“No fundo do mar há riquezas incomparáveis, mas se queres segurança, busca-a na praia.”
Citação do poeta e filósofo sufi Saadi de Shiraz, in “Jardim das Rosas”
O pensamento árabe-judaico, particularmente durante a Idade Média (séculos X-XIII), foi uma fusão intelectual rica na qual pensadores judeus, vivendo sob o domínio islâmico, escreveram em árabe e adotaram a filosofia grega (Aristóteles/Neoplatonismo) para interpretar a Torá. Esta simbiose, centrada na
Sigmund Freud olhou para a alma humana como quem desmonta um relógio roubado: cercado de peças pequenas, molas nervosas e culpas herdadas da infância. Entre suas ideias mais polêmicas estava a tal “inveja do pênis”. Segundo ele, em algum ponto da infância, a menina perceberia que não possui aquilo que o mundo transformou em cetro, espada e crachá do poder masculino. E sofreria por isso.
A grande maioria deve se lembrar do filme e não do porteiro. É de quem não esqueço, sem desmerecer minha fixação no cinema. Quem nos recebia na portaria, em nome de todos os produtores, diretores e artistas de Hollywood? Não eram os donos, Seu Leal, nem Luciano, nem Múcio. Ainda hoje é Paulo, do antigo Rex.
E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.
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A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.
Somos ensinados a desejar muitas coisas: um amor tranquilo, reconhecimento, estabilidade. Parece que a vida inteira é uma fila de espera: esperamos a oportunidade certa, sermos reconhecidos, a reação positiva das pessoas. E talvez seja aí que as frustrações comecem a nascer, nesse hábito de esperar o parabéns do outro.
No coração áspero e luminoso do Nordeste brasileiro, onde a terra racha em silêncio e o céu parece mais próximo dos homens, ergueram-se três figuras que transcenderam o tempo histórico para habitar o território da fé, da resistência e da imaginação popular: Padre Ibiapina, Antônio Conselheiro e Padre Cícero. Três homens, três destinos, três formas de santidade moldadas não pelos altares oficiais, mas pela devoção do povo sertanejo — esse mesmo povo que aprendeu a fazer da escassez um evangelho e da dor uma forma de esperança.
O verso é instigante, seja pelo fato de a elisão entre “na” e “estrada” permitir a pausa da sexta sílaba, própria do decassílabo heroico, seja pelo fato de que, isoladamente, o trecho “na estrada da Ripetta” é um heptassílabo perfeito. O poeta, no entanto, conhece o material que maneja; sabe como domar o metro em favor do ritmo e, sobretudo, sabe que a musicalidade do poema está no ouvido, não na aritmética.
A França tem a tradição de comemorar o 1º de Maio com uma forma delicada: as pessoas compram um bouquet de muguet para ofertar aos amigos. A cidade se enche de barraquinhas pelas ruas, vendendo essa delicada flor. Na rua, presenciamos os amigos trocando os ramalhetes e ofertando até mesmo aos desconhecidos; fazem isso com humor, pessoas sorridentes, num verdadeiro clima de festa popular.
Já contei aqui a estória do lusitano que viu uma casca de banana lá longe, na calçada, e, ao invés de desviar o caminho, seguiu reto, apenas repetindo mentalmente: “- Ai, Jisús, vou-me estabacar!”, o que de fato aconteceu.
Há momentos em que a história deixa de ser uma sequência de fatos e passa a operar como um espelho incômodo de quem busca revisitar a história e a literatura. Foi assim que me ocorreu revisitar o Decameron, de Giovanni Boccaccio, não como erudição, mas como quem busca um espelho antigo para entender o presente.
Postagens sucessivas nas redes sociais feitas por amigos fazem-me crer em que o Paraíba, de canto a canto, como esteve há poucos dias, foi espetáculo nunca antes visto por duas gerações de paraibanos. “Este rio não enchia assim há muito tempo. Vi adolescentes assustados com o volume d’água e a força da correnteza”, contou-me o primo para quem liguei em busca de novidades.
Ítalo Calvino, no livro Por que ler os clássicos, propõe esta definição: “Os clássicos são aqueles livros dos quais, em geral, se ouve dizer: ‘Estou relendo...’ e nunca ‘Estou lendo...’”. Partindo dessa premissa, ouso dizer que Vidas Secas, de Graciliano Ramos, é um clássico da literatura brasileira. A primeira edição foi publicada em 1938, e foram muitas as edições que se seguiram. Tenho lido e relido este livro inúmeras vezes; disponho de várias edições, algumas publicadas ainda em fins do século XX. Não tenho a 1ª edição (1938).
O livro *O Mito do Estado*, publicado em 1946 pelo filósofo alemão Ernst Cassirer (1874–1945), constitui uma reflexão filosófico-política sobre a regressão da racionalidade nos Estados contemporâneos e na geopolítica. Escrita após a Segunda Guerra Mundial, a obra busca compreender como sociedades que se julgavam orientadas pelos ideais do
Ernst Cassirer, filósofo alemão entre os principais representantes do neokantismo ▪️ Fonte: @ullstein bild
Iluminismo — como a racionalidade, o anticlericalismo, os direitos individuais e a valorização da ciência — puderam sucumbir a formas extremas de irracionalismo político. Cassirer identifica, nesse processo, o ressurgimento do pensamento mítico como uma força ativa e tecnicamente mobilizada no interior das estruturas do Estado.
Se a literatura não existisse, o mundo seria um lugar radicalmente diferente. A literatura, em suas diversas formas, é um reflexo não apenas da experiência humana, mas também uma ferramenta fundamental para a comunicação, a reflexão e a construção de identidades.
Quem, por alguma obra desse tal de destino, viu quando criança Jânio Quadros ganhar uma eleição para presidente derrotando o Marechal Lott, soube que Yuri Gagarin, a bordo da nave Vostok 1, com velocidade de 27.000 km/hora dera uma volta elíptica em torno da Terra alcançando no apogeu da trajetória 327 km de nosso planeta e ainda ouviu no rádio a notícia de que Getúlio Vargas mandara um tiro no próprio coração depois de escrever a famosa
A noite estava escura.. Lágrimas do universo banhavam a terra.
Um pacto foi feito depois que o resultado do teste foi conhecido. A decisão, tomada após longo diálogo, ditou que a SEMENTE seria arrancada, destruída, interrompida, assassinada.