27.9.25
Waterloo , Livro I da Segunda parte de Os miseráveis ( Cosette ), faz a ligação deste romance ao cerne da narrativa, que se concentra ...
Waterloo, Livro I da Segunda parte de Os miseráveis (Cosette), faz a ligação deste romance ao cerne da narrativa, que se concentra na Quarta parte (O idílio da rua Plumet e a epopeia da rua Saint-Denis): o levante de 1832 contra o rei Luís-Filipe, reafirmando a frase de Victor Hugo, sobre o espírito libertário da França, expresso como “o indomável levante francês” contra
27.9.25
26.9.25
Além do amor Do homem E seus desejos Anjos repousam Sobre a pele Dos que sentem A paz é um estado E não está numa Razã...
Além do amor
Do homem
E seus desejos
Anjos repousam
Sobre a pele
Dos que sentem
A paz é um estado
E não está numa
Razão que se mede
Por ter ou dominar
E a liberdade
De fato é dormir sem pesadelos
26.9.25
26.9.25
Começo dos anos 40. Getúlio Vargas no poder e na corda bamba, sem querer decidir quem apoiaria na 2ª Guerra Mundial. Os ingleses descob...
Começo dos anos 40. Getúlio Vargas no poder e na corda bamba, sem querer decidir quem apoiaria na 2ª Guerra Mundial. Os ingleses descobriram que a empresa aérea italiana Lati usava seus aviões em voos Rio/Roma/Rio para contrabandear, principalmente, matérias-primas como diamantes industriais, platina e espiões — para alegria de Mussolini.
26.9.25
26.9.25
Marília Arnaud vem marcando cada vez maior presença na literatura brasileira contemporânea com seus belos contos. Ganhou o Prêmio Novos...
Marília Arnaud vem marcando cada vez maior presença na literatura brasileira contemporânea com seus belos contos. Ganhou o Prêmio Novos Autores Paraibanos – da UFPB – em 1997, com Os Campos Noturnos do Coração, colecionou elogios com O Livro dos Afetos, editado pela 7Letras em 2005, e participou de coletâneas nacionais
26.9.25
26.9.25
A releitura de “Evocação do Recife”, poema de Manuel Bandeira, trouxe-me a constatação do quanto seria difícil a um poeta paraibano com...
A releitura de “Evocação do Recife”, poema de Manuel Bandeira, trouxe-me a constatação do quanto seria difícil a um poeta paraibano compor louvores aos nomes das ruas da sua Capital. Nos versos que o consagraram, Bandeira tinha a seu dispor as Ruas do Sol, da Aurora, do Sossego, da Saudade, da União, da Consolação. E tinha medo de que qualquer delas, ao longo do tempo, fosse transformada em “Dr. Fulano de Tal”.
26.9.25
25.9.25
Durante o período colonial da Paraíba, entre 1585 e 1889, a música sacra cristã foi introduzida nas igrejas por meio do cantus planus...
Durante o período colonial da Paraíba, entre 1585 e 1889, a música sacra cristã foi introduzida nas igrejas por meio do cantus planus, o canto gregoriano. Nos espaços públicos, como vilas e municípios, bandas militares formaram músicos e preservaram festas populares e cívicas. Já no século XX, a música erudita paraibana ganhou destaque por meio de orquestras, grupos de câmara e corais, especialmente com a criação de instituições culturais, educacionais e acadêmicas.
25.9.25
25.9.25
Joaquim e Das Dores, devidamente casados de cartório e altar, geraram quatro descendentes: três maricotas e um machinho. Esses rebento...
Joaquim e Das Dores, devidamente casados de cartório e altar, geraram quatro descendentes: três maricotas e um machinho. Esses rebentos vieram ao mundo nesta ordem: primeiro chegou Laudiceia, seguida de Deoclécia; em terceiro apareceu Valdenora e, puxando a fila, o Joaquim.
25.9.25
25.9.25
Nos dias atuais, a busca por um sentido mais profundo e autêntico na vida tem se tornado uma jornada significativa para muitas pessoa...
Nos dias atuais, a busca por um sentido mais profundo e autêntico na vida tem se tornado uma jornada significativa para muitas pessoas. Este anseio, frequentemente, leva indivíduos a estabelecerem relacionamentos mais íntimos e significativos com Deus. Essa conexão, que vai além das práticas religiosas tradicionais, transforma-se em um alicerce emocional e espiritual,
25.9.25
24.9.25
Agradeço a Josenilda, minha amiga muito querida, e aos filhos — Josephine, Marco Antonio e Luciana — a deferência de me convidarem a f...
Agradeço a Josenilda, minha amiga muito querida, e aos filhos — Josephine, Marco Antonio e Luciana — a deferência de me convidarem a falar nesta hora que não é de despedida, porque existe “uma outra forma de presença”: aquela que não tem fim, enquanto guardamos no coração a pessoa a quem estamos ligados pelo afeto verdadeiro e pela admiração de uma vida.
24.9.25
24.9.25
Não precisamos de mês, nem de cores para combater a depressão. O mês passa, a depressão fica. Precisamos de amigos, empatia, e meno...
Não precisamos de mês, nem de cores para combater a depressão. O mês passa, a depressão fica.
Precisamos de amigos, empatia, e menos dedos apontados.
24.9.25
24.9.25
“Nunca nos procuramos: como poderia acontecer de um dia nos encontrássemos?” Friedrich Nietzche A angústia seguinte me espera – eu s...
“Nunca nos procuramos: como poderia acontecer de um dia nos encontrássemos?”
Friedrich Nietzche
A angústia seguinte me espera – eu sei –, mas resolvi me atrasar um pouco e cultivar aquela que ora me afasta do que sou – não mais! Pelo menos a da consciente ideia de que tenho adiado a evolução de um Eu maduro diante do que tenho perpetuado.
24.9.25
23.9.25
As flores amarelas do pau-brasil pendiam nas passarelas da praça, as primeiras a anunciar a chegada da primavera, espalhadas pelo chão...
As flores amarelas do pau-brasil pendiam nas passarelas da praça, as primeiras a anunciar a chegada da primavera, espalhadas pelo chão que pouca gente observava. O dia estava morno e ligeiramente nublado, com nuvens esparsas passeando lentamente. Embora o sol do meio-dia aparentasse mormaço, o frescor da sombra convidava a sentar. Ao redor da praça, o movimento de carros e o dia abafado não conseguiam tirar a suavidade do bailado das pétalas despencando.
23.9.25
23.9.25
A vida é um convite constante ao aprendizado. Desde os primeiros passos, somos desafiados a descobrir, compreender e transformar nossa...
A vida é um convite constante ao aprendizado. Desde os primeiros passos, somos desafiados a descobrir, compreender e transformar nossas experiências em sabedoria. Aprender não é apenas acumular informações, mas desenvolver a capacidade de interpretar o mundo, de nos autoconhecermos e de nos integrarmos de forma mais lúcida e responsável à sociedade e ao Universo. Como nos lembra André Luiz, em Agenda cristã, o primeiro imperativo cristão é: “aprende, humildemente”.
23.9.25
23.9.25
Fazia tempo que eu vinha notando, mas o prudente era fingir ignorância. Durante a época de aulas...
Fazia tempo que eu vinha notando, mas o prudente era fingir ignorância. Durante a época de aulas, tudo bem, foi possível manter-me indiferente. Mas não agora, que longos ócios me obrigam a horas no gabinete. Agora tenho de enfrentar Mirtes e a sua ronha, sua reima de tisanuro roaz.
23.9.25
22.9.25
Há uma solidão que não é feita de quartos vazios ou de noites sem companhia. Ela é mais sorrateira, mais insidiosa. Mora no meio da m...
Há uma solidão que não é feita de quartos vazios ou de noites sem companhia. Ela é mais sorrateira, mais insidiosa. Mora no meio da multidão, no coração da cidade que nunca dorme, no grupo de amigos que ri alto no bar. É a solidão que nasce não da falta de pessoas, mas da falta de conexão. Da absoluta, e por vezes brutal, falta de empatia.
22.9.25
22.9.25
Tudo nele era urgência. Pensava rápido, falava rápido, comia rápido e claro, andava muito rápido. Tinha um ritual eficaz e totalmente...
Tudo nele era urgência. Pensava rápido, falava rápido, comia rápido e claro, andava muito rápido.
Tinha um ritual eficaz e totalmente cronometrado para acordar, tomar banho, se vestir, engolir o café com algum pão requentado como quem engole uma obrigação e sair apressado para o trabalho.
22.9.25