17.1.16
S im, o que faria você se Jesus lhe fizesse uma visita? Jesus, que levou todo o tempo pregando a Boa Nova, que é o Evangelho? Pregando e cur...
Sim, o que faria você se Jesus lhe fizesse uma visita? Jesus, que levou todo o tempo pregando a Boa Nova, que é o Evangelho? Pregando e curando.
Acontece que ele suspenderia, por uns momentos, a sua caminhada com os Apóstolos, para ir à sua casa para uma honrosa visita. Será que você o deixaria sozinho, na sala? Ou será que você trataria de outras coisas?
Que visita honrosa! Jesus dentro de sua casa, não seria uma maravilha? Pertinho de você. E lembrar que para vê-lo, em meio à multidão, só à distância. Mas, Jesus estaria dentro de sua casa! Só vendo para acreditar.
Pois bem, isto aconteceu! E é, justamente, o que vamos relembrar. O Mestre suspendeu a sua caminhada evangélica, em companhia de seus apóstolos, ensinando e curando, e foi até a casa de Lázaro, que morava com duas irmãs: Maria e Marta.
E eis Jesus dentro de casa (muita gente precisa ter Jesus no coração). O coração é uma casa. Quando ele começou a falar, Maria correu para o seu lado a fim de ouvir a sua preleção. Que coisa maravilhosa! Maria não estava acreditando no que via e no que ouvia. Estaria sonhando? Olhava para Jesus com muito embevecimento, encantada. Que maravilha aquele rosto, aqueles olhos, aquela boca. Jesus conversando. Maria beliscou duas vezes o braço para conferir se não estava sonhando.
Jesus falava da vida eterna, do amor, da caridade, dos lírios do campo. De repente, Maria lembrou-se da irmã. Onde estaria ela? Marta estava às voltas com as caçarolas, cozinhando, arrumando a mesa, esquecida, completamente, do grande visitante. Nem sequer prestou a atenção, mesmo de longe, à conversa. Jesus conversando, Maria absorta, ouvindo-o, e Marta na cozinha, perdendo a oportunidade de ouvir uma bela lição.
Acontece que Jesus teve pena de Marta. Interrompeu a sublime conversa e exclamou, naquela voz suave: “Maria escolheu a boa parte”.
Maria transcendeu, verticalizou-se, aprendeu a verdade que liberta.
Jesus continua no mundo com o seu Evangelho. E muita gente ocupada e preocupada com as coisas materiais, sem tempo para nada.
Jesus continua nos visitando. E você, na cozinha, limpando caçarolas, varrendo o chão, indiferente à sua mensagem consoladora...
17.1.16
17.1.16
T enho pena das pessoas apegadas demais às coisas deste mundo. Apego ao dinheiro, apego ao poder, apego ao sexo, apego aos bens, apego a tud...
Tenho pena das pessoas apegadas demais às coisas deste mundo. Apego ao dinheiro, apego ao poder, apego ao sexo, apego aos bens, apego a tudo. É preciso lembrar que chegamos a este mundo nus e chorando. Mais ainda: famintos. E quando encontramos o seio materno, é com uma gulodice fora de série. Nunca vi uma criança mamando e chorando ao mesmo.
Disse: apego ao dinheiro, ao poder, ao sexo, aos bens materiais e me esqueci das pessoas. Lembrar que ninguém é de ninguém. Portanto, nada de apego. Apego cheira a egoísmo.
Agora me lembrei de uma senhora, no cemitério, chorando de se acabar pela morte do marido, na hora do sepultamento. Ela gritava: “eu quero ir com ele, eu quero ir com ele. Mas, bastou um tropeço em direção ao túmulo, e ela foi logo gritando: “Me segurem, me segurem, se não eu caio!”. Já não desejava mais ir para a cova com o marido.
Repitamos: chegamos a este mundo, sem nada, e sairemos dele, também, com as mãos abanando. E a nossa vida deve ser um dar, sem nada exigir. Há muita gente precisando da gente. Socorrêmo-la, cumprindo a lição do Mestre: “Amai ao próximo como a si mesmo”. Eis a lição mais difícil de todos os tempos.
Quando meu pai morreu, eu falei diante de seu túmulo, invadido de muita paz interior, e disse: “Até logo, papai!” O governador Pedro Gondim, que estava presente, não quis acreditar: “Na saída do cemitério, aproximou-se eme cochichou: “Rapaz, que religião é esta que lhe dá tanta paz?”. Ora, uma religião que ensina que a vida não termina no túmulo. E atentemos à inscrição do mausoléu de Allan Kardec, lá no Père Lachaise, em Paris: “Nascer, viver, renascer ainda, progredir sempre, tal é a lei”. Não esquecendo a sentença de Paulo: “Nada trouxemos para este mundo e é evidente que nada podemos levar dele”...
17.1.16
11.1.16
A vida é uma corrida e as tentações são verdadeiros testes. Sem a tentação, como avaliar uma virtude? Disse Thiago que só há tentação devid...
A vida é uma corrida e as tentações são verdadeiros testes. Sem a tentação, como avaliar uma virtude? Disse Thiago que só há tentação devido à concupiscência que há em nós.
O mundo está cheio de provas e tentações: tentação do sexo, do dinheiro, do poder, dos vícios, da ambição. O homem forte é aquele que vence as tentações.
Mas, como se livrar das tentações? Qual o remédio, qual a atitude a adotar? Que disse Jesus sobre as tentações? Ora, ora, é só atentar para a oração do Pai Nosso, onde se pede a Deus para nos livrar das tentações e que estejamos sempre vigilantes.
Cuidado com a tentação da inveja, da raiva, da vaidade, do orgulho. Repitamos a fórmula: “orai e vigiai para não entrardes em tentação”.
Quem está sempre em estado de oração está vacinado contra a tentação.
Disse Emmanuel, o iluminado guia de Chico Xavier, que, sem a tentação, como provar a nossa virtude?
E não esquecer as tentações dos vícios. As tentações do álcool, das drogas, do fumo, da preguiça, da maledicência, da fofoca. E o que é maledicência? É viver falando mal dos outros, seja no cochicho ou não.
Uma senhora disse, certa vez, que se não falarmos mal dos outros, que graça tem uma conversa? Eis aí um grave e lamentável vício.
Repitamos o Pai Nosso: “Livrai-nos, Senhor, do mal”. Oração e Vigilância, eis a fórmula, eis a receita.
Quando formos dormir, não há melhor momento para uma reflexão, uma reflexão sobre o que fizemos durante o dia. Mas, há quem, mal deita na cama, vai logo roncando. Não faz uma reflexão. Age como o gato, o cachorro. E reflexão é coisa muito importante. A reflexão é o contrário da distração.
Jesus nunca falou mal de ninguém. Quando os discípulos foram lhe avisar que João Batista havia sido brutalmente degolado, ele calou-se e se afastou, em total silêncio.
E não esqueçamos dos vícios: a inveja, o orgulho, a ociosidade, a ambição, o egoísmo, o pessimismo. Lembremos, mais uma vez, de Emmanuel, o iluminado guia espiritual de Chico Xavier: “Tentação é teste”.
11.1.16
10.1.16
J esus escolheu uma montanha para pronunciar seu sermão inaugural. E a sua voz desceu como uma cachoeira de luz. É preciso subir para ensina...
Jesus escolheu uma montanha para pronunciar seu sermão inaugural. E a sua voz desceu como uma cachoeira de luz. É preciso subir para ensinar os que estão embaixo a subirem. Valeu a metáfora.
E já que falei em planalto, os espíritas acabam de promover o seu recente congresso, no Planalto do Cabo Branco, justamente no Centro de Convenções.
E, aqui para nós, deu muita gente para ouvir famosos oradores, a começar pelo nosso Divaldo Franco, coincidindo com o aniversário de 100 anos da casa máter do Espiritismo na Paraíba, a Federação Espírita Paraibana.
Quem exerceu a presidência daquela casa, durante quarenta e quatro anos, quase metade de seu centenário, foi José Augusto Romero, meu pai. Nascido nos Cariris Velhos, foi seminarista e terminou espírita. Para isso, bastou assistir a uma sessão espírita em Alagoa Nova, quando se manifestou o espírito de uma prima desencarnada, que lhe trouxe impressionante e irrefutável mensagem. Outro fato que o levou ao Espiritismo foi a leitura do livro “O problema do ser, do destino e da dor”, do médium e filósofo francês, Léon Denis.
O congresso espírita no Planalto Branco foi, sem dúvida, um magno acontecimento. Tenho certeza que o convencionais saíram de lá ainda mais espíritas.
O Teatro do Centro de Convenções foi pequeno para caber tanta gente, neste memorável congresso, de espíritas e não espíritas, pois havia líderes e representantes de outras religiões, num encontro que culminou no “Momento pela Paz”, na tarde de ontem, com palestra do médium e orador Divaldo Pereira Franco, autor de cerca de 200 livros psicografados.
A verdade é que o Espiritismo, codificado por Allan Kardec, cada vez mais atrai simpatizantes. E eu encerro a crônica lembrando que a Doutrina Espírita tem como lema principal: “Fora da Caridade não há salvação”. Para bom um entendedor, só isto basta.
10.1.16
3.1.16
É a vida que não pára, vida que adora mudanças. E viva a dança da mudança. Já pensou se nada mudasse? E quer saber de uma coisa? Vivemos de...
É a vida que não pára, vida que adora mudanças. E viva a dança da mudança. Já pensou se nada mudasse? E quer saber de uma coisa? Vivemos de mudanças. A grande estratégia, no entanto, é se adaptar a elas. Eis-me, aqui, pronto para enfrentar mais um ano. Ah o futuro, esta grande incógnita..., ou melhor, esta grande interrogação. A gente vive sem saber o que vai nos acontecer. Já se disse que o futuro a Deus pertence.
Aqui para nós, eu não desejo saber do futuro. Que ele continue sendo uma grande incógnita, uma grande surpresa. E viva o passado. Vez por outra, estou em busca dele, pois, recordar é uma maravilha.
Mas a verdade é que tudo passa e tudo voltará. Viva a esperança que, parodiando o ditado, é única que não morre.
Na noite de Ano Novo, muita festa, muito barulho, muitos fogos no céu, muitos pipocos, muito álcool na cuca, muita comida no bucho, muita distração, e nada de reflexão. Talvez poucos refletiram durante os momentos de silêncio. Por outro lado, não devemos esquecer de que viver é conviver. Temos que compreender e respeitar as diferenças. Há quem adore a cachaça entrando pela goela, ou chupar fumaça soltando pelas narinas.
Nossa passagem de ano foi uma delícia, numa pousada, bucolicamente chamada “Pousada das Conchas”, à beira-mar de Tabatinga. Tudo “arquitetado” pelo nosso Germano, só podia dar certo. Só não houve barulho, ainda bem. Não houve barulho, mas houve marulho. Levaram-me para dentro d'água, lutei contra as ondas, e o mar estava uma beleza.
Mas, tudo passa, e o bom mesmo é viver. Mais do que viver, conviver, mais do que conviver, transcender. Depois de amanhã, homenageiam-se os Reis Magos, aqueles que foram até a manjedoura e deram presentes a Jesus: ouro, incenso e mirra...
Encerremos a crônica lembrando que tudo passa, menos o passado, que está sempre nos fazendo reviver.
3.1.16
3.1.16
V amos deixar a resposta para o final do texto. Lembrar que Jesus, antes de curar cegos, levantou paralíticos, limpou leprosos, deu voz aos ...

Vamos deixar a resposta para o final do texto. Lembrar que Jesus, antes de curar cegos, levantou paralíticos, limpou leprosos, deu voz aos mudos, aliviou os dominados pelos espíritos inferiores, estancou hemorragias, multiplicou pães e peixes.
Fiquemos porém com os cegos. Mas, antes, façamos uma reflexão. Haverá provação maior do que a cegueira? Feche os olhos por alguns minutos, e sinta como é doloroso viver nas trevas. Não existe maior provação. Daí, o dever que temos em ajudar o nosso Institutos dos Cegos e outras entidades que os amparam.
Voltando a Jesus, foram muitos os cegos que ele curou. Que riqueza é poder ver as coisas, contemplar uma paisagem, olhar as estrelas do céu, a lua cheia que ilumina as noites de verão, a imensidão do mar, a beleza da Natureza, as pessoas ao nosso lado.
É horrível ser mudo, não poder falar, horrível não poder andar, horrível não poder ouvir. Ah, Beethoven, como sofreste com a falta de audição! Mas, pior seria se fosses cego… Esta é, sem dúvida, uma dolorosa privação.
Abramos o Evangelho (não venha me dizer que nunca leu o Evangelho, que faz parte da Bíblia, e onde está contada toda a história do Meigo Nazareno) e veja alguns casos de cegos que ele curou.
Certa vez, Jesus entrou numa casa e curou um deles, que, a princípio, dizia que dizia ver somente árvores, mas terminou vendo homens.
E a fé foi o grande remédio dessas curas. Tanto que o Mestre costumava enfatizar: “Tua fé te curou”. E depois nos ensinou que basta a fé do tamanho de uma mostarda para remover uma montanha.
Lembremos também de que, certa vez, Jesus chegou a caminhar sobre as águas. Os apóstolos não quiseram acreditar no que viam. E o Mestre ainda chamou Pedro, mas este, ao sentir o vento, teve medo e ia se afundando. Jesus o repreendeu dizendo: “Homem de pouca fé”. Jesus curou, mas precisou da fé do curado.
Mas, qual é a pior cegueira? É a do ceticismo, da indiferença. Afinal, o pior cego é aquele que não quer ver. Está respondida a pergunta do título da crônica.
Jesus curou paralíticos, mudos, cegos, leprosos.... E assim mesmo não acreditaram nele. Chico Xavier, de cultura primária, quase cego, de olhos fechados, escreveu uma verdadeira literatura, quase 500 livros, e há ainda quem não acredite na sua mediunidade.
Afinal, o que é a vida senão um ato de fé.? Você diz: amanhã farei isto, farei aquilo, em Setembro vou à Europa…. O que é isto senão uma declaração de fé?
E vale terminar dizendo novamente: O pior cego é aquele que não quer ver.
3.1.16
28.12.15
"O menos é mais". Você já deve ter ouvido essa expressão em algum lugar. Ela é um espécie de mantra para aqueles que seguem a fi...
"O menos é mais". Você já deve ter ouvido essa expressão em algum lugar. Ela é um espécie de mantra para aqueles que seguem a filosofia do minimalismo.
28.12.15
27.12.15
E aconteceu que Jesus afastou-se um pouco dos discípulos, e foi orar. Deveria ser lindo, Jesus orando. O olhar em direção ao céu, em plena ...
E aconteceu que Jesus afastou-se um pouco dos discípulos, e foi orar. Deveria ser lindo, Jesus orando. O olhar em direção ao céu, em plena sintonia com Deus, o Pai Nosso.
Os discípulos, certamente, tiveram inveja do Mestre. A boa inveja, diga-se de passagem.
Saindo da sintonia com Deus, Jesus voltou, pronto para a caminhada da Evangelização. Mas aí um dos discípulos, humildemente pediu: “Mestre, ensina-nos a orar”. Aí, Jesus lhes ditou a oração do Pai Nosso, uma maravilha de síntese.
Nessa oração, a pessoa pede para que Deus a livre das tentações, que são muitas: tentação do orgulho, da vaidade, da inveja, do dinheiro, do sexo, da ambição. Afinal, ninguém está livre de uma tentação. Todavia, como se livrar da tentação, esta inclinação para o mal? Disse Tomé que há tentação porque há concupiscência. E como se livrar da tentação? Pela oração.
Adverte, portanto, o Pai Nosso que stejamos sempre vigilantes, atentos. Vigilantes com os nossos pensamentos. Daí o “orai e vigiai”.
A oração do Pai Nosso é de uma síntese admirável. A oração que Jesus ensinou aos discípulos. E oração deve ser simples, curta e atenta. Jamais fazer como uma certa senhora do interior que, no meio da oração, enxotou uma galinha que entrara na sala. Minha irmã Ivone, quando pequena, toda vez que orava o Pai Nosso dizia: “Ah, mamãe, quero pão”.
Nada, portanto, de orações longas, como faziam os fariseus. E nada de pedir dinheiro, um bom casamento e assim por diante.
“Ensina-nos a orar”, pediram os discípulos. E Jesus deu-lhes um modelo perfeito de oração: o Pai Nosso.
Há duas coisas importantíssimas para a nossa paz interior: a oração e a meditação. Para orar, Jesus aconselhou-nos a entrar no quarto para o silencioso diálogo com a Divindade. Não esquecer que a nossa consciência é um rigoroso tribunal interior.
Orar e vigiar para livrar das tentações. Tentação é teste. Ninguém está livre dela.
E o mundo atual, com o consumismo, já viu. Estejamos, pois, atentos, vigilantes, usando sempre o bom senso em todas as nossas escolhas.
27.12.15
27.12.15
O momento enseja uma reflexão. Foi-se um ano, e daí? O que fizeste do ano que passou? Foram muitas manhãs, muitas tardes, muitas noites. Qu...
O momento enseja uma reflexão. Foi-se um ano, e daí? O que fizeste do ano que passou? Foram muitas manhãs, muitas tardes, muitas noites. Que fizeste do tempo que não volta mais? Trabalhaste mais, estudaste mais, cuidaste melhor do teu corpo, este templo sagrado? E a alimentação? Abusaste dela? Muito álcool na barriga? Muito fumo nos pulmões?
Fizeste mais amigos ou, pelo contrário, mais inimigos? Fizeste atos de caridade? De tua boca, saíram palavras de ânimo ou de desânimo? E quanto à maledicência, falaste mal dos outros, ou, pelo contrário, só tiveste palavras de ânimo? Muito otimismo ou muito pessimismo na tua vida?
Afinal, o que é mais importante, a reflexão ou a distração? Como foi o teu relacionamento com o próximo? Disse um filósofo que o tempo é como a terra. Se não plantamos nada nela, o que devemos esperar?
Vem aí a passagem do ano velho e a chegada do ano novo. Vão soltar muitos foguetões, vão beber muito, comer muito, e nada de uma reflexãozinha. Não esquecer que o homem é um animal que pensa. Dizem que Santo Agostinho não dormia antes de conversar com ele mesmo
Espero que estejas esteja com a consciência tranqüila. Nada de remorsos e arrependimentos. E, aqui para nós, uma consciência em paz é um paraíso.
365 dias! Passados em vão? Que diga a consciência de cada um. E tome nota: a nossa maior responsabilidade é com a vida. A vida nossa de cada dia. Viver é o maior ato de fé.
E não esqueçamos jamais de, todo dia, prestar conta à nossa consciência. Santo Agostinho, dizem, antes de fechar os olhos para o mundo, mantinha uma conversa consigo mesmo. Relatava, mentalmente, tudo que fez durante o dia.
Viva a responsabilidade de viver. De viver e de conviver. E terminamos lembrando a grande interrogação: o que é que estamos fazendo de nossa vida?...
27.12.15
20.12.15
U m dos colóquios mais bonitos do Evangelho é, sem dúvida, pelo menos para mim, aquele entre Jesus e a samaritana. Não esquecer que os samar...
Um dos colóquios mais bonitos do Evangelho é, sem dúvida, pelo menos para mim, aquele entre Jesus e a samaritana. Não esquecer que os samaritanos, que habitavam a Samaria, não se comunicavam com os judeus. Ah, gente cheia de ódio... Mas, vamos ao encontro do Mestre com a samaritana, que, decerto, era muito bonita. Ela vinha, com um cântaro na cabeça, buscar água na Fonte de Jacob. Vinha de longe, provavelmente, cansada.
Os apóstolos tinham ido à cidade buscar alimento. A samaritana estava sozinha, com Jesus, e não sabia quem era aquele homem bonito que chegou a lhe pedir água. E quem era aquela mulher? Na conversa que manteve com ela, Jesus fez revelações que a assustaram. Ela por sua vez também lhe revelou coisas, e, uma delas, era de que já tinha tido cinco maridos...
Jesus lhe pediu água. Será que estava com sede? Evidente que não. Ele apenas metaforizou, dizendo que a água que daria mataria a sede para sempre. Ela não entendeu, chegando a pedir: “Dá-me desta água, senhor”.
A água a que ele se referia era a água de sua Doutrina. A água que mata a sede para sempre. A água viva...
A mulher samaritana estava assustada, surpresa, sem querer acreditar no que ouvia. Daí, depois, ter saído correndo para avisar a todo mundo que vira o Messias, aquele que estava sendo esperado.
Aí chegaram os discípulos. E ficaram assustados, sem querer acreditar: Jesus conversando com uma mulher, além do mais samaritana...
O Evangelho, onde está a Doutrina de Jesus, é a água viva, a água que não morre, água que mata a sede para sempre. Não esquecer que tudo é passageiro, neste mundo. Mas, Jesus disse: “Tudo passa, menos a minha palavra”, que é a água viva. A verdade é que o Mestre não perdia oportunidade para ensinar. Ensinar e curar.
O mundo está aí comemorando o Natal de Jesus. De Jesus ou de Papai Noel? Estou na dúvida.
A samaritana, coitada, não compreendeu o que Jesus queria dizer com esta história de água viva e água morta. Bela, a metáfora do Mestre
A Doutrina Espírita, com o seu slogan, “Fora da Caridade não há salvação”, mostra ser uma doutrina de água viva.
Caridade! E o que é caridade? Eis uma definição completa: “Caridade é benevolência para com todos, indulgência para com as faltas alheias, e perdão das ofensas”.
20.12.15