22.7.12
Na arquitetura, às vezes os padrões ditados pela simetria e pela gravidade são desafiados, resultando em edificações de visual estranho, por...
Essa estranha e admirável arquitetura moderna
Na arquitetura, às vezes os padrões ditados pela simetria e pela gravidade são desafiados, resultando em edificações de visual estranho, porém intrigante, como esses.
22.7.12
N ão, leitor, não vou lhe dizer onde está esse paraíso a que me refiro no título, considerado, hoje, um intruso por muitas pessoas....
Paraíso ameaçado
Não, leitor, não vou lhe dizer onde está esse paraíso a que me refiro no título, considerado, hoje, um intruso por muitas pessoas. Disse bem, um intruso, porquanto a época é de progresso, desenvolvimento, progresso vertical e progresso vertical pede pedras para subir. E, assim, para tapear, ainda colocam um pouco de verde ao redor dos edifícios em respeito à ecologia, que, há muito, vem sendo esmagada pela verticalização.
O paraíso a que estou me referindo é um quadrado de terra cheio de fruteiras: coqueiros, mangueiras, Pau-Brasil, flamboyants, cajazeira, limoeiro, sem esquecer um pé de pitanga. Uma exceção dentro da regra geral. A regra geral dentro da verticalização. Coloquem dois ou três coqueiros, um em cima do outro, que não chegam a suplantar os edifícios atuais.
O citado paraíso também possui animais, hoje considerados espécies em extinção: o galo, as galinhas, os pintos. Também tem pássaros que descem das árvores para comer as bananas e os mamões que os donos do quintal colocam para eles. E não faltam saguis, com suas caras gaiatas, competindo com os pássaros na busca de alimento, assim como os pombos. Sim, lá também tem papagaios, com seu humor e gargalhadas, ensinando-nos que ri melhor quem ri por último.
E não lhe conto. Vez por outra surge um camaleão, que a internet diz que é um iguana, em busca de alimentos, e convive pacificamente com os outros.
A verdade, leitor, é que o paraíso, ameaçado de extinção pelo progresso, está com os seus dias contados. Os outros edifícios já estão irritados com a presença daquele pedaço de chão, que bem poderia dar lugar a um imponente edifício, com seus apartamentos de poucos metros quadrados e com área de lazer desejando substituir a Natureza. Ah, se fosse possível levar o quintal, o paraíso a que estamos nos referindo, lá para o alto!
O paraíso, um simples e bucólico quintal cheirando a terra, talvez considerado um obsoletismo. A verdade é que quando eu quero encher os pulmões de oxigênio puro, os olhos de beleza... É pra lá que eu vou. Até quando?
22.7.12
21.7.12
M al me sento junto ao computador, para a confecção da crônica, e uma porção de assuntos já se encontra em fila, aguardando a vez d...
A Maçonaria, as esfinges e o bode
Mal me sento junto ao computador, para a confecção da crônica, e uma porção de assuntos já se encontra em fila, aguardando a vez de serem chamados. E vai ser difícil a escolha. Mas nem sempre é assim.
E a indagação é: será que o leitor vai gostar desse assunto? Ora, ora, mas há leitor para todos os paladares. E examinando a fila, eis que me deparo com um assunto jamais imaginado. Não penso duas vezes, vou chamá-lo.
Trata-se de Maçonaria, a respeitável instituição que tanta projeção teve na História. E não esquecer que meu pai, José Augusto Romero foi maçon. Era espírita e maçon. E soube, como ninguém, respeitar as duas. Ele chegou a ser grão-mestre da Maçonaria. Mas, naquele meu tempo de garoto, o que queria da Maçonaria era me sentar nas duas esfinges de bronze que ficam na entrada do belo prédio da instituição. O prédio é uma jóia de arquitetura, segundo meu filho Germano, de autoria de Hermenegildo Di Láscio. Fica na avenida General Osório, antiga Rua Nova. Acontece que eu morava. ali. Muitas vezes ia sozinho, outras vezes acompanhado de meu pai. E quem ficava sempre na Loja, despachando e atendendo as pessoas, era o Augusto Simões, um homem gordo, excelente pessoa humana. Eu adorava entrar na maçonaria para ler as revistas em sua grande biblioteca. E quem me atendia era um senhor chamado Arnaud.
As reuniões dos maçons eram à noite, no primeiro andar. E às vezes, eu ouvia pancadas no soalho. A Maçonaria tem os seus segredos, que era proibido aos maçons divulgá-los a quem não era maçon.
Eles conheciam os companheiros por um simples aperto de mão. Meu pai nunca me satisfez a curiosidade. Nada me informou a respeito da Instituição. E saber que o grande Mozart era maçon...
Havia muita curiosidade em torno da Maçonaria. Diziam que lá havia um bode preto. E eu ficava com medo. Meu pai, certa vez, me perguntou: quer ser batizado pela Maçonaria? Fiquei em dúvida. Aí ele concluiu: o batismo não é com água, como na Igreja, e sim com mel. Que gostosura!
Maçonaria, uma respeitável instituição. Se não fosse, meu exigente pai não faria parte dela.
O magnífico prédio da Loja Maçônica “Branca Dias”. repito, é uma jóia de arquitetura, um valioso monumento histórico, guarnecido por duas esfinges.
Outra coisa que me intrigava: por que a Maçonaria não admite mulheres em sua administração? Nunca tive coragem de abordar essa questão ao meu venerando pai, grão-mestre de lá...
21.7.12
21.7.12
A o que saiba, dirá o leitor, porto, aqui, só existe um, o do Sanhauá - chamado “do Capim” - que fica na Cidade Baixa, afluente do Paraíba e...
Os portos da Paraíba
Ao que saiba, dirá o leitor, porto, aqui, só existe um, o do Sanhauá - chamado “do Capim” - que fica na Cidade Baixa, afluente do Paraíba e que assistiu à fundação da nossa capital.
Mas o porto, ou melhor, os portos a que estou me referindo são homens. Homens que muito dignificaram a nossa terra, seja na política, na magistratura, seja no jornalismo.
Eis alguns: Mário Moacir Porto, jurista e homem de letras, Sílvio Porto, político, Geraldo Porto, que nunca quis se meter em nada. O de que ele gostava, era fumar o seu cigarro, na janela de sua casa, lá na descida para cidade baixa. Adorava fumar, pensar e conversar. Um gênio na ironia, na critica. Profundo conhecedor de literatura, Geraldo adorava bater papo no antigo Ponto de Cem Réis, que naquele tempo reunia tudo o que era de políticos e de intelectuais, contando, ainda, com a presença de Mocidade, tipo popular muito querido em nossa cidade.
Se tivessem gravado todas as conversas de Geraldo Porto, teríamos, um manancial de cultura. No entanto, nada deixou escrito. Que desperdício de inteligência! Um gênio anônimo, sem vaidade pessoal. Discreto. Se não estou enganado, era um autêntico solteirão.
Afastado da política, passando a maior de seu tempo pensando, pois não é que Geraldo terminou sendo convidado para diretor da nossa Biblioteca Pública, lá na avenida General Osório... E deu conta do recado. Era o homem certo para o lugar certo.
Geraldo Porto... E os outros? Antes que a crônica acabe, lembremo-nos do príncipe, do jurista, do mestre por excelência Mário Moacir Porto. Com quem convivi e aprendi muito. Um homem de uma ética admirável. Como soube dignificar a toga! E ainda hoje sou grato por ter ele aceitado o convite para vir ao lançamento para apresentar o meu livro de crônicas de viagem: ”O Papa e a mulher nua”. Mas antes de aceitar o convite, ponderou: ”Será que isto não vai me complicar perante a Santa Igreja Católica?”...
Para terminar, o Sílvio Porto, um professor de boas maneiras, um homem arguto, bom político, ex-diretor do jornal A União, em cuja gestão nasceu o “Correio das Artes”, suplemento literário de fama nacional. E seu filho, o José Porto, na intimidade Zeca Porto, é desembargador que vem honrando a toga.
Ah, os Portos, como eles dignificaram a vida que viveram...
21.7.12
21.7.12
No início, tudo era escuridão. E, então, veio a luz. A Terra foi criada e povoada com uma infinidade de criaturas. Montanhas, mares, deserto...
A Vida Selvagem pede Passagem
No início, tudo era escuridão. E, então, veio a luz. A Terra foi criada e povoada com uma infinidade de criaturas. Montanhas, mares, desertos foram formados. Riachos de águas cristalinas passaram a fluir no meio das florestas.
21.7.12
Assinar:
Postagens (Atom)









