13.12.14
Q uando Jesus abriu os olhos para este mundo de trevas, a humilde manjedoura se iluminou, graças a uma estrela, que, como uma seta, anunciav...
Quando Jesus abriu os olhos para este mundo de trevas, a humilde manjedoura se iluminou, graças a uma estrela, que, como uma seta, anunciava a vinda daquele que viria trazer a paz e o amor aos homens de boa vontade.
Por que o menino escolhera uma manjedoura ao invés de um palácio, como o de Herodes ou outro grande da Terra? Porque a humildade seria sua primeira lição. A humildade tão desdenhada pelos poderosos, os orgulhosos.
Nasceu de pais pobres: uma mulher do povo, Maria, e um carpinteiro, José. Não sabemos se o menino ajudou o pai, na carpintaria. Achamos que Jesus não fez nem um simples banco...
Com 12 anos, na visita que fez a Jerusalém em festa, ele desapareceu da vista da mãe e foi conversar com os doutores das Escrituras. Surpreendeu a todos com os seus argumentos. Falou como gente grande. Os doutores não quiseram acreditar no que escutavam. E eis que chega a mãe, assustada, procurando o filho, chegando até a admoestá-lo. O menino, sereno, respondeu: “Não sabias que vim tratar dos negócios do meu Pai?” Sim, o pai era Deus, e não José, cujos negócios eram os da carpintaria.
O menino foi crescendo, até iniciar a sua missão, aqui na Terra. A lição da luz contra as trevas, do amor contra o ódio, da paz contra a guerra. Começou com aquela transformação da água em vinho, a pedido da mãe, numa festa de casamento. Foi seu primeiro milagre. O vinho representava a fé. Aquela fé que, mesmo do tamanho de um grão de mostarda, transportaria uma montanha….
Depois desse fato, ele começou a preparar o seu apostolado para a evangelização. Os primeiros convidados para a importante missão não seriam doutores, mas simples pescadores, que, chamados para a grande missão, largaram, sem pestanejar, seus instrumentos de trabalho: as redes.
E antes de empreender a missão do apostolado, Jesus profere o seu mais belo sermão, cognominado o Sermão da Montanha, também chamado o Sermão das Bem-aventuranças, no qual se resume a sua consoladora Doutrina. Gandhi chegou a dizer que se destruíssem todos os livros do mundo e só restasse o Sermão da Montanha, nada teria sido perdido. E eu tenho uma pena danada dos que desconhecem o grande sermão.
Mas o Jesus-luz chegou a dizer que todos nós temos uma luz interior. Daí a sua recomendação: “Brilhe a vossa luz” E a ciência já provou que essa luz está numa glândula chamada epífise, que foi constatada, mais adiante, pelo filósofo Descartes.
O Jesus-luz, todavia, não foi compreendido pelos homens. A luz chamava a atenção para as nossas trevas interiores: o egoísmo, o ódio, o orgulho. E não suportando o Jesus-luz, a luz da verdade, os homens trataram de crucificá-lo, em companhia de dois ladrões. Com o rosto banhado de sangue devido à coroa de espinhos que colocaram na sua cabeça, Jesus ainda teve ânimo de pedir um pouco d'água para matar a sede. Deram-lhe vinagre. Seus olhos eram de uma melancolia comovente. Os olhos que abriram tantos olhos, as mãos ensanguentadas que limparam leprosos, os pés que caminharam, ao sol ardente, no serviço do amor fraternal.
Mas o Jesus-cruz na Ressurreição voltaria a ser luz, fato testemunhado por Madalena, a linda pecadora, com quem conversou, provando que a morte não existe.
Esqueçamos o Jesus-Cruz, abolindo crucifixos em paredes e pescoços. E louvemos o Jesus-Luz, jamais esquecendo a sua recomendação: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. E mais: “meus discípulos se conhecem por muito se amarem”.
13.12.14
7.12.14
A vida é cheia de usos e abusos. E sobre esse tema o iluminado Emmanuel, guia do grande médium Chico Xavier, relata muitos exemplos, que nos...
Avida é cheia de usos e abusos. E sobre esse tema o iluminado Emmanuel, guia do grande médium Chico Xavier, relata muitos exemplos, que nos induzem a muita precaução.
Afinal devemos estar vigilantes. Vigilantes com o que falamos, com o que pensamos, com o que agimos. Não esqueçamos da receita de Jesus para estarmos vigilantes, pois a todo momento estamos errando, comprometendo a nossa vida. Disse um ditado que a virtude está no meio. Sim, estamos sempre errando devido aos nossos excessos e aos nossos esquecimentos. E viva o bom senso, o equilíbrio. O uso, e não o abuso. O uso nos dá paz, o abuso nos leva ao remorso, ao arrependimento. Vida sem excessos, paz na consciência.
Chegamos a este mundo sem nada. Chegamos nus, famintos e chorando. E ainda nos dão uma hospedaria aconchegante sem esquecer o leite para matar a fome. Sem esquecer o corpo, este maravilhoso santuário. Mas sempre lembrando de que tudo que nos foi dado será cobrado mais tarde. Daí a nossa responsabilidade com os talentos que nos foram conferidos. Nada, portanto, de abuso.
Saibamos usar as coisas. E vem a indagação: Será que estamos usando ou abusando do nosso corpo? Abusando com o fumo, com o álcool. E vejamos alguns outros abusos: A maledicência, isto é, viver falando mal dos outros, é um abuso da palavra. O egoísmo é um abuso do Direito. A doença é um abuso da saúde, o supérfluo é o abuso do necessário. Quanta gente traz o guarda-roupa cheio de vestidos, enquanto outros… E que dizer da ociosidade? Um abuso do repouso.
Estejamos atentos aos nossos abusos. Viva o uso, o bom senso. Saibamos usar bem o nosso corpo, nosso dinheiro, nossa inteligência, as nossas tendências, nossos dons, a nossa oportunidade, os nossos talentos, enfim. O bom uso das coisas nos dá paz interior. E haverá coisa melhor no mundo do que paz interior?
Emmanuel disse que progredir, isto é, evoluir é usar bem os empréstimos de Deus. Usar, não usar, eis a questão. E a grande indagação que nos espera, depois que saímos deste mundo, é: Que fizeste de tua vida?
Nada de abusar do olhar, da palavra, da inteligência, do corpo, do pensamento, da alimentação. Viver é responsabilizar-se. Ou será que fomos jogados neste mundo para nada?
Falei em abuso e me esqueci de um muito importante: o abuso da fé, que é o fanatismo. E foi o fanatismo que jogou muita gente na fogueira. O fanatismo religioso.
Mas muita gente não reflete, vive como se não precisasse prestar conta dos seus atos.
Pensando bem, tudo na vida tem o seu lado didático, vejamos outro abuso, o abuso da Natureza. Quando o vento abusa, temos o furacão. E qual o lado positivo do furacão? Ele limpa a atmosfera. A dor, por exemplo, é um alerta, um protesto do nosso corpo contra o nosso desregramento.
Conclusão: repitamos a receita de Jesus. Estejamos atentos. Nada de cochilo. A sabedoria popular já advertia que “cochilou, o cachimbo cai”.
Muita gente quando comete um erro costuma dizer: “Errar é humano”. Mas, persistir no erro é burrice. Então, viva a eterna vigilância. Vigilância de nós mesmos e nada de andar fiscalizando o comportamento dos outros.
E fico por aqui. Perdoem-me pelo abuso de sua paciência.
7.12.14
6.12.14
Q uando estava à beira da morte, certamente vendo tudo escuro, bradou o grande Goethe: “Luz, mais luz!” Luz é vida. Daí minha grande compaix...
Quando estava à beira da morte, certamente vendo tudo escuro, bradou o grande Goethe: “Luz, mais luz!” Luz é vida. Daí minha grande compaixão para os que não vêem.
Exalto a luz, mas reconheço que a escuridão, às vezes, é necessária. Dir-se-ia que a escuridão é a moldura da luz. Mas o que Goethe desejava era luz, coisa que não falta, aqui no nosso Nordeste. E ele era de uma terra de muita neve e pouco sol.
Mas continuemos com a crônica. Quando Jesus nasceu, numa manjedoura, uma luz veio iluminar o seu berço. Berço de palha, berço de pobre. Naquele tempo não havia ainda Papai Noel.
Em suma, a luz é Deus. E quando a gente ama, o amor é Deus dentro de nós. Se a nossa mente está escura, não brilha. É por isso que o iluminado Emmanuel, guia de Chico Xavier, comparou a nossa mente a um diamante. Mas para que ele brilhe, há necessidade retirar-lhe a terra que o encobre. Há necessidade de uma lapidação. Sujo, o diamante não brilha. Sua luz está oculta pela sujeira. Ora, ora, é isto mesmo que acontece conosco. Pensamentos negativos, medo, ódio, mágoas, maledicência, ressentimento, inveja, egoísmo, tudo isso faz com que nossa mente não brilhe, não projete luz.
Jesus sempre advertia: “Brilhe a vossa luz”. A luz, repito, é Deus dentro de nós. Também aconselhava que não deveríamos esconder a luz debaixo do alqueire, mas no velador, para clarear a todos.
E viva a luz. Que seria de nós sem ela? Seja a luz do vagalume, seja a luz do sol. Não esquecer que um bom sorriso é luz. Não deixe o seu rosto apagado. Acenda-o sempre com a luz da bondade.
Como é que chamamos um espírito elevado, um espírito superior? Evidente que de um espírito iluminado. Jesus apresentou-se a Paulo, na Estrada de Damasco, vestido de luz. E Paulo ficou cego com tanta claridade.
Lembremos que o iluminado Einstein ganhou o Prêmio Nobel pelo estudo que fez da luz. Não foi pela Teoria da Relatividade - que não me deixe mentir meu filho, PhD em Física, Carlos - e sim pela explicação do efeito fotoelétrico. Demonstrou o genial físico que a luz se constitui num feixe de partículas, chamadas fótons. Foi meu Tuca que me disse isso…
Vamos iluminar o nosso espírito com atos de amor. Amor a Deus, amor à Natureza, amor ao próximo. E nada de escurecer a alma.
6.12.14
2.12.14
E le era um adolescente quando o pai, num tom seco e imperioso, lhe disse: “Você vai ser padre. A família precisa de uma batina. “O menino, ...
Ele era um adolescente quando o pai, num tom seco e imperioso, lhe disse: “Você vai ser padre. A família precisa de uma batina. “O menino, que vivia solto no sítio onde se cultivava o café, só fez dizer um simples e humilde: “Sim, papai”.
A vida rígida do Seminário foi uma mudança da água para o vinho, Exagerada disciplina, muito silêncio, muitos estudos, inclusive do Latim, que era uma espécie de idioma de batina. A saudade de casa era profunda e lhe trouxe muitas lágrimas nos olhos. Saudade do sítio, saudade da vida livre, saudade da família.
E aconteceu que o menino voltou para a casa, para o sítio, para a natureza, para a liberdade, conquanto tivesse contrariado a pretensão “religiosa” do pai. Este, diante do comportamento do filho, apenas lhe disse, secamente: “Já que você não deseja vestir a batina, que escolha por si só sua profissão na vida. O agora rapaz foi trabalhar no plantio do café, um trabalho duro, mas que ele executou com muito empenho, até que veio um bichinho lá do sul do país e contaminou o cafezal, para desespero dos plantadores. A praga arrasou tudo. Uma calamidade que teve repercussão nacional.
E o jovem, agora um homem, por sinal um atleta, resolveu ser professor, profissão com a qual se deu muito bem. Preparava a rapaziada para os exames do Liceu Paraibano, na Capital.
Deu-se bem na nova profissão. Ensinava Português, Matemática, Física e Astronomia. Ele sempre teve os olhos para cima, maravilhado com a beleza muda e mística do Universo. E cuidava do corpo, seguindo as prescrições da ginástica sueca de um tal de Muller. Era um atleta. Bonitão que só ele. Não demorou muito, ficou encantado com a beleza de uma viúva, minha mãe, com quem casou-se e teve seis filhos.
Como disse, ele, José Augusto Romero, era, sobretudo, um apaixonado pela Astronomia. Até que, um dia, convidado, foi assistir a uma sessão mediúnica, onde se manifestara o espírito de uma prima muito querida. Ficou maravilhado com o fato. Houve revelações que só ele sabia. Não teve dúvida. Tornou-se espírita convicto, a ponto de, mais tarde, fundar um centro espírita em Alagoa Nova, para desespero do padre local. E soube-se que até pedra jogaram pela janela do centro, por ocasião de suas reuniões.
Mas não foi somente pela constatação da manifestação mediúnica, que ele se tornou adepto da doutrina codificada por Allan Kardec. O que o levou ao Espiritismo foi a leitura do livro de Leon Denis, ”O problema do ser, do destino e da dor”. Contou ele que ficou maravilhado com a obra do filósofo francês. E teve vontade de sair correndo pela rua, a dizer como Arquimedes, na descoberta da lei da hidrostática: “Achei, achei, achei!” Sim, ele achara a verdade que procurava. Depois, teve de vir morar aqui na capital, onde comprou um sítio lá na Lagoa. Fez concurso e entrou para o serviço público como funcionário do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. O resto, conto mais adiante...
2.12.14
29.11.14
Muitas famílias estão percebendo que a correria de fim de ano pode ser evitada, sem problemas, da forma mais simples que pode existir: dei...
Muitas famílias estão percebendo que a correria de fim de ano pode ser evitada, sem problemas, da forma mais simples que pode existir: deixando de lado a velha tradição da troca de presentes.
29.11.14