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Foi no final de 1958, quando concluí a primeira série do curso primário, que recebi de minha professora, Emília Rachid Meira, dois o...
A horta do Juquinha
Trabalhei com Dr. Lucas Suassuna, irmão do imenso escritor Ariano Suassuna, na Assessoria Jurídica da Universidade Federal da Paraíba (...
Grande Homem
É um dia normal de abril, o céu está com algumas nuvens, mas a temperatura segue abafada e qualquer rasgo de vento que bate vindo do le...
Especiais coisas comuns
Quando Nabor Vilar me deu a notícia do falecimento da irmã mais nova de Ariano Suassuna, desliguei o telefone com o pensamento voltad...
A irmã de Ariano
“Devido a sua aproximação com Ariano, achei por bem avisar da passagem de Germana”, assim se expressou o amigo que carrega nas veias o calor de Taperoá.
Nascer numa cidade pequena e ser mulher, há mais de cinco décadas, era por si só um desafio. Existiam códigos escritos que estabelecia...
As ilusões esquecidas
Ontem o tempo enfureceu no brejo. Chuva torrencial, relâmpagos clareavam o céu, água descia em cachoeiras pelas ladeiras acidentadas. V...
O beija-flor da poesia
A memória afetiva, que está enraizada em um passado e se manifesta na beleza da simplicidade, também é constituída de pertencimento. Ge...
Memória do afeto
Qual a melhor imagem para a vida? Alguns costumam compará-la a uma viagem, ou melhor, a uma travessia no deserto com início, meio e f...
O circo da vida
O barco pode ser comum, mas se esquecem de dizer que nem todos viajam da mesma forma. Enquanto uns se banqueteiam no convés, outros suam nos porões... É verdade que o barco corre o risco de naufragar e, se isso ocorrer, todos morrerão – mas, enquanto não ocorre, uns gozam e outros trabalham. E trabalham justamente para os outros gozarem, por isso às vezes desejam secretamente que o barco afunde.
As redes sociais podem cimentar muitos empoderados de diversas origens ao mesmo tempo. Basta que seus atos se expressem com tamanho vul...
As Noites Brancas
Alguns têm interesse em algo como "ficar no topo" ou "entrar para a história", através de um ato frequente ou quem sabe extremo, como o fez Heróstrato em 21 de julho de 356 a.C.
Aos poucos estão trocando o piso das calçadas de Vitória; novas normas para tornar mais seguro o dia a dia dos pedestres. Podem achar ...
A leveza da queda
Podem achar estranho, mas não me atraem calçadas regulares. Os buracos, as irregularidades e os desníveis me servem como camuflagem do relógio do tempo, como um sinal de que mantenho momentos de distanciamento, de contemplação, de ausência.
FOLHA AO VENTO Sinto-me como folha ao vento, Folha amarelecida pelo tempo, Que ousou brincar de primavera Em pleno out...
Sou folha ao vento
Sinto-me como folha ao vento, Folha amarelecida pelo tempo, Que ousou brincar de primavera Em pleno outono da existência. E o vento me leva Ao sabor da sua vontade, E me deixo guiar, Por sonhos e saudade. Sou folha ao vento, Procurando uma brisa favorável, Que me guie para campos floridos, Para noites estreladas. Sou folha que busca o viço Que quem sabe caindo em fértil coração, Sem posse, sem ilusão,
Os intelectuais normalmente não andam junto de Deus. Compreende-se. É a força da razão, da racionalidade, do ver-para-crer. É como se...
Deus, Gilberto Freyre, Hildeberto e outros mais
Logo que o juiz se assentar, tudo o que está oculto, aparecerá: nada ficará impune. O que eu, pobrezinho, poderei dizer? Mozart , Requ...
Testamento, pluma e galáxia
Mozart, Requiem em ré menor (K. 626). Tuba Mirum.
“Quando o anjo da morte lhe cobrir com seu sudário, sua vida não terá sentido se você não tiver feito algum bem na terra". Esta nota — que o pintor francês William-Adolphe Bouguereau anexou ao esboço de sua pintura Egalité devant la mort (Igualdade perante a morte) em 1848 – foi o primeiro pensamento que me ocorreu quando comecei a elaborar meu testamento esta semana.
Todos os sábados eu leio as crônicas do engenheiro Carlos Pereira de Carvalho, de quem sou leitor assíduo. Assim que recebo o meu ex...
Como eram gostosas as Semanas Santas
Assim que recebo o meu exemplar, o primeiro caderno que pego é o de Cultura. Lá na segunda página me deleito com os deliciosos passeios no passado em nossa cidade, promovidos por Carlos Pereira.
Geralmente ele escreve sobre o seu bairro de meninice e adolescência, Jaguaribe. Mesmo considerando a diferença de idade dele para mim, naquele tempo os anos passavam lentamente, e a vida nos bairros de João Pessoa, inclusive no Tambiá que eu morava, eram muito parecidas. O fato é que o seu tempo parecia-se muito com o meu tempo, mesmo anos depois, com pequenas diferenças.
Juca era uma dessas figuras ímpares, que surgem em grandes intervalos de tempo, como os cometas, era uma rara unanimidade, em nosso m...
O sorriso que nunca há de se apagar.
Sempre gentil, educado, cordato, sempre calado, do pouco falar e do muito fazer, Juca nos acolhia com o sorriso, de boca e olhos, como era o seu habitual. Não era de rir, mas o sorriso nos conquistava, por estar ali a prova indelével e inquestionável do acolhimento do amigo.
Acordei de madrugada com a notícia da passagem de Juca Pontes . Tive um choque na hora e não acreditei, saindo a perguntar a um monte ...
Ah, poeta, não foi bacana essa notícia!
Juca era um amigo muito bom, de todos que o conhecia. Nunca o vi falar mal de ninguém e ajudava quem podia. Era um dos nossos melhores poetas.
E também um dos melhores editores de livros que conheci.


































