Minha mãe nasceu em Itabuna , Bahia. E desde então a Bahia faz parte da minha vida. Daquela cidade cacaueira saiu a belíssima e exótica Mi...
Eu vim da Bahia
Na antiga Vila de Batalhão, um cavaleiro andante iniciou uma viagem sem volta. Ancorado em seus oitenta e oito anos intensamente vividos, ...
Balduíno Honoris Causa
Partida quando eu estiver velhinho, cheio de rugas só os galos estarão cantando o amanhã e o pasto já terá incendiado ...
'Quando eu ficar velhinho...'
quando eu estiver velhinho, cheio de rugas só os galos estarão cantando o amanhã e o pasto já terá incendiado todos os trigos já não haverá mais porque procurar fugas, da varanda, nem escolher entre a tarde e a manhã
Sempre achei que os estudos científicos sobre o comportamento humano são profundas viagens. Lembro-me de que na década de 1980, já lia os ...
As viagens do circuito hormonal
Difícil imaginar um pai perder sua única filha, vítima de doença súbita com apenas 5 anos de idade, logo após ser sentenciado com endocard...
A Canção da Terra
Choveu pela manhã... Uma água leve, pequenas gotas que se derramavam no asfalto, nem chegavam a ser suficientes para banhar a cidade. Era i...
Choveu pela manhã...
Fica longe e faz muito tempo. Não me lembro, portanto, quem tenha me animado a pegar o giz e sair garatujando em portas e janelas a alegri...
'Que a germinação se faça!'
À guisa de introdução. Desde muito tempo admiro as crônicas de José Augusto Romero, ou “Seu Romero”, como respeitosamente assim o chamo. ...
O Mestre nasceu
A casa era de madeira e a mesa havia sido feita por meu pai, marceneiro amador. Sobre ela, a toalha de motivos natalinos, bordada em ponto...
Nossos cálices sagrados
Em tempo de pandemia parece que até a natureza sente sua ação devastadora, pois a devastação é perceptível. Basta olhar as praças e os arr...
As acácias e os ipês
Ele estava seriamente desconfiado de que Papai Noel não existia. Os pais protestavam, não queriam que se despedisse tão cedo da infância (...
A verdade e o sonho
Um pouco de Natal Ponha um pouco de Natal Na sua preocupação, Acenda velas de tranquilidade, Deixe que venham a paz e a oração....
Seja sua própria árvore
Ponha um pouco de Natal Na sua preocupação, Acenda velas de tranquilidade, Deixe que venham a paz e a oração.
Inspirado no belo texto de Germano Romero , " Poema de fogo e luz ", sobre a sinfonia de Scriabin , resolvi escrever um pouco s...
Prometeu e o início da civilização
Essa frase não é minha, foi proclamada pelo filósofo Sócrates, mas expressa uma grande verdade. Ninguém pode se considerar uma pessoa com ...
'A sabedoria começa na reflexão'
A Pauta Cultural da ALCR-TV, segmento do Ambiente de Leitura Carlos Romero, exibe neste episódio nº 17 uma visita a algumas cidades da Ale...
Pauta Cultural (Ep. 17)
Parte II Um célebre jantar na Borgonha Após dez dias na França, sendo uma semana em Paris e três dias no Vale do Loire, partimos...
Percorrendo a Rota do Vinho Tinto (II)
Um célebre jantar na Borgonha
Nós escolhemos este destino por três motivos: conhecer uma abadia; conhecer o famoso “Hôtel Dieu”, na cidade de Beaune; e comer um boeuf borguignon! Começamos pela cidade de Beaune, deixando a abadia para o dia seguinte.
É também estratégica porque, por exemplo, fica ao sul de Dijon, outra cidade medieval, bastante conhecida por sua culinária, com destaque para a mostarda. Fica a nordeste de Autun, cidade do Chanceler Rolin, político muito importante da região, na Idade Média.
Beaune é uma cidadezinha da idade média tipicamente francesa, simpaticíssima. Possui várias atrações, mas o destaque mesmo é o hospital-museu L’Hospice de Beaune, também chamado Hôtel Dieu. Foi fundado em 1443 pelo chanceler Nicolas Rolin, natural de Autun, na Borgonha, e sua esposa, Guignone.
A Guerra dos Cem Anos deixou como herança muita fome e pobreza para os borgonheses. Casal muito católico, possuidor de sensibilidade social muito elevada, preocupavam-se com o sofrimento das classes inferiores borgonhesas. Assim, resolveram criar um hospital para as pessoas carentes. Durante o resto da sua vida, o casal destinou-lhe uma subvenção anual e participação nos vinhedos e usina de sal.
O hospital possui o telhado multicolorido, proporcionando um efeito visual muito atraente e agradável. Ao conhecê-lo, acessamos inicialmente pela cozinha. Como todas as instalações do hospital, muito bem conservadas, a cozinha está toda montada com a reprodução de uma cena do seu dia-a-dia. Bonecos de cera animados representam freiras, cozinheiras e ajudantes de cozinha, umas lavando louças, esfregando o assoalho, e outras depenando um pato ou destripando um coelho.
A ala seguinte, em ângulo reto com a primeira, uma enorme enfermaria com camas que eram usadas para realizar cirurgias. Nesta ala, duas estruturas no piso chamam atenção. A primeira é uma fenda transversal, longa e estreita, com poucos centímetros de largura. A guia turística nos explicou que era por essa fenda que escorria toda a água suja da lavagem do salão, despejada sobre o canal, que passa logo abaixo do hospital.
A outra estrutura tem uma explicação macabra: trata-se de um buraco redondo, largo, tampado por uma grande peça de metal. Por ele eram jogados restos de membros amputados e outras peças cirúrgicas.
Após a visita ao Hôtel Dieu, fomos conhecer o Museu do Vinho de Borgonha, no centro de Beaune.
Neste museu, instalado em um belíssimo prédio, o antigo Hotel des Ducs de Bourgogne, nós tivemos a oportunidade de acompanhar a história da vinicultura na região central da França.
Nele pudemos ver como evoluíram os equipamentos de produção agrícola, e os recipientes para a deliciosa bebida, desde alforjes até as garrafas dos dias de hoje, passando pelas ânforas de cerâmica. Também conhecemos a evolução dos modelos de taças, com a especificação do uso de cada uma. O museu conta, também, a história dos artifícios usados para vedar os recipientes, desde o cimento feito à base de osso moído até a rolha.
À noite fomos até o restaurante Le Fleury para conhecer a mais célebre atração gastronômica da Borgonha: o boeuf bourguignon!
Este prato tradicional da Borgonha é um ensopado à base de carne de gado charolês e vinho borgonha, claro. Além disso, são utilizados cogumelos, cebola, bacon e bouquet de garni, que são ramos de ervas aromáticas. O prato é acompanhado por batatas e torradas com alho.
Considerada uma das melhores da França, a iguaria é também o prato mais representativo da Borgonha. São necessárias muitas horas de cozimento em fogo baixo. Há chefs mais exagerados que levam pelo menos um dia até o prato ser considerado pronto para ser degustado.
Com este jantar demos por encerrada a nossa visita à cidade de Beaune. No dia seguinte partimos para conhecer a Abadia de Fontenay, tema da próxima crônica de viagem.





























