2.6.13
A qui para nós, eu nunca vi em minha longa vida, uma amizade tão profunda, tão reverencial, da parte do neto. Mas qual o neto que tem a feli...
O avô e o neto
Aqui para nós, eu nunca vi em minha longa vida, uma amizade tão profunda, tão reverencial, da parte do neto. Mas qual o neto que tem a felicidade de ter um avô como aquele? Um mestre por excelência, integro até demais, incapaz de um deslize, que, como Secretário do Interior de nosso Estado, me impressionou pelo zelo com a coisa pública. E eu fui seu assessor. Assessor e aluno ao mesmo tempo. Ele, vez por outra, me chamava para ouvir um de seus eruditos arrazoados. Tinha grande confiança em mim, e isto fazia aumentar ainda mais minha responsabilidade.
E sabe de uma coisa? Foi ele quem arrumou o meu primeiro emprego, depois de formado. Nomeou-me Juiz Substituto de Santa Rita. E para quem estava necessitado de prática forense, aquela nomeação foi um maná do céu.
Mas já é tempo de revelar o mestre e amigo, não esquecendo o talentoso neto: Osias Gomes e Cleanto Gomes Pereira, hoje advogado de nota e cronista.
Osias muito me impressionou, não só pela cultura, como pela ética. Profundamente religioso, conhecia a Bíblia palavra por palavra. Escreveu uma excelente biografia, sob o pseudônimo Baruque. Fez parte de nossa Academia de Letras, aumentando ainda mais o conceito daquela magna instituição.
Osias Gomes foi um exemplo de conduta e cultura. Escrevia com uma invejável presteza, enchendo laudas e mais laudas de papel.
Mas cometeria uma injustiça se esquecesse de mencionar, aqui, o belo trabalho biográfico, de autoria do neto Cleanto, e que me chegou às mãos como uma dádiva. Um trabalho que vale por uma enciclopédia sobre o ilustre e querido avô. Presente do neto privilegiado. Trata-se de “Permanência de Osias Gomes”, que nenhum paraibano pode deixar de ler.
Osias era todo dinamismo, nunca estava parado. Perspicaz, às vezes irônico. Lembro de um fato que dá a medida de seu humor. Fomos a Pilar, numa homenagem a José Lins do Rego. Uma comitiva ilustre, a maioria de membros de nossa Academia. No alpendre da casa, onde nos hospedamos, podia faltar tudo, menos amendoim, já torradinho sobre uma larga mesa. Porém, ninguém quis prová-lo. Mas, Osias, observador, cochichou-me aos ouvidos, sorrindo: “o padre foi a exceção”. Sim, um sacerdote, que não me lembro quem, fazia parte da comitiva, e comeu muito amendoim.
Assim era Osias, culto, cheio de idéias, sincero e com grande apetite para a vida.
1.6.13
F ui, por recomendação do nosso médico de família, Marco Aurélio Barros, tomar meu bom banho de sol, e o local escolhido foi a praia de Mana...
Recomendações médicas
Fui, por recomendação do nosso médico de família, Marco Aurélio Barros, tomar meu bom banho de sol, e o local escolhido foi a praia de Manaíra, um dos locais mais bonitos do mundo, com o mar querendo derrubar a parede que o impede de um maior avanço de suas ondas. E eu fiquei todo aberto ao sol. Uma beleza. Disse-me o nosso médico que o sol, até às dez horas, é medicamento excelente para os ossos e metabolismo de vitaminas. E viva o nosso esqueleto, pois sem ele seriamos um amontoado de carnes sem nenhuma consistência. E o pior é que não temos esqueleto de reserva. Jamais iremos a um shopping comprar uma armadura óssea nova...
O sol, lá do alto, sorria o seu sorriso de luz. Sorriso medicamentoso. Não sei se o Dr. Marco Aurélio tem tempo para fazer o que fiz. Claro que não. Mas valeu a pena ficar ouvindo o mar, vendo o sol e ouvindo o vento. Não durou uma hora e me levantei, já pensando que, à noitinha, vinha outra recomendação. Não do Dr. Marco Aurélio, mas do Ronald Farias, o homem que andou mexendo nos meus ossos, e que terminou me fazendo andar, coisa que não estava conseguindo. Lembrar que foi em Jerusalém, há mais de dois anos, que começou minha estenose lombar, obrigando-me a andar de cadeira de rodas, até mesmo em Londres ao som do Big-Ben.
E sabe um exercício receitado pelo Dr. Ronald? Hidroginástica. Que gostosura entrar numa piscina morna e se sentir leve com uma pena. Fui entrando na piscina, onde já estavam outros companheiros, inclusive meu filho-arquiteto Germano, pensando em Arquimedes, o homem que descobriu a hidrostática, isto é que na água perdemos peso.
E assim, eis-me com os meus companheiros, sob as ordens da jovem professora Catarina Guimarães, fazendo uma porção de exercícios, e até umas partidas de voleibol. Tudo disso dentro d'água.
E viva os cuidados com o nosso corpo. Nada de estragá-lo com má alimentação, cigarro, álcool e ociosidade. Não esqueçamos que o nosso corpo nos foi confiado por Deus. Daí nossa grande responsabilidade para com ele. Saímos da água como se estivéssemos com o corpo e a alma limpos. Graças às recomendações médicas.
1.6.13
30.5.13
Esqueça Pindamonhangaba, Itaquaquecetuba, Birigui e outros locais com denominações excêntricas. Pelo Brasil afora existem cidades e vilarejos batizados com nomes bem mais diferentes e curiosos. Veja esses:
Esqueça Pindamonhangaba, Itaquaquecetuba, Birigui e outros locais com denominações excêntricas. Pelo Brasil afora existem cidades e vilare...
17 cidades brasileiras com nomes curiosos
Esqueça Pindamonhangaba, Itaquaquecetuba, Birigui e outros locais com denominações excêntricas. Pelo Brasil afora existem cidades e vilarejos batizados com nomes bem mais diferentes e curiosos. Veja esses:
30.5.13
25.5.13
V amos fazer desta crônica uma conversa. Aliás, toda crônica é uma boa conversa fiada. Fiada ou confiada, pouco importa. Assim, vamos à crôn...
Conversa fiada
Vamos fazer desta crônica uma conversa. Aliás, toda crônica é uma boa conversa fiada. Fiada ou confiada, pouco importa.
Assim, vamos à crônica, ou melhor, à conversa. Conversa íntima. E sabe qual o seu tema? As coisas detestáveis da vida. Será que o leitor concordará comigo? Vamos lá.
Comecemos por esta coisa odiável, que se chama barulho excessivo. Nossa capital, há muito, que é líder em poluição sonora. E não se vêem campanhas educativas do poder público para esclarecer sobre os seus malefícios e sobre o desrespeito ao sossego alheio.
Vamos adiante. Que tal uma visita inesperada, que chega sem avisar? Como é constrangedora! Mais outra: certos telefonemas, oferecendo seguros de vida, cartões de crédiot, e sempre com aquele antipático e artificial sotaque sulista...
E que dizer do trânsito engarrafado? Quanto a mim, costumo sempre botar uma boa música, no som do carro, abrir um livro. Ou senão fazer uma reflexão filosófica.
Outra coisinha detestável é ver uma cara de mau humor, uma carranca, pois existem pessoas que olham a vida como se estivesse cheirando mal... Coitadas.
E que dizer de gente que buzina sem necessidade na rua, às vezes de forma insistente e prolongada? É de a gente tapar os ouvidos. A mesma coisa diremos no que diz respeito à linguagem vulgar, pornofônica de certas músicas populares. Além do linguajar, um péssimo hábito de que, lamentavelmente, a juventude de hoje está contaminada. Outrora, se não me engano, havia uma polícia de costume para coibir tais abusos.
Vejamos, agora, outra coisa chata, chata não, detestável: os fogos de São João. Dessa comemoração ao santo, só se salva mesmo é a comida. Cangica, milho assado, milho cozinhado, , pamonha.
Sim, já ia me esquecendo de outra coisa abominável: as bombas de São João. Fogos, só os de artifício, que silenciosamente iluminam as nossas noites.
E que dizer do mau humor? Ah, é preciso muito bom humor para suportar um sujeito mal humorado.
E antes que se acabe a crônica, ou melhor, essa conversa fiada, que tal mencionar as salas de espera dos consultórios médicos, sobretudo com aquela TV ligada para entreter as pessoas?
Fiquemos por aqui, e pensemos nas coisas boas da vida.
25.5.13
25.5.13
Muitas vezes precisamos fazer um pequeno ajuste em uma fotografia e não dispomos de nenhum editor de imagem. No trabalho, por exemplo, temos aquela foto especial que necessita de um simples retoque, um pequeno corte, uma clareada, mas o velho PC corporativo não tem nem mesmo o pré-histórico Paint para essa tarefa básica.
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Muitas vezes precisamos fazer um pequeno ajuste em uma fotografia e não dispomos de nenhum editor de imagem. No trabalho, por exemplo, temos aquela foto especial que necessita de um simples retoque, um pequeno corte, uma clareada, mas o velho PC corporativo não tem nem mesmo o pré-histórico Paint para essa tarefa básica.
25.5.13
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