No dia em que você nasceu, uma determinada música fazia um sucesso estrondoso e tocava sem parar nas emissoras de rádio do planeta. Todos c...


No dia em que você nasceu, uma determinada música fazia um sucesso estrondoso e tocava sem parar nas emissoras de rádio do planeta. Todos corriam para a pista de dança quando a ouviam. Todos queriam aprender a letra e a canção era a mais requisitada em festas e saraus.

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F ui a Paris, recentemente, com os meus familiares, que, ao contrário de mim, adoram o frio. Minha pele é receptiva ao calor, pois,...


Fui a Paris, recentemente, com os meus familiares, que, ao contrário de mim, adoram o frio. Minha pele é receptiva ao calor, pois, conquanto nascido numa terra fria – Alagoa Nova – prefiro o fogo ao gelo. Mas, aqui para nós, o bom mesmo é nem muito calor, nem muito frio. Quando os dois se casam é uma beleza.
Mas mesmo fria, mesmo molhada, Paris é Paris. Encanta aos nossos olhos. As pessoas passando nas avenidas como fantasmas, ou melhor, como sombras, mas enchendo os restaurantes, abrigando-se do frio. E num deles, olho-me no espelho e não me agrada a imagem que o espelho me devolve: de touca e de luvas, coisa que eu detesto. Nem parece aquele cronista de short e tênis, caminhando pelas calçadas de Tambaú.
Mas, a primeira vez que vi Paris foi no inverno. Como sofri! E dessa viagem, que faz tempo, resultou o meu livro de crônicas, “O Papa e a Mulher Nua”
Mas se o frio é mais rigoroso à noite, já de dia, o sol aparece, ainda que meio tímido. Revi os meus recantos preferidos, a começar pelo Quartier Latin, sem esquecer a Sorbonne, onde há, por perto, excelentes livrarias. A escultura de Augusto Comte e um bom restaurante, onde eu e Alaurinda fizemos um lanche. Germano, que comanda a nossa viagem, foi com o nosso amigo Davi, buscar os bilhetes para a ópera de Ravel, “O Menino e os Sortilégios”, que vimos no Palais Garnier.
Como disse, Paris, de dia, mesmo no inverno, dá para passear, tirar o gorro e as detestáveis luvas.
E os metrôs? Gosto muito de andar neles. Transporte seguro, conquanto apressado. Entro e saio nos vagões com um certo medo de um tropeço, sobretudo na hora do rush. O metrô é um autêntico retrato da vida. Todo mundo correndo, todo mundo de cara fechada, ninguém querendo olhar para ninguém. É este o retrato da cidade grande. Os homens virando máquinas, robôs.
Tudo ia muito bem, quando, com o metrô ainda parado, um rapaz cai no chão com ataque parecido com epilepsia. Retirei os olhos. O trem teve de passar muito tempo parado, esperando o Samu. A cena foi comovente.
O metrô e seus passageiros, tão apressados, tiveram que parar diante do sofrimento humano...

Inteligentes e sarcásticos, eles não não tinham papas na língua, não engoliam sapos e não costumavam levar desaforo para as suas mansões. ...



Inteligentes e sarcásticos, eles não não tinham papas na língua, não engoliam sapos e não costumavam levar desaforo para as suas mansões. E ficaram ainda mais célebres pelas palavras ácidas que costumavam dirigir a seus desafetos.

C onheci, na minha infância, uma senhora que assobiava que era uma beleza. Dir-se-ia que assobiava “como um homem”. Ela se chamava,...


Conheci, na minha infância, uma senhora que assobiava que era uma beleza. Dir-se-ia que assobiava “como um homem”. Ela se chamava, se não me engano, Maria Caçador. Era forte, sempre muito alegre, e, vez por outra, haja assobio.
O assobio, como o sorriso, é uma excelente terapia. Quem assobia está de bem com a vida. Eu gosto muito de assobiar. Vez por outra ensaio alguns temas do primeiro movimento da Sinfonia Pastoral, de Beethoven, o começo da Sinfonia nº 8 de Bruckner, ou Concerto para Violino e Orquestra de Subelius
E, aqui para nós, modéstia à parte, sou bom de assobio. Agora mesmo estou me lembrando de um capitão, no tempo em que eu estava no Exército. Não estou me lembrando de seu nome, só sei que o homem assobiava a todo instante. Assobiava como respirava. E que simpatia de homem. Sempre de bom humor. Nada de cara dura.
Mas, deixemos o capitão com o seu assobio, a sua simpatia e seu constante bom humor e voltemos à crônica.
Na minha família houve pouco assobio. Minha mãe, vez por outra, até que ensaiava um. Lembrar que ela, quando solteira, tocava flauta, e seu pai era clarinetista. Eu tive a quem puxar. Meu pai, de música só cantarolava o Hino Nacional, ou a modinha chamada Jardineira. Se bem que era louco pela serenata Rimpianto, de Toselli.
A verdade é que o assobio é uma excelente terapia. Não sei se algum desembargador assobia, antes de vestir a severa toga, se um Ministro ou se o Papa já assobiou amenizando, assim, o austero ambiente do Vaticano. E me vem agora a indagação: quem assobia mais, o homem ou a mulher?
Não gosto daquele assobio meio moleque das salas de concerto, porquanto a palma é um modo mais discreto e distinto de aplaudir. Mas, nas salas de concerto daqui... Lembrar que assobio é mesmo que vaia. Por que, então, vaiar um artista?
Hitler não sorria, muito menos assobiava, creio. Acho que Stalin a mesma coisa. Quem assobia deve estar sempre de bem com a vida. As crianças, em geral, não assobiam, já repararam? Os adolescentes, sim, mas já os velhos, muito pouco.
Assobiemos, a vida se torna mais alegre, mais descontraída! Maria Caçador passou a vida assobiando e todo mundo gostava dela.

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