O dia mal nasceu. A noite dá seu último adeus, dizendo:
— Você tem mais um presente à sua espera: o novo dia.
As ruas da cidade, os cantos e recantos logo se enchem de mendigos.
Todos os rostos se confundem: velhos, novos ou infantis. Há neles alguma coisa em comum, como se esperassem — errado ou certo — que a mão estendida lhes desse uma esperança. Alguns não sabem de quê.
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Quero falar de outros mendigos, fechados em casas ricas ou pobres. Acordam por acordar. Repetem as mesmas coisas de todo dia. Dão bom-dia sem olhar nos olhos e também não são olhados. Ninguém quer saber, de verdade, como estão. Seu tempo passou. Suas palavras são cansativas para os parentes.
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Viver assim é ter um único Amigo: Jesus. Só Ele dá força a esses milhões de mendigos da solidão! É tão pouco o que querem: um abraço sincero, uma palavra amiga e alguém que os ouça de verdade.









