O professor e acadêmico Milton Marques Júnior promoveu um passeio cultural no dia 25 de novembro, sábado, às 9h, pelas ruas do Centro Histórico de João Pessoa, percorrendo as trilhas de Augusto dos Anjos e de José Américo. O passeio contou com a presença de alguns acadêmicos e de admiradores das obras dos dois escritores paraibanos. No dia 27, segunda-feira, do mesmo mês, na sede da APL, publicou o livro Ei-lo pulando de uma casa outra, nas ruas da capital: um roteiro de Augusto dos Anjos, nas ruas da Paraíba (João Pessoa: Ideia, 2023).
“Eu que escolhi tudo na minha vida, eu também quero escolher minha morte.
Há aqueles que querem morrer num dia chuvoso e outros em pleno dia ensolarado. Há aqueles que querem morrer sozinhos na cama, tranquilos em pleno sono. Eu quero morrer no palco. Em frente dos projectores. Sim, eu quero morrer no palco. O coração aberto a todas as cores. Morrer sem qualquer dor na última apresentação. Quero morrer em cena, cantando até ao fim.”
Excerto do tema “Mourir Sur Scène” (“Morrer no Palco”), composta por Michel Jouveaux e Jeff Barnel, em 1983, e gravada por Dalida.
Ela existe, mas há quem diga o contrário. Ela é perseguida, desejada, avaliada, relativizada e individualizada. Os filósofos discutem sobre a felicidade antes mesmo de alguém chamar a filosofia de filosofia, porque a filosofia já existia antes de ter nome. Filosofar é refletir, pensar, ponderar e buscar respostas para o que se vê e para o que se sente.
A igualdade tem como base o princípio de que todos devem ser submetidos às mesmas regras e possuir os mesmos direitos e deveres. Já a equidade reconhece que existem diferenças entre todos e que é necessário garantir que as pessoas desfrutem das mesmas oportunidades, considerando as suas particularidades e prioridades individuais. A distinção entre equidade e igualdade valoriza as diversidades dos cidadãos,
Sempre quando chegávamos ao local do trabalho, antes de qualquer atividade, íamos até a árvore onde o beija-flor preparou seu ninho, botou dois ovos, chocou-os e criou seus filhotes, até voar para a liberdade.
Vez por outra dou meus passeios na orla do Cabo Branco, pela manhã, e nessas ocasiões revejo amigos e conhecidos. Um deles – mais conhecido do que amigo – foi meu colega no Liceu Paraibano e tem uma curiosa particularidade: às vezes me cumprimenta, às vezes não.
O engenheiro e capitão italiano Agostino Ramelli (1531—1610) nasceu na comuna de Ponte Tresa, hoje um Cantão da Suíça. Ele viveu no ápice do Renascimento e foi inventor de inúmeros mecanismos para fins militares. Na França, ele criou a “obra” que lhe deu fama até o hoje, a “roda de livros”, que nada mais era do que uma estante de livros rotativa que lhe possibilitava ler, consultar e pesquisar várias obras sem precisar sair de sua cadeira.
Hoje eu quero paz de criança dormindo E abandono de flores se abrindo (Dolores Duran)
Final de ano, fico triste com as retrospectivas, principalmente com a lista enorrrrrme dos mortos – anônimos e famosos. Passa a vida na cabeça, os dias, e o tempo que resta. Sim, estou na fase das jabuticabas de que falou Rubem Alves, a conta é decrescente. Mas não penso nisso. A vida é hoje, mas a tristeza é real. Ainda mais que fico sabendo da morte do amigo de infância, Alexandre Carneiro, meu par nas quadrilhas juninas do final dos anos 60, e depois amigo das noitadas e turma de que já falei aqui semana passada. Tudo urgente.
Aficionada às artes, sempre gostei de visitar museus, sobretudo aqueles voltados para pintura, escultura e mobiliário antigo. Certa vez, em Bruges (Brugge), na Bélgica, tive a oportunidade de apreciar uma retrospectiva de um dos meus pintores prediletos: Paul Cézanne (1839-1906). Foi sorte rara ver reunida, em um só espaço, grande quantidade de obras do renomado artista. Cézanne, muitas vezes enquadrado entre os pós-impressionistas, abriu novos caminhos para a arte do
Conheci o doutor Nereu Santos nas lides forenses. Eu, na qualidade de procurador da UFPB, e ele, na de representante do Ministério Público Federal. Participamos juntos de algumas audiências na Justiça Federal, cada qual no desempenho de suas respectivas missões institucionais. Eu ainda relativamente jovem; ele já na chamada meia-idade, em plena maturidade pessoal e profissional. Mas ainda vigoroso e atuante, mesmo mantendo a serenidade e a fleuma de um verdadeiro cavalheiro inglês, que ele sempre foi, até o fim.
As mulheres sempre lutaram por seus direitos seja nos bastidores ou no protagonismo. Se, segundo Homero, uma mantinha sua Ítaca livre dos atacantes/pretendentes na ausência de Odisseu (na sua longa volta de Troia) lá do Gineceu tecendo tapeçarias sem fim, outras, guerreiras, Amazonas segundo o mesmo autor, ajudaram a cidade sitiada lutando corpo a corpo contra os gregos invasores que utilizaram Helena como desculpa para suas ambições territoriais. Penélope, Helena ou Pentesileia foram protagonistas à sua maneira. Entretanto, na divisão dos papéis dos corpos, coube aos homens o heroísmo,
A ESCRITA É UMA LIGA DE SANIDADE
Muitos diriam para não fazer
esses malabarismos de letras sem sentido
Diriam que a seta é a cura
para a obtusa tortuosidade do nômade
Mas buscar o visgo na ressurreição diária
faz lampejar os olhos
O Eu triturado renasce,
não sóbrio, pois a vida não permite
Germano Romero é arquiteto, cronista e... bacharel em música. Eu, que tantas vezes lhe passei mensagens parabenizando-o pelos textos nos jornais, principalmente sobre suas viagens mundo afora, já me dispunha a escrever sobre as obras arquitetônicas que tem criado na cidade, quando me deparei no Youtube com um programa Parada Obrigatória, seu, para a RCTV local e com o nome NOS CAMINHOS DE BACH.
Numa definição exígua, o poder consiste na capacidade de influenciar ou controlar o comportamento, as ações ou as decisões de outras pessoas ou grupos.
No âmbito político, ele foi considerado sob diferentes perspectivas, das mais idealistas às mais pragmáticas.