A função da poesia é revelar os objetos sob um novo olhar – isso a gente aprende logo nas primeiras aulas de Teoria da Literatura. O signo poético, por sua opacidade, não estabelece um vínculo direto entre o significante e o significado. Constitui uma palavra-coisa, não uma palavra-sinal – para usar a terminologia de Sartre em “O que é a literatura?”.
A célebre frase “a vida é muito curta para se beber vinho ruim” não veio de nenhum ébrio. É atribuída a um grande poeta, escritor, dramaturgo e filósofo alemão, Goethe (1749-1832). Seu avô comercializava vinhos e seu pai possuía vinhedos.
Não se pode falar de vinhos sem mencionar o hexágono francês. Além de ser o maior produtor de vinho do mundo, é também considerado o país onde se encontram as melhores vinícolas.
Uma ilha dentro da ilha. Poderia definir assim o local onde conversávamos, tranquilamente, sobre literatura. A constante discussão, entre os raros interessados, sobre a evolução – aí já se encontra embutida uma fonte de discordância excitante – que ocorreu na poesia brasileira nos últimos cem anos ... Bravos companheiros e fantasmas, nós, na ante-sala do auditório da Biblioteca Pública Estadual. Uma ilha dentro da ilha…
Casamento equivocado é o que não falta no mundo. Ampliando o arco, podemos afirmar que equívoco é o que não falta no mundo. Não só nos casamentos, mas em tudo, tudo mesmo. O homem é um ser que se equivoca ou um ser-para-o-equívoco, poderia escrever um filósofo alemão. Equivocamo-nos desde que acordamos, ao escolher a roupa que vestiremos, por exemplo, até quando nos recolhemos para dormir. É um fato.
Na semana passada, um desses cachorros que conduzem seus donos pelas praças e calçadas, parando a cada poste e sendo atendidos em todas as suas necessidades, por pouco não me pegou na batata da perna.
Não sei se é meu sangue ou meu suor, mas nunca nos demos bem. Tarde da noite, quando tinha de arrastar a pé pela Almirante Barroso até alcançar a Torre, onde morava, ia pelo meio da rua temendo a bocanhada dos pastores alemães que guardavam os ricaços daquele tempo. No Censo de 1950 sofri com os “os amigos do homem” na zona rural. No seu ciclo evolutivo urbanizaram-se e se dividiram em classe: há os que no passeio fazem cocô na mão da madama, que já dispõe de papel de pet para isso, e há o vira-lata largado como os sapiens na classe dos coletores e caçadores primitivos. Escreveram que o cachorro foi o primeiro animal a ser domesticado pelo homem. De modo que é inútil estranhar essa sua ascensão aos cuidados burgueses, superior, a certas sensibilidades, ao amparo à criança pobre.
“Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão”.Jesus ▪ Mateus, 24:35
Na ordem física universal, tudo se transforma, tudo se modifica, tudo se altera. É a plena execução da Lei soberana, criada por Deus, para dirigir, harmonizar, equilibrar, manter e assegurar o dinamismo cósmico, dentro de princípios rígidos e eternos.
Os sóis e demais elementos siderais se formam, desempenham suas missões dentro de um imenso espaço de tempo, envelhecem, e as substâncias materiais
Na tarde deste dia 1º de abril, a mentira não aconteceu para o xadrez da Capital, passou muito longe: realizamos com sucesso o 8º Capivarol.
Para aqueles que são neófitos, o torneio Capivarol é uma série de torneios enxadrísticos que fazemos em minha casa, aqui no apartamento 900 do Edifício Rembrandt, situado no bairro mais aprazível de João Pessoa.
Em vários momentos da história isso ocorreu. Um personagem ocupa, durante determinado período, uma posição de grande destaque e, depois, desaparece, injustamente, nas brumas do tempo. Foi o que aconteceu com Silva Jardim, uma das figuras mais importantes para a instauração do regime republicano no país. Para o historiador Nelson Werneck Sodré:
Anjos são leves seres de divina luz de energia pressentida no coração. Flutuam sem peso, a gravidade não os puxa para baixo. Eles nos transmitem paz e alegria, vibram com as nossas conquistas, imantam em beleza o espaço.
Tem aqueles que são especialistas em saúde e outros que desde que nascemos nos oferecem proteção. Cada um de nós tem o seu Anjo da Guarda que não descansa nunca.
Hoje, confio a ti, pergaminho envelhecido
meus segredos, quase adormecidos
impressões guardadas na lembrança...
Hoje, confio a ti amigo paciente:
acerbas angústias, vagando em minha mente
fervilhando ante a dor da traição.
Hoje confio a ti meu companheiro e amigo
gravar em símbolos o que o mundo antigo
falando apenas, perdeu na imensidão:
do tempo, do espaço, do compasso
mas as linhas que hoje aqui traço
são as veias do meu coração!
Tu és o responsável pela ascensão da fala
a um grau mais elevado e digno
dos registros que passam à autenticidade.
Minha oralidade hoje te deseja
bem como te ama com a real certeza
que gravarás meu som, em forma de gemido.
Hoje, me rendo a ti, amado confidente
relatando em lágrimas como uma criança
meus dramas angústias, antes da nascente
Hoje, mais uma vez,
confio-te meus segredos
de quem vive há muito tempo num degredo:
minhas ambiguidades, culpas e
meus medos...
A dor enviada pela solidão.
Me curvo pra ti, como aconselharam:
sábios de hoje, como os do passado
na certeza de tua origem fidalga.
És tu o meu servo, quando a ti falo
quando imprimo em ti para que salves a dança
da megera e louca, mas minha paixão!
Mas gravas também, as dores de um luto
exultação de júbilo e êxtase no minuto
do parto feliz que tive em um verão:
Trouxe para à vida, minha criação
Filho amado do meu pobre coração
que ao nascer o fez se tornar rico!
Minhas mãos...
Hoje imóveis,
como meus sentimentos
sem função, apenas lamento
comiseração, perdão sofrimento
penhorei meus sonhos
meu futuro incerto
pensei que o amor
se encontrava perto
Maia me acordou
com a triste notícia
estávamos num palco
dublê de artistas
Algumas das minhas intuições se confirmam. Minha birra com cabelo não é nova. Na minha compreensão, cabelo só atrapalha. Lavar, pentear, cortar, tudo é muito trabalhoso e dispendioso. De tanto ver nos filmes de ficção científica os alienígenas sem cabelo, tirei uma conclusão particular de que para se evoluir é preciso perder os cabelos. Na brincadeira, dizia que a grande vantagem de ser careca é gastar menos água e sabonete, e ainda economizar com shampoo e condicionador. Agora vejo ser uma verdade que não
De tempos em tempos, uma palavra, ou grupo delas, se torna “chave” e passa a aparecer em tudo quanto é discurso, nas inúmeras esferas comunicativas, principalmente midiáticas. Foi assim para “adolescências”, “gratidão”, “potência”, “inclusão”, “lugar de fala”, “povos originários”, “afetos” e, mais recentemente, “etarismo”, entre tantas outras, só para citar alguns exemplos.
Fazendo uma pesquisa simplória no Google, encontrei essa informação: “Conforme descrito no Relatório Mundial sobre Idadismo, da Organização Mundial da Saúde (OMS), o etarismo se refere a “estereótipos (como pensamos), preconceitos (como nos sentimos) e discriminação (como agimos) direcionadas às pessoas com base na idade que têm”.
Em 31 de março de 1685, de acordo com o calendário gregoriano, nascia Johann Sebastian Bach, compositor de dimensão monumental reconhecida mundialmente. Além de numerosa e diversificada, sua obra tornou-se símbolo do estilo barroco, inspirando e influenciando muitos compositores de seu período e dos séculos seguintes.
Bach nasceu em Eisenach, uma pequena cidade situada no estado da Turíngia, Alemanha, em uma região com atmosfera predominantemente campestre.
Dizem que Deus tem um carinho especial pelos que atraem doidos e bêbados. Se é verdade, o meu crédito lá no céu é enorme. De certeza, sei que o meu colega escritor Ariano Suassuna afirmava gostar de histórias de doido, talvez até por identificação.
Se eu estiver em qualquer lugar acompanhado por dezenas de pessoas e chegar um doido ou um bêbado, adivinhem quem ele vai procurar em primeiro lugar? Meus amigos sabem disso. Poderia contar dezenas de histórias minhas com doidos.
Egon-Schiele
Porém, por falta de espaço, escolhi apenas uma para ilustrar essa condição.
Acordei com uma saudade sem tamanho daqueles cartazes atados aos troncos de fícus na cidade aonde cheguei antes do primeiro aniversário e de onde saí aos quinze anos de idade. As árvores de copas redondas, aparadinhas, em filas nos dois lados da rua, davam sombra para astros e estrelas de metade do mundo. Mas era quando abrigavam Buck Jones, Bill Elliott, Hopalong Cassidy e Roy Rogers que elas, de fato, me atraiam.