotipos, às vezes cai bem o uso de uma fonte robusta, no estilo da tão conhecida impact.
Em certos projetos, como pôsteres e logotipos, às vezes cai bem o uso de uma fonte robusta, no estilo da tão conhecida impact .
4 fontes da pesada
Em certos projetos, como pôsteres e logotipos, às vezes cai bem o uso de uma fonte robusta, no estilo da tão conhecida impact.
23.2.13
17.2.13
Luz, mais luz ! Assim pediu Goethe, já perto de deixar este mundo. Ora, luz lembra o sol. Decerto, na sua terra gelada, naquele momento de despedida deste mundo, dominava o frio de um rigoroso inverno.
L uz, mais luz ! Assim pediu Goethe , já perto de deixar este mundo. Ora, luz lembra o sol. Decerto, na sua terra gelada, naquele momento de...
Luz, mais luz!
Luz, mais luz ! Assim pediu Goethe, já perto de deixar este mundo. Ora, luz lembra o sol. Decerto, na sua terra gelada, naquele momento de despedida deste mundo, dominava o frio de um rigoroso inverno.
Andei, agora mesmo, puxando da prateleira, ao acaso, dois livros para reler, e os que me caem às mãos são: “A Parahyba e seus problemas”, do nosso José Américo e “Caminhos cheios de sol”, de Perillo Doliveira, ambos merecendo uma reedição.
Enquanto Perillo entoa um hino ao sol, José Américo, no seu livro, entre outros problemas, cita o problema da seca, que continua castigando o nosso sertão. Pelo tempo que persiste, até parece que se trata de um caso sem solução. É triste ver, nas fotos dos jornais o gado esquálido, morrendo de sede, os açudes secando, o sertão se acabando. Bem disse o nosso Euclides da Cunha que o sertanejo é antes de tudo um forte. Sim, apesar da seca, que o ameaça, há muitos anos, ele não arreda o pé de sua terra, que virou brasa.
E, aqui para nós, falaram tanto na possibilidade de trazer as àguas do São Francisco para minorar a seca nordestina, e pronto. Silencio absoluto.
Mas o de que mais admiro é a resistência do sertanejo. O diabo é que eu gosto muito de sol, de luz, de calor. Gosto de sol e gosto do mar. Daí eu achar lindo o nome Solemar, de um certo estabelecimento que não lembro qual é...
Apesar de nascer num lugar frio como o de Alagoa Nova, sou um apaixonado pelo sol. E a chuva, cronista? Sim, também gosto muito dela. Ler com chuva, dormir com chuva, refletir e sonhar com chuva também é belo. No entanto, na minha infância, minha mãe estava sempre dizendo: ”Saia da chuva, menino”. Ela nunca disse: “saia do sol”. O sol nos leva ao divertimento, a chuva à introspecção. Meu médico, outro dia, me recomendou: “você precisa tomar banho de sol” Ora, banho lembra água. Minha Alaurinda já disse, como violinista, que só suporta o sol da pauta. O outro sol ela só aguenta com muito creme no rosto.
Mas deixem-me me deliciar com este “Caminho cheio de sol”, do nosso Perillo. Pois, o bom mesmo foi o banho de sol que tomei, aqui no jardim.
17.2.13
16.2.13
N ão tenho raiva, tenho é pena das pessoas que não sorriem. O sorriso é sintoma de solidariedade, de saúde, de alegria. O velho Rab...
A terapia do sorriso
Não tenho raiva, tenho é pena das pessoas que não sorriem. O sorriso é sintoma de solidariedade, de saúde, de alegria. O velho Rabelais dizia que o riso é próprio do homem. E disse bem. Nunca se viu um animal sorrir, a não ser o cachorro através do balanço de sua cauda. A hiena, segundo contam, ri quando está às vésperas de morrer.
Mas, vamos ao homem. Muitos deles preferem a carranca. Vivem de cara amarrada. Só riem quando escovam os dentes ou quando viram caveira. Sim, leitor, nunca se viu uma caveira séria. Dir-se-ia que é ela quem realmente sorri por último...
Mas vamos ao sorriso, que é uma espécie de luz no rosto. Lembrar que o sorriso mais bonito é o do renascido. As crianças novinhas sorriem muito, apesar de serem banguelas.
Mas é preciso lembrar que o sorriso não é apenas um abrir de dentes. Você pode sorrir através dos olhos, da expressão do rosto. E isto faz lembrar Jesus, a quem se diz que nunca sorriu. Será que foi de cara amarrada que ele disse “olhai os lírios do campo!”? Duvido. Mais ainda: que dizer daquele convite que ele fez às criancinhas: vinde a mim as criancinhas porque delas é o reino dos céus”?
Voltando a Rabelais, ele disse que o sorriso é próprio do homem. Discordo, em parte. Na Natureza tudo é sorriso. Sorriem as flores, sorri o sol, sorri a luz, sorri o mar seu sorriso de espumas, sorri o bem-te-vi, alegrando as manhãs. Só os amargos, os doentes, os ressentidos, os que não amam é que fecham a janela do rosto. Lembre que você pode sorrir sem necessidade de abrir os dentes.
Abro a coluna de Abelardo e vejo muita gente sorrindo, de bom astral. Lá, somente um outro está de rosto fechado. Até na seção dos que já morreram, o obituário, vejo gente sorrindo nas fotos...
Sorriso, repito, é bondade, é sabedoria, é consciência tranquila, é amor. Um coração cheio de ódio, inveja, orgulho e ressentimentos só pode se expressar na carranca.
E há quem sorri até no sofrimento, até no leito de hospital, o que é admirável. As cidades também riem. Não Londres, não Berlim, mas Paris, a “cidade luz,” que acabamos de rever.
16.2.13
16.2.13
P ois é, a chuva traz a água, e o sol a luz. Eis aí duas coisas sem as quais, não haverá vida. Tanto é assim que quando os pesquisa...
Água e luz
Pois é, a chuva traz a água, e o sol a luz. Eis aí duas coisas sem as quais, não haverá vida. Tanto é assim que quando os pesquisadores descobrem um planeta, a primeira coisa que procuram é saber se há nele a presença ou resquícios de água. Na lua, infelizmente, ao que informaram os astronautas, não há água. Que pena...
Mas prossigamos na crônica, sem esquecer que acabo de tomar uma gostosa água de coco e de saborear sua laminha. Ah, como somos ricos de coqueirais! Lá fora, na velha Europa, não existem coqueirais. Pelo menos nunca me chegou à boca uma aguinha de coco, nas minha andanças pelo Velho Mundo.
Olho para o céu e o vejo limpo de nuvens. E haja calor, haja suor, que é a única água que não mata a sede. No sertão nem se fala, com seus açudes secando, os animais morrendo. Deve ser horrível morrer de sede. Em sua anunciada vinda por aqui, o nosso governador Ricardo deve insistir pra que a presidente Dilma vá ao sertão ver de perto aquela calamidade, tão antiga e sem solução.
Mas o sol sabe apenas dar luz, foi criado para isso. E nós precisamos e desejamos os dois, luz e água. A água que mata a nossa sede e lava o nosso corpo. Quando estamos no ventre materno, é grande a escuridão, mas não falta uma bolsa d'água...
O danado é que a chuva, apesar de ser necessária, quando chega em excesso a gente reclama, e haja guarda-chuvas e sombrinhas se abrindo... Mesmo que não seja em excesso, costumamos falar contra a chuva. Chamar-lhe de “mau tempo”. Dizer que ela traz a gripe, molha a nossa roupa.
Mas, aqui para nós, precisamos fazer uma conclamação pública rogando ao Todo Poderoso que venha chuva, muita chuva, pois o calor está abrasador. Minha Alaurinda chega chorar, com saudade da Noruega, da Finlândia.
E as águas do São Francisco passando tão perto de nós, e nada de se desviarem pra cá...
Queremos água e luz. Luz do sol e água da chuva, sem os quais não há vida. E deixe-me tomar outra água de coco e depois um café bem quentinho, graças à minha adorável Alaurinda.
16.2.13
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