7.11.13
A criação de uma senha geralmente é uma experiência enfadonha. Não se pode lançar mão de termos comuns, de caracteres repetidos ou mesmo de datas, porque tornam a senha insegura. Diante dessas limitações, a palavra que criamos acaba por tornar-se difícil de fixar na memória.
A criação de uma senha geralmente é uma experiência enfadonha. Não se pode lançar mão de termos comuns, de caracteres repetidos ou mesmo d...
Crie suas Senhas de Forma Descomplicada
A criação de uma senha geralmente é uma experiência enfadonha. Não se pode lançar mão de termos comuns, de caracteres repetidos ou mesmo de datas, porque tornam a senha insegura. Diante dessas limitações, a palavra que criamos acaba por tornar-se difícil de fixar na memória.
7.11.13
3.11.13
O homem é um animal que deseja. Que deseja muitas coisas. E quando não as obtém, sofre forte frustração, que o leva à depressão.
Ocorreu que no feriado dos, impropriamente, chamados mortos ou finados, pela manhã, andei a passear os olhos nos livros da minha biblioteca, quando um deles me chamou a atenção. Tratava-se de “Teoria e pesquisa em sociologia”, do sociólogo norte-americano Donald Pierson. Ora, e eu estava justamente desejando escrever sobre os desejos humanos, tema que aquele mestre estudou muito bem.
Segundo a ótica do professor Pierson, são quatro os desejos fundamentais do homem. Saberá você quais são? Quanto a mim concordo com a classificação do mestre, conquanto gostaria de incluir mais um na sua relação.
Mas vejamos, aqui, quais são os desejos humanos considerados fundamentais pelo Dr. Pierson: primeiro, desejo de correspondência, segundo, desejo de ser apreciado, terceiro, desejo de novas experiências e, finalmente desejo de segurança.
Com referência ao primeiro, aqui para nós, quem deseja ficar sozinho no mundo, isolado, sem amigos? Sinceramente, acho que ninguém. O outro é o nosso reflexo. Quanto ao segundo, não há nada a contestar. Gostamos bastante de ser apreciados, considerados, admirados. Aí entra a vaidade, a natural e humana vaidade.
Continuemos com a lista de desejos e vejamos o terceiro apontado pelo sociólogo: o desejo de novas experiências. Nele entra a viagem, a busca da aventura, da novidade, o apetite de novas emoções. E concluindo a relação, termos o desejo de segurança. Este, segundo o Dr. Pierson, se contrapõe ao desejo de novas experiências.
Diz o ditado popular que quem não arrisca, não petisca. É preciso, portanto, sair da rotina para a aventura, pois só assim ganharemos experiências. E a experiência é tudo na vida. Daí a vantagem do moço para o mais avançado no tempo. Nunca diga: “fulano é velho”, e sim: “fulano é mais experiente”.
A verdade é que concordo com a relação dos desejos humanos exposta pelo eminente sociólogo. E se eu tivesse de acrescentar mais um desejo, mencionaria o desejo de transcendência. O desejo de sair do horizontalismo material para a verticalimo espiritual. Vale lembrar que o homem é um animal que pensa, logo, que transcende. Transcendência que o leva à reflexão. Transcendência que é religiosidade. Há, portanto, necessidade de sair, vez por outra, da distração para a reflexão.
Mas, aqui para nós, estamos sempre procurando a distração, esquecendo estas profundas indagações: qual o sentido da vida, o que nos espera, depois da morte: o paraíso de uma consciência tranquila ou o paraíso do nada? E é justamente para esquecer estas indagações que surgem a distração, o esquecimento de si mesmo.
O homem é um animal que deseja. Que deseja muitas coisas. E quando não as obtém, sofre forte frustração, que o leva à depressão. Ocorreu qu...
Desejos... Quem não os tem?
O homem é um animal que deseja. Que deseja muitas coisas. E quando não as obtém, sofre forte frustração, que o leva à depressão.Ocorreu que no feriado dos, impropriamente, chamados mortos ou finados, pela manhã, andei a passear os olhos nos livros da minha biblioteca, quando um deles me chamou a atenção. Tratava-se de “Teoria e pesquisa em sociologia”, do sociólogo norte-americano Donald Pierson. Ora, e eu estava justamente desejando escrever sobre os desejos humanos, tema que aquele mestre estudou muito bem.
Segundo a ótica do professor Pierson, são quatro os desejos fundamentais do homem. Saberá você quais são? Quanto a mim concordo com a classificação do mestre, conquanto gostaria de incluir mais um na sua relação.
Mas vejamos, aqui, quais são os desejos humanos considerados fundamentais pelo Dr. Pierson: primeiro, desejo de correspondência, segundo, desejo de ser apreciado, terceiro, desejo de novas experiências e, finalmente desejo de segurança.
Com referência ao primeiro, aqui para nós, quem deseja ficar sozinho no mundo, isolado, sem amigos? Sinceramente, acho que ninguém. O outro é o nosso reflexo. Quanto ao segundo, não há nada a contestar. Gostamos bastante de ser apreciados, considerados, admirados. Aí entra a vaidade, a natural e humana vaidade.
Continuemos com a lista de desejos e vejamos o terceiro apontado pelo sociólogo: o desejo de novas experiências. Nele entra a viagem, a busca da aventura, da novidade, o apetite de novas emoções. E concluindo a relação, termos o desejo de segurança. Este, segundo o Dr. Pierson, se contrapõe ao desejo de novas experiências.
Diz o ditado popular que quem não arrisca, não petisca. É preciso, portanto, sair da rotina para a aventura, pois só assim ganharemos experiências. E a experiência é tudo na vida. Daí a vantagem do moço para o mais avançado no tempo. Nunca diga: “fulano é velho”, e sim: “fulano é mais experiente”.
A verdade é que concordo com a relação dos desejos humanos exposta pelo eminente sociólogo. E se eu tivesse de acrescentar mais um desejo, mencionaria o desejo de transcendência. O desejo de sair do horizontalismo material para a verticalimo espiritual. Vale lembrar que o homem é um animal que pensa, logo, que transcende. Transcendência que o leva à reflexão. Transcendência que é religiosidade. Há, portanto, necessidade de sair, vez por outra, da distração para a reflexão.
Mas, aqui para nós, estamos sempre procurando a distração, esquecendo estas profundas indagações: qual o sentido da vida, o que nos espera, depois da morte: o paraíso de uma consciência tranquila ou o paraíso do nada? E é justamente para esquecer estas indagações que surgem a distração, o esquecimento de si mesmo.
3.11.13
3.11.13
No passado mês de outubro, estivemos em Montenegro e pudemos constatar aquilo que já pressentíamos desde o momento em que avistamos algumas ilustrações numa revista de viagem: o país é realmente sensacional, tranquilo e deslumbrante.
No passado mês de outubro, estivemos em Montenegro e pudemos constatar aquilo que já pressentíamos desde o momento em que avistamos algu...
Sugestão de Viagem: Kotor, Montenegro
No passado mês de outubro, estivemos em Montenegro e pudemos constatar aquilo que já pressentíamos desde o momento em que avistamos algumas ilustrações numa revista de viagem: o país é realmente sensacional, tranquilo e deslumbrante.
3.11.13
2.11.13
Vi, numa foto do jornal, dois grupos de casinhas populares, de uma porta, duas janelas e uma rua no meio. Lembraram-me crianças, de mãos dadas, cantando o “marré-marré”, cantiga que ouvi muito, quando menino, ao tempo em que as ruas ofereciam segurança. Quase que não havia automóveis. O silêncio dominava a cidade impondo segurança absoluta às pessoas. Que lindo as crianças, pra lá e pra cá, cantando e namorando, que a vida não corria. A vida se escorria, sem pressa.
Pois bem, a foto que vi no jornal me trouxe essa lembrança, dois grupos de casinhas, lado a lado. O que uma tinha, todas tinham. Só não tinham quintais, quintais de terra batida, cheios de fruteiras, de galinheiro com galos cantando. As casinhas não tinham terraço na frente. Nenhuma podia se orgulhar. Ver uma era ver as outras. Não esquecer que eram casas de pobre, casas populares, que não tiveram engenheiros, nem arquitetos para construí-las.
E eu fiquei a refletir: será que à noite eles, os moradores, se reúnem para conversar, para fofocar, para se divertir? Evidente que sim. O ser humano necessita tanto de conversar como de se alimentar, e de respirar. Sem comunicação o homem morre. Ninguém nasce para viver isolado. Ninguém passa sem o outro, o outro, que para o filósofo Sartre é o inferno, como se ele, com seu habitual mau humor, fosse o paraíso para os outros.
Mas voltemos às casinhas, dir-se-ia de mãos dadas, lado a lado, longe das alturas, sem necessidade de elevadores, sem a presença de vigilantes, sem estacionamentos para automóveis, sem orgulho, sem piscina, sem “spa”, cinema, “kid-club”, espaço gourrmet... As casinhas que eu vi na foto do jornal, não têm nada disso. Tenho certeza, porém, que seus moradores se vêem como irmãos e nenhum deles pretendem ser mais ricos que os outros. Outra coisa: todos eles podem entrar e sair de suas casinhas, sem problema. Não são prisioneiros do conforto como os que moram “lá em cima”.
E me vem a indagação: os prisioneiros do luxo, da riqueza e do conforto são felizes? Dormem tranquilos? Volto a olhar a foto no jornal. Só lamento é que não tenham arborizado a rua que passa entre as casinhas, como um rio... Será que houve festa na inauguração ou no “lançamento” daquele conjunto habitacional?...
V i, numa foto do jornal, dois grupos de casinhas populares, de uma porta, duas janelas e uma rua no meio. Lembraram-me crianças, de mãos da...
Onde estaria a felicidade?
Vi, numa foto do jornal, dois grupos de casinhas populares, de uma porta, duas janelas e uma rua no meio. Lembraram-me crianças, de mãos dadas, cantando o “marré-marré”, cantiga que ouvi muito, quando menino, ao tempo em que as ruas ofereciam segurança. Quase que não havia automóveis. O silêncio dominava a cidade impondo segurança absoluta às pessoas. Que lindo as crianças, pra lá e pra cá, cantando e namorando, que a vida não corria. A vida se escorria, sem pressa.Pois bem, a foto que vi no jornal me trouxe essa lembrança, dois grupos de casinhas, lado a lado. O que uma tinha, todas tinham. Só não tinham quintais, quintais de terra batida, cheios de fruteiras, de galinheiro com galos cantando. As casinhas não tinham terraço na frente. Nenhuma podia se orgulhar. Ver uma era ver as outras. Não esquecer que eram casas de pobre, casas populares, que não tiveram engenheiros, nem arquitetos para construí-las.
E eu fiquei a refletir: será que à noite eles, os moradores, se reúnem para conversar, para fofocar, para se divertir? Evidente que sim. O ser humano necessita tanto de conversar como de se alimentar, e de respirar. Sem comunicação o homem morre. Ninguém nasce para viver isolado. Ninguém passa sem o outro, o outro, que para o filósofo Sartre é o inferno, como se ele, com seu habitual mau humor, fosse o paraíso para os outros.
Mas voltemos às casinhas, dir-se-ia de mãos dadas, lado a lado, longe das alturas, sem necessidade de elevadores, sem a presença de vigilantes, sem estacionamentos para automóveis, sem orgulho, sem piscina, sem “spa”, cinema, “kid-club”, espaço gourrmet... As casinhas que eu vi na foto do jornal, não têm nada disso. Tenho certeza, porém, que seus moradores se vêem como irmãos e nenhum deles pretendem ser mais ricos que os outros. Outra coisa: todos eles podem entrar e sair de suas casinhas, sem problema. Não são prisioneiros do conforto como os que moram “lá em cima”.
E me vem a indagação: os prisioneiros do luxo, da riqueza e do conforto são felizes? Dormem tranquilos? Volto a olhar a foto no jornal. Só lamento é que não tenham arborizado a rua que passa entre as casinhas, como um rio... Será que houve festa na inauguração ou no “lançamento” daquele conjunto habitacional?...
2.11.13
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