Não me surpreendeu a morte dele, como também não me surpreende a morte dos outros. É da lei que assim seja. Ninguém escapa à sua dura inexorabilidade. Agora a reflexão a fazer é esta: o que fez ele da vida e na vida? Há quem diga que ele foi para o céu, outros para o inferno, e, por fim o purgatório. Depois há aqueles que acreditam que tudo vira pó, nada mais resta. E surge a pergunta, que adianta a vida seja digna ou não, se não há nada, nem ninguém para nos julgar?
14.4.13
Não me surpreendeu a morte dele, como também não me surpreende a morte dos outros. É da lei que assim seja. Ninguém escapa à sua dura inexorabilidade. Agora a reflexão a fazer é esta: o que fez ele da vida e na vida? Há quem diga que ele foi para o céu, outros para o inferno, e, por fim o purgatório. Depois há aqueles que acreditam que tudo vira pó, nada mais resta. E surge a pergunta, que adianta a vida seja digna ou não, se não há nada, nem ninguém para nos julgar?
Não me surpreendeu a morte dele, como também não me surpreende a morte dos outros. É da lei que assim seja. Ninguém escapa à sua dura inexor...
A saída de Terceiro
Não me surpreendeu a morte dele, como também não me surpreende a morte dos outros. É da lei que assim seja. Ninguém escapa à sua dura inexorabilidade. Agora a reflexão a fazer é esta: o que fez ele da vida e na vida? Há quem diga que ele foi para o céu, outros para o inferno, e, por fim o purgatório. Depois há aqueles que acreditam que tudo vira pó, nada mais resta. E surge a pergunta, que adianta a vida seja digna ou não, se não há nada, nem ninguém para nos julgar?
Estas reflexões me chegaram com a notícia do falecimento do meu amigo Dorgival Terceiro Neto. Um homem que sempre me deixou uma excelente impressão e também uma lição. Terceiro Neto foi um homem sereno e sério, que fez de sua vida uma obra de arte.
De poucos sorrisos, a constante nele era a seriedade, o sentimento de responsabilidade. Inimigo implacável da corrupção, sobretudo na política, a qual exerceu com muita dignidade. Seja como governador, seja como prefeito, ele sempre deu um exemplo admirável de honestidade.
O bem humorado filósofo grego Diógenes, discípulo de Sócrates que fez da pobreza extrema uma virtude, chegando a “morar” num barril, segundo a História, vivia pelas ruas de Atenas, com uma lanterna na mão dizendo-se “em busca de um homem honesto”, e isto em plena luz solar. E não o encontrou. Tenho certeza de que se o nosso Dorgival Terceiro Neto estivesse por lá, o filósofo não teria perdido o seu tempo.
Certa vez, faz alguns anos, encontrei-o casualmente em São Paulo, um pouco irritado com a deficiência auditiva. Tinha vindo do consultório médico. Abraçou-me, fez referências elogiosas às minhas crônicas, e saiu. Nunca esquecerei aquele cordial abraço e seu sereno meio-sorriso. O encontro comoveu-me.
Terceiro Neto saiu da vida pública em paz com a sua consciência, E, sem dúvida, é essa paz que lhe dará o verdadeiro paraíso.
Escritor, membro da nossa Academia de Letras, o nosso Dorgival foi um telúrico por excelência. Amava a sua terra como ninguém.
Nunca me esqueci da imagem daquele jovem casal de noivos transitando pelas ruas da cidade. Ele e Marlene... Estavam em plena lua de mel. Terceiro sempre foi um cavalheiro, homem de boas maneiras, que impunha respeito. Um homem em quem poderíamos confiar cegamente.
12.4.13
Os anos 70 são conhecidos como a era da pacificação, do flower power, do psicodelismo e das discotecas alucinantes. Nesse período de liberação política e cultural, as gírias proliferaram e muitas delas foram incorporadas à linguagem cotidiana, sendo faladas até nos dias atuais. Outras, contudo, caíram no desuso e dificilmente são reconhecidas pelas gerações mais novas. Você, por exemplo, conhece ou lembra de algum desses 10 vocábulos?
Os anos 70 são conhecidos como a era da pacificação, do flower power , do psicodelismo e das discotecas alucinantes. Nesse período de libe...
10 gírias dos anos 70 que quase ninguém fala mais
Os anos 70 são conhecidos como a era da pacificação, do flower power, do psicodelismo e das discotecas alucinantes. Nesse período de liberação política e cultural, as gírias proliferaram e muitas delas foram incorporadas à linguagem cotidiana, sendo faladas até nos dias atuais. Outras, contudo, caíram no desuso e dificilmente são reconhecidas pelas gerações mais novas. Você, por exemplo, conhece ou lembra de algum desses 10 vocábulos?
12.4.13
31.3.13
N ão, não foi da minha boca que saiu o E ureka , mas na dele. Dir-se-ia que estava “possuído” de um bom espírito. Foi assim. Estava...
O Eureka de Carlos
Não, não foi da minha boca que saiu o Eureka, mas na dele. Dir-se-ia que estava “possuído” de um bom espírito.
Foi assim. Estava eu sentado num banco do calçadão da praia Manaíra, de costas para o mar, fazendo minhas meditaçõezinhas crepusculares, quando ele chegou, lançando-me logo uma censura: “Você, de costas para este mar lindo?! Um mar que não existe em Paris, uma de suas cidades favoritas, nem em muitos outros países por onde você costuma andar?...”
Ele era todo entusiasmo, aquele mesmo entusiasmo de Arquimedes quando descobriu a lei da hidrostática.
Levantei-me imediatamente do banco, abracei-o e lhe dei toda razão pelo meu alheamento. O mar lindo e tranquilo às minhas costas, e eu completamente indiferente, já pensou?
Mas Carlos é assim. Que Carlos? O cronista, ex-secretário de estado da Educação, e atual Superintendente do Departamento de Estradas e Rodagem da Paraíba, Carlos Pereira! Um homem que vive num constante estado de inspiração, sem jamais deixar de olhar para as belezas da vida. E quem vive neste estado é uma pessoa feliz.
Outro sentimento que é uma constante nele, o sentimento telúrico. Ele adora esta nossa capital, o nosso mar, o nosso Cabo Branco, os nossos flamboyants, nossas acácias, nossos pau d'arcos, que o sulista chama de “ipês”, a nossa Lagoa - nosso espelho aquático -, o mar de Manaíra. Lembrar que o cronista Carlos Pereira é um saudosista admirável. Vez por outra está transformando o passado em presente. Não me sai da cabeça o seu grito eufórico chamando a minha atenção para o mar a quem eu dera as costas. “Cronista, este mar é uma maravilha!” Pedi-lhe perdão e virei-me para aquele belo panorama, muito diferente do rio Sena de Paris. Valeu a reprimenda.
E fiquei imaginando. Se Jesus passasse por nossas praias, diria “olhai o mar de Manaíra”, e esqueceria por um momento os lírios do campo.
E também fiquei pensando: feliz é o homem que sabe sentir, observar e está sempre pronto para contemplar as belezas da vida.
31.3.13
26.3.13
Estivemos na Nova Zelândia em 2008 e, desde então, o país se tornou, para mim e minha família, um referencial absoluto de inigualáveis paisagens naturais, civilidade e respeito ao meio ambiente.
Estivemos na Nova Zelândia em 2008 e, desde então, o país se tornou, para mim e minha família, um referencial absoluto de inigualáveis pai...
De volta à Nova Zelândia
Estivemos na Nova Zelândia em 2008 e, desde então, o país se tornou, para mim e minha família, um referencial absoluto de inigualáveis paisagens naturais, civilidade e respeito ao meio ambiente.
26.3.13
25.3.13
Quer saber de uma coisa curta e certa? É fazer amigos, pois são eles que enfeitam a vida, que nos tornam humanos. É por isso que a solidão é um martírio para muita gente. A solidão a que me refiro é a solidão egoísta. Sim, porque existe aquela que nos induz à reflexão, à conversa íntima, à leitura, à meditação, em que a gente faz avaliações.
Não esquecer que a vida é comunicação. E esta realidade quem nos ensina é a própria Natureza, sem esquecer a tecnologia. Tudo nela está em constante relacionamento. E que dizer do nosso corpo, com o sangue se comunicando com as células, o coração em constante pulsação, marcando os nossos passos, o oxigênio entrando e saindo no nosso corpo, a vida se expressando muito bem no movimento das ondas do mar. Afinal, quando a comunicação para, tudo morre. O egoísta é um morto vivo.
Quem ama não se sente só. Mesmo que não tenha ninguém ao seu lado. Depois há a arte, a literatura, os gestos de bondade. Viver sem conviver é morrer, porquanto a vida é constante comunicação, repito. Mas, lembremos que além da vivencia e da convivência, há a transcendência. Quando, então, a solidão desaparece. Afinal, ninguém está só quando está em paz com a sua consciência. Solidão exige silêncio, e na solidão a gente conversa com Deus.
Respirar é o ato mais importante de nossa existência. Se você se sente só, que tal uma caminhada à beira-mar, um passeio num bosque, uma visita a algum solitário, uma boa música, a leitura de um bom livro, um livro que nos ensine a viver, a conviver, a transcender?
Lembre-se que você é detentor de muitos bens. Você tem olhos sadios, você tem boa imagem, você pode ler, você pode caminhar, você pode respirar, você pode fazer muitas coisas que outras pessoas não podem fazer. Você ama.
Verdade, beleza e bondade, eis uma trindade que não é santíssima, mas que é tudo na nossa vida. A verdade que nos liberta dos erros, a beleza que enfeita vida e a bondade que nos conforta e nos eleva. Mas nunca se esqueça que a maior arte é a arte de fazer amigos, Sem eles a vida se transforma num deserto. Assim, prefira o jardim ao deserto
Q uer saber de uma coisa curta e certa? É fazer amigos, pois são eles que enfeitam a vida, que nos tornam humanos. É por isso que a solidão ...
Por falar em solidão...
Quer saber de uma coisa curta e certa? É fazer amigos, pois são eles que enfeitam a vida, que nos tornam humanos. É por isso que a solidão é um martírio para muita gente. A solidão a que me refiro é a solidão egoísta. Sim, porque existe aquela que nos induz à reflexão, à conversa íntima, à leitura, à meditação, em que a gente faz avaliações.
Não esquecer que a vida é comunicação. E esta realidade quem nos ensina é a própria Natureza, sem esquecer a tecnologia. Tudo nela está em constante relacionamento. E que dizer do nosso corpo, com o sangue se comunicando com as células, o coração em constante pulsação, marcando os nossos passos, o oxigênio entrando e saindo no nosso corpo, a vida se expressando muito bem no movimento das ondas do mar. Afinal, quando a comunicação para, tudo morre. O egoísta é um morto vivo.
Quem ama não se sente só. Mesmo que não tenha ninguém ao seu lado. Depois há a arte, a literatura, os gestos de bondade. Viver sem conviver é morrer, porquanto a vida é constante comunicação, repito. Mas, lembremos que além da vivencia e da convivência, há a transcendência. Quando, então, a solidão desaparece. Afinal, ninguém está só quando está em paz com a sua consciência. Solidão exige silêncio, e na solidão a gente conversa com Deus.
Respirar é o ato mais importante de nossa existência. Se você se sente só, que tal uma caminhada à beira-mar, um passeio num bosque, uma visita a algum solitário, uma boa música, a leitura de um bom livro, um livro que nos ensine a viver, a conviver, a transcender?
Lembre-se que você é detentor de muitos bens. Você tem olhos sadios, você tem boa imagem, você pode ler, você pode caminhar, você pode respirar, você pode fazer muitas coisas que outras pessoas não podem fazer. Você ama.
Verdade, beleza e bondade, eis uma trindade que não é santíssima, mas que é tudo na nossa vida. A verdade que nos liberta dos erros, a beleza que enfeita vida e a bondade que nos conforta e nos eleva. Mas nunca se esqueça que a maior arte é a arte de fazer amigos, Sem eles a vida se transforma num deserto. Assim, prefira o jardim ao deserto
25.3.13
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