25.1.14
Desde 2011, em Belo Horizonte, um grupo de pessoas utiliza a internet para marcar um encontro mensal em bares e cafés. Não se trata de rolezinho ou coisa parecida. O evento tem um objetivo pacífico, cultural e educativo: proporcionar aos participantes um interessante intercâmbio linguístico, pois todos têm o compromisso de se comunicar somente em inglês.
Desde 2011, em Belo Horizonte, um grupo de pessoas utiliza a internet para marcar um encontro mensal em bares e cafés. Não se trata de rol...
Uma Forma Divertida de Praticar Inglês e de Fazer Novos Amigos
Desde 2011, em Belo Horizonte, um grupo de pessoas utiliza a internet para marcar um encontro mensal em bares e cafés. Não se trata de rolezinho ou coisa parecida. O evento tem um objetivo pacífico, cultural e educativo: proporcionar aos participantes um interessante intercâmbio linguístico, pois todos têm o compromisso de se comunicar somente em inglês.
24.1.14
Se você ainda não usa o Chrome para navegar na internet, experimente dar-lhe uma pequena chance. A versatilidade e performance em relação ao Firefox e ao IExplorer são impressionantes, sem falar no visual, que é bem mais enxuto do que os outros browsers.
Se você ainda não usa o Chrome para navegar na internet, experimente dar-lhe uma pequena chance. A versatilidade e performance em relação...
Extensões Essenciais do Google Chrome
Se você ainda não usa o Chrome para navegar na internet, experimente dar-lhe uma pequena chance. A versatilidade e performance em relação ao Firefox e ao IExplorer são impressionantes, sem falar no visual, que é bem mais enxuto do que os outros browsers.
24.1.14
19.1.14
A primeira vez que vi as imagens de Socotra pensei que se tratasse de um cenário de filme de ficção. Achei que era mais um daqueles estranhos planetas visitados pela nave Enterprise, da série Jornada nas Estrelas. Mas o lugar é real, e fica aqui na Terra mesmo.
A primeira vez que vi as imagens de Socotra pensei que se tratasse de um cenário de filme de ficção. Achei que era mais um daqueles estran...
Ilhas Socotra, uma paisagem alienígena no planeta Terra
A primeira vez que vi as imagens de Socotra pensei que se tratasse de um cenário de filme de ficção. Achei que era mais um daqueles estranhos planetas visitados pela nave Enterprise, da série Jornada nas Estrelas. Mas o lugar é real, e fica aqui na Terra mesmo.
19.1.14
19.1.14
Pois é, o mundo é assim, cheio de contradições. Cada um com as suas idiossincrasias. Uns alegres, outros tristes; uns amargos outros doces, uns inquietos, outros em paz; uns risonhos, outros carrancudos; uns comemorando realizações, outros mergulhados em frustrações, uns se deliciando com um copo de cachaça, outros adorando uma água de coco, uns procurando o silêncio para pensar, outros desejando o barulho para esquecer suas tragédias interiores, uns buscando uma praia deserta para a reflexão, outros procurando um bar ou um forró para a distração, e assim por diante.
Há os que acreditam em outra vida, há os que acham que a vida termina no túmulo, onde o corpo vira alimento para os irmãos vermes, e os que acreditam que a vida continua em outras dimensões; Há os que crêem no paraíso do Nada, e assim por diante.
Há os incapazes de matar uma formiga, à semelhança de Goethe, que pisava atento para não esmagar sequer um inseto; há os que põem pássaros em gaiola. Há os nervosos, que, no trânsito, apitam de instante a instante, os sem paz interior. Há os que estão destruindo a saúde e a vida com os cigarros que fumam, os que levam seus problemas para a cama e não conseguem dormir, cheios de inquietações. E há os que dormem de roncar, na maior tranqüilidade, e com a consciência tranquila.
Há os que não lêem, embora não sejam analfabetos e outros que só não conseguem ler quando estão comendo ou tomando banho. Há os que se mordem de inveja com o sucesso dos outros e os que aplaudem o êxito do seu semelhante.
Há os que amam, há os que odeiam; os que elogiam e aplaudem a glória dos outros, e os que amargam de invídia. Há os que cantam, há os que rosnam.
Há os que fazem da política um meio de vida e há os que esquecem a si mesmos em favor do bem coletivo.
Há os quem limpam leprosos como Madre Tereza de Calcutá e há os que, com um lápis apenas, nada de computador ou iPad, escrevem uma verdadeira literatura, abordando temas de ciência e filosofia.
Sim, há também este cronista, que não tem nada a ver com a vida dos outros.
P ois é, o mundo é assim, cheio de contradições. Cada um com as suas idiossincrasias. Uns alegres, outros tristes; uns amargos outros doces,...
Há quem goste...
Pois é, o mundo é assim, cheio de contradições. Cada um com as suas idiossincrasias. Uns alegres, outros tristes; uns amargos outros doces, uns inquietos, outros em paz; uns risonhos, outros carrancudos; uns comemorando realizações, outros mergulhados em frustrações, uns se deliciando com um copo de cachaça, outros adorando uma água de coco, uns procurando o silêncio para pensar, outros desejando o barulho para esquecer suas tragédias interiores, uns buscando uma praia deserta para a reflexão, outros procurando um bar ou um forró para a distração, e assim por diante. Há os que acreditam em outra vida, há os que acham que a vida termina no túmulo, onde o corpo vira alimento para os irmãos vermes, e os que acreditam que a vida continua em outras dimensões; Há os que crêem no paraíso do Nada, e assim por diante.
Há os incapazes de matar uma formiga, à semelhança de Goethe, que pisava atento para não esmagar sequer um inseto; há os que põem pássaros em gaiola. Há os nervosos, que, no trânsito, apitam de instante a instante, os sem paz interior. Há os que estão destruindo a saúde e a vida com os cigarros que fumam, os que levam seus problemas para a cama e não conseguem dormir, cheios de inquietações. E há os que dormem de roncar, na maior tranqüilidade, e com a consciência tranquila.
Há os que não lêem, embora não sejam analfabetos e outros que só não conseguem ler quando estão comendo ou tomando banho. Há os que se mordem de inveja com o sucesso dos outros e os que aplaudem o êxito do seu semelhante.
Há os que amam, há os que odeiam; os que elogiam e aplaudem a glória dos outros, e os que amargam de invídia. Há os que cantam, há os que rosnam.
Há os que fazem da política um meio de vida e há os que esquecem a si mesmos em favor do bem coletivo.
Há os quem limpam leprosos como Madre Tereza de Calcutá e há os que, com um lápis apenas, nada de computador ou iPad, escrevem uma verdadeira literatura, abordando temas de ciência e filosofia.
Sim, há também este cronista, que não tem nada a ver com a vida dos outros.
19.1.14
12.1.14
Andei comparando a família a uma orquestra. Assim como esta, a família também desafina, e tem como maestro o pai. E haja dissonâncias, temperamentos díspares, afinidades, que o chefe de família vai procurando harmonizar e amenizar.
Na nossa família paterna, houve poucas desafinações. Afinal o maestro era severo e sereno. Bastava o seu olhar, para que todos seguissem a partitura sem erro. Não me lembro que um de seus filhos tenha sido castigado, a não ser aquelas boladas nas mãos. O respeito que ele impunha ao conjunto sinfônico valia por um carão, uma admoestação mais firme. A batuta de sua autoridade funcionava.
O pai-maestro, José Augusto Romero, foi um exemplo de chefe de família, merecedor de todos os aplausos. Tinha as suas predileções, é claro, a começar pelo caçula, este que hora escreve. Isto, porém, jamais abalou seu senso de justiça. Amava muito as filhas Ivone e Iracema, que foi a última a nascer, passando a ocupar o posto de caçula. Ainda bem que uma minha tia, muito querida, dissesse para mim: “Você passou a ser o caçula dos homens”.
Mas vamos à orquestra familiar. O mais velho, respeitado por todos, e que, às vezes, substituía o maestro, era Mário, um rapaz bonitão, inteligente, ótimo jogador de vôlei e de futebol. Muito elegante, ele foi professor primário e depois universitário. Ensinava Finanças, disciplina árida, mas que ele com muito bom humor, sabia torná-la agradável. Bastante querido dos alunos, o nosso mano soube desempenhar bem o seu posto de irmão mais velho.
E vamos aos outros: Alberto, que foi jornalista e escritor, deixou um gostoso livro: “O assunto é jornal”, um relato de suas experiências de jornal. Ele chegou a redator-chefe do “Jornal do Brasil”, lá do Rio.
E agora falemos de Orlando, que foi agrônomo e terminou ocupando a carteira de fiscal agrícola do Banco do Brasil. Não teve filhos, assim como Alberto. Orlando era gago e, quando se zangava, era um desespero. Certa vez chamou uma vizinha austera, já idosa, de “Washington Luiz”, candidato à presidência do Brasil. A velha, irritada, foi fazer queixa à minha mãe, que depois de receber a reclamação, disse com os seus botões: “ela bem queria ser “Washinton Luiz”. Ainda bem que o maestro não soube disso...
E chegamos a Ivone, loira, bonita e, sobretudo, de excelente gênio. Foi minha companheira de meninice. E lamentava não ter uma irmã para brincar. Valeu-se de minha companhia. Ela chegou até a me ensinar a brincar com bonecas, ora vejam só... Ivone tocava piano e era muito dedicada ao teclado. Meu irmão do primeiro casamento de minha mãe, Eudes, poeta, jornalista e historiador, certa vez aborreceu-se com os repetidos exercícios pianisticos de Ivone, e escreveu estes versinhos:
“Ó Dona Ivone, este seu piano é impertinente
Eu só queria que ele se quebrasse um dia, de repente”
Mas terminemos fazendo referência à caçula das mulheres, Iracema, cujo nome foi sugerido pelo irmão Eudes Barros, inspirado na personagem de José de Alencar. Iracema casou-se com o urologista Domilson Maul de Andrade, com quem teve quatro filhos. Era louca por música. E depois que ganhou do marido um piano de cauda, não quis mais outra coisa na vida. Mas, para o marido viúvo, o piano continua tocando, na sua imaginação saudosa. Ele é vizinho do mar de Tambaú, em cuja calçada faz suas caminhadas, ao lado de amigos.
A verdade é que a nossa orquestra familiar funcionou muito bem. Seu maestro, com austeridade e senso de responsabilidade, saiu do tablado sob aplausos.
A ndei comparando a família a uma orquestra. Assim como esta, a família também desafina, e tem como maestro o pai. E haja dissonâncias, temp...
A família, uma orquestra
Andei comparando a família a uma orquestra. Assim como esta, a família também desafina, e tem como maestro o pai. E haja dissonâncias, temperamentos díspares, afinidades, que o chefe de família vai procurando harmonizar e amenizar. Na nossa família paterna, houve poucas desafinações. Afinal o maestro era severo e sereno. Bastava o seu olhar, para que todos seguissem a partitura sem erro. Não me lembro que um de seus filhos tenha sido castigado, a não ser aquelas boladas nas mãos. O respeito que ele impunha ao conjunto sinfônico valia por um carão, uma admoestação mais firme. A batuta de sua autoridade funcionava.
O pai-maestro, José Augusto Romero, foi um exemplo de chefe de família, merecedor de todos os aplausos. Tinha as suas predileções, é claro, a começar pelo caçula, este que hora escreve. Isto, porém, jamais abalou seu senso de justiça. Amava muito as filhas Ivone e Iracema, que foi a última a nascer, passando a ocupar o posto de caçula. Ainda bem que uma minha tia, muito querida, dissesse para mim: “Você passou a ser o caçula dos homens”.
Mas vamos à orquestra familiar. O mais velho, respeitado por todos, e que, às vezes, substituía o maestro, era Mário, um rapaz bonitão, inteligente, ótimo jogador de vôlei e de futebol. Muito elegante, ele foi professor primário e depois universitário. Ensinava Finanças, disciplina árida, mas que ele com muito bom humor, sabia torná-la agradável. Bastante querido dos alunos, o nosso mano soube desempenhar bem o seu posto de irmão mais velho.
E vamos aos outros: Alberto, que foi jornalista e escritor, deixou um gostoso livro: “O assunto é jornal”, um relato de suas experiências de jornal. Ele chegou a redator-chefe do “Jornal do Brasil”, lá do Rio.
E agora falemos de Orlando, que foi agrônomo e terminou ocupando a carteira de fiscal agrícola do Banco do Brasil. Não teve filhos, assim como Alberto. Orlando era gago e, quando se zangava, era um desespero. Certa vez chamou uma vizinha austera, já idosa, de “Washington Luiz”, candidato à presidência do Brasil. A velha, irritada, foi fazer queixa à minha mãe, que depois de receber a reclamação, disse com os seus botões: “ela bem queria ser “Washinton Luiz”. Ainda bem que o maestro não soube disso...
E chegamos a Ivone, loira, bonita e, sobretudo, de excelente gênio. Foi minha companheira de meninice. E lamentava não ter uma irmã para brincar. Valeu-se de minha companhia. Ela chegou até a me ensinar a brincar com bonecas, ora vejam só... Ivone tocava piano e era muito dedicada ao teclado. Meu irmão do primeiro casamento de minha mãe, Eudes, poeta, jornalista e historiador, certa vez aborreceu-se com os repetidos exercícios pianisticos de Ivone, e escreveu estes versinhos:
“Ó Dona Ivone, este seu piano é impertinente
Eu só queria que ele se quebrasse um dia, de repente”
Mas terminemos fazendo referência à caçula das mulheres, Iracema, cujo nome foi sugerido pelo irmão Eudes Barros, inspirado na personagem de José de Alencar. Iracema casou-se com o urologista Domilson Maul de Andrade, com quem teve quatro filhos. Era louca por música. E depois que ganhou do marido um piano de cauda, não quis mais outra coisa na vida. Mas, para o marido viúvo, o piano continua tocando, na sua imaginação saudosa. Ele é vizinho do mar de Tambaú, em cuja calçada faz suas caminhadas, ao lado de amigos.
A verdade é que a nossa orquestra familiar funcionou muito bem. Seu maestro, com austeridade e senso de responsabilidade, saiu do tablado sob aplausos.
12.1.14
Assinar:
Postagens (Atom)







