O nome da teoria não deixa de ser estranho: de tudo. Mas é o apelido que renomados cientistas, no campo da Física, denominam a teoria “que visa resumir em um único conjunto de equações a origem e a natureza do cosmo, assim como as forças contidas nele” - esclarece o inglês Robert Mattheus, físico-matemático, pesquisador e repórter científico. A teoria propõe unir o micro e o macrocosmo, sendo também denominada Teoria da Grande Unificação (TGU). Essa união consiste em provar, na prática, o que os cálculos já revelam: a existência de uma matéria primordial, encontrada tanto no Universo quanto no átomo. Para demonstrá-la é preciso unir os métodos de estudo do Universo com os das partículas atômicas.
Natacha Rostóva, na sua ingenuidade de criança, aliada a uma vida fátua de aristocrata, embora em franca decadência, apaixonava-se com facilidade. Uma de suas paixões foi pelo príncipe Andrei Bolkónski, com quem chega a ter um compromisso de noivado. Instado pelo pai, Andrei propõe que eles esperem um ano, dando total liberdade a Natacha, durante esse período, até de ela se apaixonar por outro. Se, passado um ano, Natacha mantiver firme a sua decisão, eles se casarão. Por mais que seja duro para ela, Natacha aceita a situação, não sem lamentos.
Flávio Tavares, aos 70, se reinventa. E inventa de alcançar os limites do seu próprio tempo. Elege esses dias de pandemia para sugerir exultante grafia em forma de poesia. E colhe luz de outros escolhidos e merecidos espelhos seus.
Algumas vezes a revisão do jornal se arrastava até a madrugada. Fosse por algum ato de última hora ou pela onda de oposição que começava a abalar a cabeça e os porões do Catete. “Mar de lama”, no discurso de Afonso Arinos, com maremoto no atentado a Lacerda. Na Paraíba mesmo ecoou forte o anátema saído do discurso de um dos nossos senadores, Argemiro de Figueiredo: “É preciso matar este governo para que sobreviva a nação”. O imã dos acontecimentos neutralizava a cantilena dos revisores em cima da prova tipográfica. Dois revisores para cada texto, um escandindo a leitura e o outro correndo os olhos no texto.
Na proximidade do crepúsculo é normal o trabalhador retornar a casa, esperançoso ou ansioso, aguardando o descanso noturno, seja ele residente na cidade ou na roça.
Voltar para casa é o desejo de todos, mesmo que a sua residência seja uma choupana de taipa ou papelão, mas é um cantinho ao qual chamamos de “minha casa”.
Os sebos e suas revelações. Não apenas as raridades bibliográficas que às vezes encontramos surpresos e recompensados. Também certos achados menos nobres mas não menos pitorescos, com dedicatórias ou autógrafos revelando histórias nem sempre edificantes, histórias de descaso, de desconsideração ou simplesmente de avara ignorância. São muitas as histórias dos sebos.
Os que acreditam na influência dos astros em suas vidas devem ter ficado chateados com Parke Kunkle, professor de uma instituição americana. Segundo ele, “está errada a interpretação dos movimentos celestes usada pela astrologia para determinar os signos de acordo com a data do nascimento das pessoas”. Isso porque os mapas astrológicos, produzidos 3.000 anos atrás, estariam há muito defasados. Com a mudança no posicionamento do eixo da Terra, uma pessoa que se imaginava capricorniana, por exemplo, é na verdade de Sagitário. Um suposto taurino, como eu, pertence ao signo de Áries.
Uma das angústias da mente curiosa adolescente é saber se um quilo de pedra pesa mais do que um de pena. Tal dúvida angustiante é esclarecida a partir do estudo dos rudimentos da Cinemática, parte da Física que estuda o movimento dos corpos.
Todo preconceituoso é falso moralista e tem uma mentalidade promíscua. O pior é que muita gente exerce o preconceito com certo orgulho. Mas não deixa de ser uma manifestação de ignorância. Racismo, sexismo, discriminação étnica ou religiosa, são as formas mais conhecidas de preconceito nocivo. E assistimos essa prática encarada com naturalidade por muitos, mas que merece forte reação de quem não compactua com esse tipo de comportamento. Ainda mais quando se observa que o preconceituoso é alguém que deveria dar o exemplo de civilidade e de respeito às diferenças.
Anicius Manlius Torquatus Severinus Boethius – os registros históricos são imprecisos sobre seu nascimento; provavelmente entre 470 e 480, possivelmente em Roma, como a maioria defende. Morreu em 524, ao que se acredita, em Pavia, lugar onde repousa seus restos mortais, na basílica de San Pietro in Ciel d'Oro – em seu tratado De Institutione Musica, escrito entre os anos 515 e 520, obra, portanto, de sua maturidade, relaciona a música à conduta ética assim como ao raciocínio puro.