4.3.16
D as cidades estrangeiras que visitei, não me esqueço da aristocrática Viena. Cidade de um silêncio encantador. Quando lá cheguei, pela prim...
Das cidades estrangeiras que visitei, não me esqueço da aristocrática Viena. Cidade de um silêncio encantador. Quando lá cheguei, pela primeira vez, vi logo mocinhas lindas, risonhas, vendendo bilhetes para festivais de música. A estátua de Mozart me chamou a atenção. A de Beethoven também. Viena é silenciosa que faz gosto.
Mas, ir à Viena e não visitar a casa de Freud comete-se um pecado turístico ou cultural, como queiram.
Subi a escadaria do prédio que dá para o seu apartamento, hoje museu, com o coração na mão, ouvindo o ranger de seus degraus. Passei, ali, bons momentos. Deixei lá um dos meus livros e pronto. Ao meu lado, Alaurinda, Germano e Davi dividiam comigo as fortes emoções.
Freud fazia cooper à noite, de paletó e gravata. Cuidava, assim, da sua saúde. Mas o grande psicanalista fumava. Fumava muito e adquiriu um câncer na boca. Ah, quanto sofrimento, já no fim da vida. E o câncer da boca exalava tanto mau cheiro que o gato do psicanalista não suportava. Corria de sua presença.
Pobre Freud. Tão inteligente, tão culto e se deixar morrer pelo fumo.
Freud nasceu em Viena, mas, se não estou enganado, terminou seus dias em Londres. E eu cheguei a visitar a sua casa na capital inglesa, num local privilegiado, cheio de silêncio, jardins e paz, onde o canto dos pássaros nas árvores da bucólica rua me chamou a atenção.
E Freud, tão inteligente, tão culto, tão estudioso, que chegava a caminhar à noite, pelas ruas de Viena, foi dominado pelo charuto, pelo terrível vício do fumo…
Ao ponto de seu estimado gato, como já disse, sair de perto dele devido ao fedor que exalava de sua boca cancerosa.
4.3.16
28.2.16
N ão é possível que você não saiba que Jesus, dentre os numerosos chamados milagres, transformou água em vinho. E fez isto numa festa de cas...
Não é possível que você não saiba que Jesus, dentre os numerosos chamados milagres, transformou água em vinho. E fez isto numa festa de casamento. Mas, o fez, atendendo a um pedido da mãe. Mulher, já sabem, não quer ver ninguém constrangido.
Tenho certeza que o Mestre foi a essa festa sem muito entusiasmo. Ele veio ao mundo para ensinar, para curar. Não tinha tempo a perder.
E aconteceu o que ninguém esperava: Faltou vinho no meio da festa. E Maria não pensou duas vezes, correu até o filho e informou: Acabou-se o vinho e os convidados estão sem ter o que beber. A resposta do meigo nazareno veio logo, Uma resposta um pouco seca. Sim, não havia chegado, ainda, a vez de ele praticar os seus milagres. No entanto, terminou transformando água em vinho.
Eis aí dois símbolos: o da água e o do álcool. Dir-se-ia que o vinho é o entusiasmo. Esta a verdadeira simbologia. O resultado é que todos ficaram eufóricos e Maria feliz da vida.
Mas Jesus não veio para festas. Sua missão foi outra: ensinar, curar, orar, pregar, divinizar o homem.
A verdade é que a transformação da água em vinho foi o seu primeiro chamado milagre. E ele ainda relutou em fazer aquela transmutação. Daí ter dito à sua mãe: Ainda não chegou a minha hora.
Sim, a hora de transformar consciências, e não água em vinho. A hora de transformar o ódio em amor, a vingança no perdão, a ignorância na sabedoria, o efêmero no eterno.
A festa foi uma distração. E qual é a festa que não é distração? Na festa, o homem esquece a si mesmo. A distração é o avesso da conscientização. Todo mundo saiu daquela festa de casamento, chamada Bodas de Caná, esquecido de si mesmo, graças ao vinho.
Mas, Jesus, o que desejava mesmo fazer era dar o vinho da verdade. Aquela verdade que liberta, aquela verdade que Pilatos procurou e não achou. E lembrar que o nosso Machado de Assis comparou o vinho à verdade, quando disse, em Quincas Borba: “Não há vinho que embriague mais que a verdade”. Mas, Jesus, costumava dizer: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.
28.2.16
28.2.16
Foi um momento emocionante aquele. Não estaria sonhando?... Eu, lá em cima, no monumental teatro - a Philarmonie de Paris - e ele, lá embaix...
Foi um momento emocionante aquele. Não estaria sonhando?... Eu, lá em cima, no monumental teatro - a Philarmonie de Paris - e ele, lá embaixo. Ia executar o Concerto nº 5, de Beethoven, para piano e orquestra. Concerto conhecido como “O Imperador”, de minha predileção.
Olhei para baixo. Gente como diabo. Gente, por sinal, muito chique. A Paris culta, decerto, estava, ali. E o pianista, baixinho, simpático, quem seria?...
28.2.16
28.2.16
Depois de um dia estressante de trabalho ou de estudo, nada melhor do que se jogar no sofá e se desligar do mundo, não é mesmo?
Depois de um dia estressante de trabalho ou de estudo, nada melhor do que se jogar no sofá e se desligar do mundo, não é mesmo?
28.2.16
22.2.16
A bramos a crônica relembrando as curas de Jesus, que foram muitas. Curou cegos, paralíticos, leprosos, obsidiados, usando como remédio a fé...
Abramos a crônica relembrando as curas de Jesus, que foram muitas. Curou cegos, paralíticos, leprosos, obsidiados, usando como remédio a fé. Tanto é assim que dizia ao curado: a tua fé te curou. E grande foi a sua decepção quando não conseguiu operar as suas curas em Nazaré, pois entre seu povo não havia fé. Daí o Mestre ter saído de lá dizendo “Nunca vi tanta incredulidade”...
E por incrível que pareça, Jesus curou cegos, limpando-lhes os olhos com cuspo. Aliás, faz muito tempo, ouvi dizer que um farmacêutico, lá de Bananeiras, restabeleceu a vista de muita gente, com cuspo.
Mas houve cego chamado Bartimeu que, mal sentiu Jesus se aproximar, e foi logo gritando. Muita gente procurou calá-lo, mas aí era que ele gritava. E Jesus para ter a certeza de sua fé, perguntou-lhe: “O que é que queres que te faça.? Bartimeu só fez gritar: “Que eu veja”.
Compadecido, disse Jesus: “Vai, a tua fé te salvou”. E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho.
Mas devemos lembrar que a nossa vida é um ato de fé. Estamos sempre contando com o amanhã. Estamos sempre dizendo: Até logo, até amanhã...
Dizem que o futuro a Deus pertence, sim, pois é esse futuro que está sempre presente na nossa existência.
O cego Bartimeu deu uma grande prova de sua fé. Mal sentiu a presença luminosa de Jesus, entusiasmou-se e correu para ele, certo de que seria curado.
Jesus produziu fenômenos admiráveis. Mesmo assim não acreditaram na sua missão divina. E a cruz foi o que souberam lhe dar.
Quantas curas, quanta desobsessão, quantos fenômenos, comunicação mediúnica: Passear sobre as ondas, multiplicar pães e peixes, transformar água em vinho, transfigurar-se e conversar com os ditos mortos.
Só um milagre ele não fez. E não fez porque não quis: sair daquela cruz. Sua missão teria de ser cumprida. Sua lição teria de ser dada,
Foi crucificado entre dois ladrões. O mau e o bom. Só o bom estaria no paraíso, o paraíso da consciência tranquila.
22.2.16
13.2.16
D esculpe-me o truísmo, mas deixe-me metaforizar as curas de Jesus, cujo Natal o mundo que o crucificou está comemorando, com muita festa, m...
Desculpe-me o truísmo, mas deixe-me metaforizar as curas de Jesus, cujo Natal o mundo que o crucificou está comemorando, com muita festa, muita comida, muito barulho. E a gente fica sem saber se o Natal é de Jesus ou de Papai Noel... É só indagar a uma criança: “Você deseja receber a visita de Papai Noel ou de Jesus?”
Continuemos. Eis um novo truísmo: Jesus foi, antes de tudo, um grande médico e dizia para todo mundo ouvir: “Os sãos não precisam de médicos”.
A verdade é que suas mãos curaram muita gente. Limparam leprosos, deram vista aos cegos, movimentaram paralíticos, e fizeram façanhas admiráveis: aplacaram tempestades, emudeceram trovões. As mãos que os homens pregaram numa cruz! Só aí é que suas mãos não puderam curar.
E que dizer das curas de Jesus? Sim, ele limpou leprosos, mas, muita gente, ainda hoje, está suja da lepra do egoísmo, do ódio, do orgulho. Ele também movimentou paralíticos, mas não falta quem esteja paralisado pela ociosidade, pela indolência, pela preguiça. Ele devolveu a visão aos cegos, todavia, outra maneira de cegueira continuou, pois, como diz o ditado, “o pior cego é aquele que não quer ver”. Que nega a verdade. Quer ver um exemplo? O médium Chico Xavier, de cultura primária, quase cego e ainda mais tapando os olhos com a mão, psicografou numerosas obras. Obras de caráter religioso, filosófico e cientifico. Sem computador, apenas com um lápis. Como é possível isto? E a cegueira de muitos continua negando a mediunidade...
Um fato curioso, é que, quase sempre, quando Jesus curava, dizia ao curado: “Tua fé te curou”. Viva o remédio da fé. E ele dizia mais. Dizia que bastava uma fé do tamanho de um grão de mostarda para mover uma montanha. Conclusão: Jesus precisava da fé do curado para curar. E há tanta gente sem fé por aí, cuja fé está apenas na boca, e não no coração.
Lembremos que Jesus não veio apenas curar, mas ensinar o caminho da verdade que liberta. E deu-nos uma receita maravilhosa: “Orai e vigiai para não entrardes em tentação”.
E viva a vigilância de nossos atos, dos nossos pensamentos, pois as tentações são muitas. Tentação do sexo, do dinheiro, do poder.
Mas além de médico, Jesus foi um extraordinário professor. E ensinando, contava histórias lindas chamadas parábolas. Vez por outra, estava testando os seus alunos, os apóstolos.
Certa manhã, entendeu de dar um passeio sobre o mar. Pedro, quando o viu, não quis acreditar. E Jesus, certamente, sorrindo, convidou: “Vem Pedro”. E o apóstolo chegou a pisar na água. Mas, bastou dar alguns passos, quando veio o medo de afundar. Aí Jesus o amparou, exclamando: “Ah, homem de pouca fé!...
Fé, eis o grande remédio contra a doença do medo. Quem tem fé, persevera, quem tem fé não desiste. E o mestre dos mestres ainda ensinou: “pedi e obtereis, buscai e achareis, batei e se abrir-vos-á”.
Amanhã, estaremos comemorando o seu nascimento. Nascimento não num palácio, mas numa humilde manjedoura, ao lado de animais domésticos. E pensar que as mãos daquele menino haveriam, mais adiante, de realizar grandes curas. As mesmas mãos que os homens pregariam, depois, impiedosamente, numa cruz.
13.2.16
12.2.16
C omo já disse em crônicas anteriores, sou um homem do calor e corro do frio como o diabo da cruz. Dizem que o inferno é quente. Nada de sor...
Como já disse em crônicas anteriores, sou um homem do calor e corro do frio como o diabo da cruz. Dizem que o inferno é quente. Nada de sorvete, como aquele que eu, há dias, saboreei no aeroporto de Lisboa.
Para você aquilatar como eu gosto do calor, basta lhe confessar que tomo banho com água quase fervendo.
Pelo meu gosto, nas minhas viagens internacionais, só visitaria as cidades no verão. Sou um nordestino autêntico. Mil vezes Patos, do nosso Nordeste, a Londres. Mas por isso não vamos deixar de visitar as cidades geladas, como esta Luxemburgo que Germano, capitão da nossa equipe, colocou em nosso itinerário. Confesso que bati os lábios de frio. Tive vontade de sair correndo do gelo á procura da brasa. O diabo é que nem acreditei quando o motorista de táxi informou que no verão faz mais calor do que aqui, na nossa capital. Confesso que não acreditei...
Aqui para nós, eu nunca vi cidade tão bela, de gente tão educada, tão limpa, cheia de silêncio. Sim, nada de buzinada de automóveis, muito menos, carro de som.
Luxemburgo é um luxo de cidade. Pena que eu seja um friorento e estávamos em pleno inverno. Cidade de gente elegante, fina, e bonita. Mas, quanto a isso, minha João Pessoa, a turística Jampa, com suas praias, sua bela vegetação, seu mar, não deve nada às cidades da Europa. Se não fosse a poluição sonora...
Deixo Luxemburgo, apesar de bela, sem desejo de voltar. Pelo menos no inverno. Mas o nosso grupo turístico já está inventando um novo passeio à Nova Zelândia, que espero não seja numa estação fria. O cronista que se cuide.
E termino com uma confissão: sou um homem friorento, nascido em Alagoa Nova, que para aliviar o frio, recorre à cachaça, não é, meu amigo confrade e conterrâneo, Wills Leal?
12.2.16
31.1.16
Ele é conhecido, em inglês, como binder clip , e, no Brasil, recebe o estranho nome de grampo mol . É usado, em geral, para prender papéis...
Ele é conhecido, em inglês, como binder clip, e, no Brasil, recebe o estranho nome de grampo mol. É usado, em geral, para prender papéis, mas sua versatilidade é admirável.
31.1.16
24.1.16
B onita a festa de posse de Abelardinho na Academia Paraibana de Letras, onde foi receber a imortalidade, que é o que todo mundo deseja. Afi...
Bonita a festa de posse de Abelardinho na Academia Paraibana de Letras, onde foi receber a imortalidade, que é o que todo mundo deseja. Afinal, ser imortal é não ser esquecido, e a gente deseja sempre ser lembrado.
Mas, vamos à festa da posse. O menino não precisa cantar como Roberto Carlos para dizer que deseja ter um milhão de amigos. Pois a Academia foi pequena para caber tanta gente, tantos amigos. E o presidente Damião Cavalcanti ainda achou de criar mais espaços para a casa da imortalidade. E aqui vai um destaque para o atual presidente. Ele está fazendo uma bela administração, o que nunca deixou de acontecer na Casa de Coriolano.
A verdade é que a nossa Academia estimula cada vez mais a pesquisa. Esta é a sua grande finalidade. Como grande também é a finalidade do congraçamento, a união cada vez mais firme de seus componentes. O acadêmico deve estar cada vez mais consciente do espírito de família que deve haver na entidade.
Voltando a Abelardo, ou Abelardinho, como é, carinhosamente, chamado, ele não cabia em si de contente. Fez o discurso de praxe, homenageou seu pai, o fidalgo Abelardo Jurema, e depois foi saudado pelo erudito e respeitável crítico e homem de letras, José Mário da Silva Branco.
E Abelardinho, num recanto da sala, morrendo de emoção. Imaginem o espírito de seu pai, o grande Abelardo, como estava feliz!
Esta posse do nosso Abelardo atraiu uma multidão, que, decerto, ficou maravilhada com o que viu. E Damião sorrindo de morrer.
Agora é a vez de dizer: Como é bom compartilhar. Como é bom sair de si para abraçar o outro. Como é bom ser humano. Só não gostei de saber que o meu amigo imortal, Wills Leal, não vai bem de saúde. Um espírito muito solidário, a quem desejamos plena recuperação.
24.1.16
24.1.16
É um dos momentos mais belos do Evangelho. Um momento para muita reflexão. Referimo-nos àquele encontro da samaritana com Jesus, em torno d...
É um dos momentos mais belos do Evangelho. Um momento para muita reflexão. Referimo-nos àquele encontro da samaritana com Jesus, em torno de um poço.
Jesus ia caminhando, acompanhado de seus discípulos, quando resolveu parar um instante. Muito sol, muito suor, muita sede. Jesus parou para descansar, que ninguém é de ferro, mesmo sendo Jesus. Os discípulos resolveram ir comprar alimentos na cidade. O Mestre ficou só, até que chegou uma mulher linda, de corpo e de feição. Vinha buscar água no poço. O vestido comprido, o jarro na cabeça. Vinha atrás da água que mata a sede. A nossa sede nunca pára. Estamos sempre sedentos.
Foi aí que Jesus pediu água à mulher, que teve um susto, pois ela era samaritana, Jesus judeu, povos que não se davam muito bem. Daí a surpresa da samaritana, que lhe peguntou: “Como sendo judeu, estás a falar com uma samaritana?” Jesus respondeu-lhe: “Se tu conheceras o dom de Deus, e quem te pede água, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva, pois qualquer que beber da água deste poço tornará a ter sede. Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede”.
Depois, o Mestre fez revelações da vida da samaritana e ela ficou acreditando que Ele era o Messias que havia de vir.
Portanto, segundo a lição do Mestre e metaforizando a coisa, só a verdade evangélica liberta. Aquela verdade que Pilatos indagou e que Jesus deu o silêncio como resposta.
A samaritana, na sua ignorância, não compreendeu a lição de Jesus. “Dá-me de beber dessa água.” pediu ela. Sim, não deixa de ser desagradável, todo o dia, ir ao poço para tirar água. Não só isso. O pior é que água do Poço não matava a sede para sempre.
Nós temos muitas sedes. Sede de dinheiro, de gozos materiais, sede que não pára. Jesus veio ao mundo matar a nossa sede com a água-viva da verdade que liberta.
Bela, a lição do Mestre, que não perdia tempo em ensinar o seu Evangelho, a chamada Boa Nova.
Água viva, água morta. Água que mata a sede por algumas horas, água que a mata a sede para sempre. O Evangelho é a grande fonte de conhecimentos. Conhecimentos que libertam. É a água-viva.
Pensando bem, se Jesus fosse outro, não teria dado aquela transcendente lição. Teria achado a mulher samaritana bonita, conversado com ela um pouco e jamais daria aquela bela lição. Mas o Mestre só teve dois objetivos, aqui no mundo: ensinar e curar. Mais ainda: deu o exemplo. Veio trazer a luz e os homens lhe deram a cruz. Morrendo de sede, pediu água e lhe deram vinagre. E na cruz, todo ensangüentado, ainda teve ânimo de pedir ao Pai que perdoasse os seus algozes por que eles não sabiam o que faziam.
E aqui para nós, Jesus continua crucificado pela nossa ignorância, com a nossa sede de água morta, com os nossos apegos. Jesus continua esquecido e ignorado. Muitos o crucificam com a ignorância e a indiferença.
24.1.16