8.9.13
A ntes de fazer a costumeira visita aos livros, o rapaz da livraria começou a puxar conversa comigo. Foi um papo gostoso, pois ele, além de ...
O rapaz da livraria
Antes de fazer a costumeira visita aos livros, o rapaz da livraria começou a puxar conversa comigo. Foi um papo gostoso, pois ele, além de inteligente e perspicaz, era muito viajado. Conhecia várias capitais do país, inclusive Belo Horizonte, Curitiba e Florianópolis, justamente as que eu não conhecia, conquanto já estivesse ligeiramente em Belo Horizonte e Ouro Preto, há muito tempo.
O jovem sabendo que eu já visitara várias capitais estrangeiras, disse sorrindo: “Não deixe de visitar Curitiba, a cidade das palmeiras”.
Depois ele começou a elogiar o chão da simpática metrópole. Nenhum buraco, tudo liso e limpo. Aí eu indaguei: você é curitibano? E ele: não, sou apenas seu namorado. E referiu-se à educação do povo. Educação no trânsito, em tudo, sem esquecer o respeito ao silêncio. Nada de barulho, tudo funciona numa harmonia que encanta. Os carros deslizam pelo asfalto que é uma beleza. Avançar o sinal, jamais. Muito respeito ao pedestre. Os carros parece que nem têm buzina, e a gente mal ouve o ruído dos pneus no asfalto. Eu já estava pensando em arrumar a mala para uma visita a Curitiba, quando ele revelou uma coisa que não quis acreditar: que nos ônibus por sinal moderníssimos, ouve-se musica clássica.
E ainda repetiu: “o senhor vai adorar Curitiba”. Não digo adorar, pois adoro minha João Pessoa, de quem hoje sou cidadão, graças à Câmara Municipal, através de um projeto do meu amigo vereador Fernando Milanez.
E continuando a conversa com o rapaz da livraria, ele me lembrou ainda a bela arborização da cidade. Toda vestida de verde, a árvore, ali, não é apenas respeitada, mas reverenciada. Derrubar uma árvore é como matar uma pessoa.
Mas, aqui para nós, minha cidade só precisa de maior atenção das autoridades, mas duvido que seja menos bela do que Curitiba Nossa cidade tem o mar. O mar de Cabo Branco, que, infelizmente, ao que denunciou o meu arquiteto Germano, outro dia, em artigo aqui no Correio, está com a água contaminada...
Mas o que eu não quis acreditar foi ele dizer que nos ônibus de sua cidade ouve-se música clássica. Já não vamos exigir tanto da nossa capital, que é bela por Natureza, como diz aquela modinha “Sublime Torrão”, do nosso grande compositor popular Genival Macedo.
7.9.13
Q uando eu vim de Alagoa Nova, minha terra natal, para viver na capital, foi na Rua Nova, hoje, General Osório, passando a morar numa casa, ...
Uma rua dentro de mim
Quando eu vim de Alagoa Nova, minha terra natal, para viver na capital, foi na Rua Nova, hoje, General Osório, passando a morar numa casa, hoje demolida, e que ficava onde está, hoje, o “Terceirão”. A casa era espaçosa, e o que mais encantou ao menino de quatro anos foram as amplas janelas. E janelas, naquela época, eram o melhor instrumento de comunicação. Ah, as fofocas na janela! A rua era larga, silenciosa e meio mística, com o relógio da Catedral anunciando as horas.
Mas não demorou muito esse primeiro contato com a Rua Nova, que, se não estou enganado, motivou a minha primeira crônica no jornal A União, sob o título “Rua triste”.
Saímos da Rua Nova e fomos morar num sítio, lá na Lagoa. Um sítio que foi para mim um paraíso. Decorridos alguns anos, eis que meu pai vendeu o sítio e veio residir, novamente, na Rua Nova, o que muito também me agradou. Lembrar que menino adora mudança. Nossa casa ficava defronte do Mosteiro de São Bento. Que silêncio naquele mosteiro! Diziam que lá dentro tinha uma caveira. E não é que um menino, meio doido, achou de penetrar naquele misterioso espaço em busca da risonha caveira. Para decepção dos outros, o afoito garoto chegou de mãos vazias...
E valia a pena ficar contemplando a extensão da avenida, com suas casas, grandes janelas e seu silêncio místico. Gente na janela era o que não faltava, principalmente os idosos. Havia quintais, quintais com suas galinhas, fruteiras e, vez por outra, o triste cantar de um galo. Raramente passava um carro. Mas não faltava um pregão. Pregão do homem que vendia fígado, que vendia pitomba e ainda acrescentava: “chora, menino, para comprar pitomba”.
A Rua Nova era plana e arborizada com fícus benjamina ou oitizeiros, não estou bem lembrado. Era lá que estava a sede da Loja Maçônica, num bonito prédio, guarnecido por duas esfinges de pedra. Diziam que lá tinha um bode preto. Mentira. Meu pai era maçon e desejou me batizar lá. O batismo não era com água, como na Igreja Católica, mas com mel. Que gostosura. Mas meu pai terminou não falando mais nisso.
Agora vejam quantas pessoas ilustres eu vi nas janelas contemplando a rua. Vi, e meu pai foi quem me mostrou, o ex-presidente do nosso Estado Camilo de Holanda. O velho tinha uma bela postura. E parecia que estava assistindo a um desfile de soldados, já que ele era general. Vi o historiador, fundador da nossa Academia de Letras, Coriolano de Medeiros. A cabeça bem alva. Vi o escritor De Castro e Silva, o primeiro a escrever sobre o poeta Augusto dos Anjos. Como vêem, as janelas, numa época em que não havia TV, constituíam um meio de sair de casa sem sair.
Não esquecer a bela casa, que ficava junto de uma ladeira e que pertencia ao professor de piano Gazzi de Sá, cuja escola gozava de um grande conceito em nossa terra. Todas as moças da alta sociedade eram suas alunas.
Havia na Rua Nova um belo sobrado, onde, ao que dizem, morou o escritor Virginius da Gama e Melo. Infelizmente o sobrado foi demolido.
A Rua Nova, depois do sítio da Lagoa, foi meu paraíso urbano. Foi no batente do Mosteiro de São Bento que li toda a coleção do grande Monteiro Lobato. E tanto me empolguei com sua leitura, que esquecia até a horas das refeições. O silêncio da rua propiciava a leitura. Silêncio, vez por outra, interrompido pelo sino da Catedral...
7.9.13
7.9.13
Você sabe quantos astronautas estão circulando a Terra lá em cima, na Estação Espacial Internacional, enquanto a gente fica aqui no marasmo da superfície?
Você sabe quantos astronautas estão circulando a Terra lá em cima, na Estação Espacial Internacional, enquanto a gente fica aqui no maras...
Quantas pessoas estão no espaço neste exato momento?
Você sabe quantos astronautas estão circulando a Terra lá em cima, na Estação Espacial Internacional, enquanto a gente fica aqui no marasmo da superfície?
7.9.13
6.9.13
Da leitura do texto sempre leve e sensível do blog Luz de Luma, em que a autora Luma Rosa nos convida a uma reflexão sobre as diferenças em nosso comportamento, enquanto jovens e adultos, lembrando de coisas que antes detestávamos e que, hoje, consideramos agradáveis (e vice-versa), veio a inspiração para elaborar essa pequena lista de bichos que costumávamos ver em nossa infância e que, atualmente, parecem ter sido exterminados por essa evolução desenfreada, em que só há espaço para os seres [des]humanos.
Da leitura do texto sempre leve e sensível do blog Luz de Luma , em que a autora Luma Rosa nos convida a uma reflexão sobre as diferenças ...
Você se lembra da última vez que viu um vagalume?
Da leitura do texto sempre leve e sensível do blog Luz de Luma, em que a autora Luma Rosa nos convida a uma reflexão sobre as diferenças em nosso comportamento, enquanto jovens e adultos, lembrando de coisas que antes detestávamos e que, hoje, consideramos agradáveis (e vice-versa), veio a inspiração para elaborar essa pequena lista de bichos que costumávamos ver em nossa infância e que, atualmente, parecem ter sido exterminados por essa evolução desenfreada, em que só há espaço para os seres [des]humanos.
6.9.13
31.8.13
Em geral, as causas dos acidentes aéreos costumam ser esclarecidas rapidamente, graças às famosas caixas pretas, em que são gravados os diálogos da tripulação, além das conversas com os centros de controle e outros dados importantes dos voos. Contudo, ao longo da história da aviação civil e militar, algumas tragédias ficaram sem uma resposta concreta. Veja abaixo cinco desses acidentes misteriosos.
Em geral, as causas dos acidentes aéreos costumam ser esclarecidas rapidamente, graças às famosas caixas pretas , em que são gravados os d...
5 misteriosos acidentes aéreos
Em geral, as causas dos acidentes aéreos costumam ser esclarecidas rapidamente, graças às famosas caixas pretas, em que são gravados os diálogos da tripulação, além das conversas com os centros de controle e outros dados importantes dos voos. Contudo, ao longo da história da aviação civil e militar, algumas tragédias ficaram sem uma resposta concreta. Veja abaixo cinco desses acidentes misteriosos.
31.8.13
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