22.3.13
Quando você estiver procurando algo diferente para aquela reuniãozinha esperta de fim de semana, tentando fugir do som enjoativo e descartável das Anittas, dos Luãs e dos Telós dos dias atuais, experimente colocar no player esses grandes sucessos dos anos 80.
Quando você estiver procurando algo diferente para aquela reuniãozinha esperta de fim de semana, tentando fugir do som enjoativo e descartá...
10 Grandes Sucessos Dançantes dos Anos 80
Quando você estiver procurando algo diferente para aquela reuniãozinha esperta de fim de semana, tentando fugir do som enjoativo e descartável das Anittas, dos Luãs e dos Telós dos dias atuais, experimente colocar no player esses grandes sucessos dos anos 80.
16.3.13
A presidente Dilma veio nos visitar pela primeira vez. Foi uma visita relâmpago. Mas deu tempo para ela deixar uma boa verba de seis bilhõe...
Foi-se a Dilma...
A presidente Dilma veio nos visitar pela primeira vez. Foi uma visita relâmpago. Mas deu tempo para ela deixar uma boa verba de seis bilhões de reais para o nosso estado. E parte dessa verba é para o Centro de Convenções lá do Planalto Cabo Branco, que vai atrair milhares de turistas e congressistas para a nossa capital.
Dilma demorou pouco, mas deu tempo para tirar muitas fotos, exibir o seu charme, cabelo muito bem tratado, blusa vermelha e, decerto, um discreto e suave perfume. Seis bilhões já são alguma coisa. Houve entrevistas, sorrisos, palmadinhas nas costas e muito verbo, além da verba.
Mas, espero que os jornais que noticiaram a presença de Dilma não tenham chegado ao nosso Sertão, que está virando um grande deserto, com os açudes secando, o gado morrendo, e a sede matando as pessoas. Seria mais uma humilhação.
Lamentei muito que a visita da elegante presidente tenha se limitado apenas a João Pessoa. Acho até que muitos dos que a receberam tenham ficado calados. Esqueceram os sertanejos morrendo de fome. Depois, para o angustiante problema só há uma solução. E é aí que está o problema. A solução, que é a irrigação. Tirar um pouco da água do rio São Francisco e jogá-la no Sertão, que a coisa está braba. E outras secas aparecerão se nada disso for feito.
Mas por que não querem que a água do grande rio mate a sede das regiões vizinhas? Por que será que uma obra tão urgente demora tanto a sair do papel?
Daí o silêncio de Dilma, o silêncio das forças ocultas, que só querem o grande rio para elas. E que continuem a desviar a atenção para o crucial problema.
Ah se o presidente Epitácio Pessoa, nosso ilustre conterrâneo, soubesse desse frio alheamento diante da seca do sertão nordestino... Ele que chegou a ir para a tribuna bradar contra esta calamidade interminável. E isto de dedo em riste, como se pode ver em seu busto, logo à entrada da grande avenida que tem o seu nome. Duvido que ele recebesse um presidente e não lhe mostrasse os estragos da seca paraibana.
A presidente Dilma veio, como sempre bonita, arrumada, deixando 6 bilhões e, decerto, o cheiro de seu perfume de mulher elegante. Foi-se a Dilma e ficou a seca.
16.3.13
15.3.13
Você já se pegou imaginando, alguma vez, sobre como são as residências dos personagens da TV? A distribuição dos quartos... onde ficam os banheiros... os móveis... as varandas?
Você já se pegou imaginando, alguma vez, sobre como são as residências dos personagens da TV? A distribuição dos quartos... onde ficam os ...
Layouts das residências de famosos personagens da TV
Você já se pegou imaginando, alguma vez, sobre como são as residências dos personagens da TV? A distribuição dos quartos... onde ficam os banheiros... os móveis... as varandas?
15.3.13
10.3.13
D esta vez Paris estava molhada, gelada e calada. Muita gente transitando pelas ruas, apressada, que o frio está de gelar os ossos....
Aquele homem...
Desta vez Paris estava molhada, gelada e calada. Muita gente transitando pelas ruas, apressada, que o frio está de gelar os ossos. Mesmo assim, a cidade sorri o seu sorriso de luz. Ninguém estaciona nas ruas para um bate-papo. Gente pra cá, gente prá lá. E eu na mania de reflexão fico a imaginar coisas. A vida é uma grande incógnita. Cada pessoa um enigma desafiando decifração.
Paris! Como esta cidade é panorâmica, aberta, escancarada. Que diferença de Londres! Londres não tem uma paisagem como estas.
Eis-nos caminhando no frio. A Torre Eiffel também morrendo de frio, sem ninguém por perto. Até a grande passarela da cidade, que é a Avenida Champs Élysées, está com pouca gente.
Ora, ora, mas o que é que eu vejo agora, dentro da cidade molhada? Um cego. Um homem muito bem vestido, como se fosse para uma solenidade, caminhando com a ajuda de uma bengala. Ia num caminhar reto de quem sabia para onde ia. Cego! Cego em Paris. Esteja no inverno, esteja na primavera, para ele é indiferente. Mas o que mais me chamava a atenção era a sua elegante postura. E eu e você com a vista boa, ainda reclamando da vida, e com esse orgulho besta. Ah como, às vezes, esquecemos de ser gratos à vida...
Mas, para onde vamos com este frio? Restaurante! E no inverno todos os restaurantes de Paris estão lotados. Germano anuncia que, amanhã, estaremos na Ópera de Paris, o Palais Garnier, um dos lugares mais elegantes da cidade-luz. E o que é que vai ser encenado naquele tradicional teatro? A ópera de Ravel, “O menino e os sortilégios”, cujo libreto foi escrito por Colette. Que bom ter olhos sadios para ver Paris. O homem cego não irá ao Teatro. E para onde ele iria, naquele caminhar reto, segurando sua elegante bengala?
Não sei, não. Só sei que o fato me impressionou. A verdade é que olhando o sofrimento alheio, a gente sofre menos.
E vou terminar a crônica. Basta de tantas lágrimas e de tanta chuva. Noutra crônica falaremos de coisas mais alegres. Ah, como ficou na minha memória aquele homem, sozinho, dentro da noite gelada e molhada... Cego em Paris.
10.3.13
9.3.13
G uardadas as malas , feitas as recomendações de praxe, os cintos ajustados e, por fim, aquela recomendação aos senhores passageir...
Reflexões aéreas
Guardadas as malas, feitas as recomendações de praxe, os cintos ajustados e, por fim, aquela recomendação aos senhores passageiros sobre como devemos proceder, na hipótese de a aeronave cair no mar. Pouquíssimos prestam a atenção aos avisos. É como na viagem da vida, ninguém gosta de ouvir falar em morte. Faz de conta que ela não existe...
Mas voltando à aeronave, tudo está pronto para o voo. A noite é escura lá fora. Os passageiros procuram se acomodar de qualquer jeito. Uns dormem, outros lêem livros, revistas, a maioria se distrai com o video à sua frente. Pouco mais, um choro estrangulado de uma criança. Decerto está à procura do seio materno.
O avião começa a se locomover devagarinho no asfalto do aeroporto, com uma certa preguiça. A noite é estrelada, De repente esse pássaro de alumínio começa a se preparar para o voo. É talvez o momento mais tenso. As turbinas começam a funcionar. Mas os passageiros não estão tomando consciência disso. É um momento dramático. A aeronave perde o medo e se lança no asfalto. É o momento chamado rolagem... E nessa decolagem, que o português chama descolagem, o avião começa a comer distâncias. É um nadinha no espaço. E se você não for medroso, que tal dar uma olhadinha no abismo? A grande aeronave que a gente viu lá embaixo, não passa agora de um caixa de fósforo na imensidão cósmica. A velocidade é grande, mas o pássaro parece que está dormindo.
Agora quase todo mundo está dormindo. É preciso esquecer o perigo. De vez em quando um solavanco de turbulência. Muitos se entreolham.
E eis que chega a hora da refeição. As aeromoças com os seus sorrisos vão nos trazendo as refeições, (ah, como admiro estas mulheres que passam a noite servindo). Agora esta reflexão: para que eu viaje bem, quantos me servem?” Que seria de nós sem o suor do outro?
Mas, o dramático é agora. O avião está descendo. É o momento da turbulência provocada pelos ventos. É o momento mais perigoso. É por isso que muita gente reza. O monstro está descendo, descendo, como se estivesse com medo. Agora é o momento final, a chamada aterrissagem, que o português denomina aterragem. E eis que o avião pousa no solo. Haja palmas para o comandante, este herói dos ares.
9.3.13
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