Paulo Renha, Ivan Santiago e eu estávamos a bordo de um avião vindo do Rio de Janeiro para cá. Paulo acabara de lançar o trici...

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Paulo Renha, Ivan Santiago e eu estávamos a bordo de um avião vindo do Rio de Janeiro para cá. Paulo acabara de lançar o triciclo Renha, sonho de todos os jovens e somente dois exemplares haviam saído da fábrica; o dele, amarelo, e o meu, preto. Renha emprestara seu triciclo para Roberto Carlos fazer as fotos de capa do seu disco recém-lançado e a revista Quatro rodas que acabara de chegar nas bancas trazia uma matéria sensacional sobre o triciclo. Ou seja, estávamos “na moda” em todo o país; éramos os playboys do Rio de Janeiro. Com a revista em mãos comentávamos sobre a matéria quando um vizinho de poltrona pediu emprestada a Quatro Rodas porque também tinha um triciclo. Paulo gelou; será que havia um concorrente no mercado? Gentilmente perguntou ao rapaz onde ele havia comprado seu triciclo e ele orgulhosamente disse que Paulo Renha, de quem era amigo de infância, havia lhe vendido. Ele disse isso AO PRÓPRIO PAULO RENHA. Foi um resto de viagem bastante divertido.

Um chiado longo como se ali por perto alguém estivesse a rasgar um pedaço grande de tecido. Em seguida, um tique-tique de igual duração...

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Um chiado longo como se ali por perto alguém estivesse a rasgar um pedaço grande de tecido. Em seguida, um tique-tique de igual duração, à semelhança da tesoura manejada pela costureira a quem as donas de casa encomendavam vestidos, saias e camisas.

I. Introdução Escrever sobre Einstein não é tarefa fácil. Sua obra científica é vastíssima. Inúmeros são os aspectos de sua trajetó...

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I. Introdução

Escrever sobre Einstein não é tarefa fácil. Sua obra científica é vastíssima. Inúmeros são os aspectos de sua trajetória como cientista e pensador que merecem ser estudados. Para começar, não é sem razão que o ano de seu début como cientista, 1905, tem sido chamado de annus mirabillis da física moderna. De fato, dos quatro artigos publicados pelo jovem Einstein nesse ano pelo menos três são considerados revolucionários, prenúncio de uma nova era científica. Como se não bastasse, dez anos depois desse início fulgurante, o mundo acadêmico foi novamente surpreendido com o que o célebre

Desvario de tempo. Igual e diverso para cada olhar. É necessário para tudo que se encontra na dimensão perceptível do momento. O espa...

Desvario de tempo. Igual e diverso para cada olhar. É necessário para tudo que se encontra na dimensão perceptível do momento. O espaço métrico de algo impalpável e, da mesma forma, concreto que se desmancha a cada instante e se reconstrói em lembrança. Ao olhar dos homens, talvez dos demais seres, o tempo se apresenta em mutações, em ritmos variáveis, quando, verdadeiro, apenas segue adiante, mesmo que em aparentes voltas, sem voltar.

Desde a Antiguidade existem advertências sobre o consumo excessivo de álcool, bebido na forma de vinho, cerveja ou hidromel em muita...

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Desde a Antiguidade existem advertências sobre o consumo excessivo de álcool, bebido na forma de vinho, cerveja ou hidromel em muitas culturas ancestrais. Em Provérbios 20:1, está escrito: “O vinho é zombador e a bebida fermentada provoca brigas; não é sábio deixar-se dominar por eles.” Na Bíblia, além dessa e de outras severas advertências, há também a ilustração dos efeitos práticos do abuso da bebida, através do episódio presente em Gênesis 9:20-21: “Noé, que era agricultor, foi o primeiro a plantar uma vinha. Bebeu do vinho, embriagou-se e ficou nu dentro da sua tenda.”

    A OUTRA RUA Não é que não tenha mais a rua A outra rua, que agora um nevoeiro Oculta. E sempre por onde o antigo Céu s...

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A OUTRA RUA
Não é que não tenha mais a rua A outra rua, que agora um nevoeiro Oculta. E sempre por onde o antigo Céu se abaixava E vinha se abaixando Quando então a enorme Cabeleira de nuvens A tudo umedecia Não é que não se tenha mais Essa rua Sempre tão submarina Que esteve em outro lado Do meu tempo

A viagem começou tão linda, entre vinhedos, livros e dólmens que já estou considerando escrever só um tantinhozinho assim bem miúdo, um...

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A viagem começou tão linda, entre vinhedos, livros e dólmens que já estou considerando escrever só um tantinhozinho assim bem miúdo, um relato muito curto, modesto e poético para contar sobre canções medievais, flores no caminho, fotos antigas e casas de pedra abandonadas. Não riam de mim. Escrever é a minha vida.

"Os melhores livros são aqueles que os leitores gostariam de ter escrito" Blaise Pascal (1623-1662) Está aí um livro ...

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"Os melhores livros são aqueles que os leitores gostariam de ter escrito"
Blaise Pascal (1623-1662)

Está aí um livro que eu gostaria de ter escrito. Pelo menos o li, o que já é um consolo. Não sei se poderia chamar de uma novela, de um livro de crônicas, quem sabe até de um romance. A autora dá um tom inédito à forma e ao estilo. São 26 relatos de 25 mulheres, cada uma com uma história para contar. Uma história de mulher.

O relógio batia 3 da madrugada do domingo, 09/04, quando recebi uma ligação para saber se era verdade tua passagem para outros uni...

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O relógio batia 3 da madrugada do domingo, 09/04, quando recebi uma ligação para saber se era verdade tua passagem para outros universos. Do outro lado da linha a voz embargada do querido amigo, me afligia, eu não sabia responder.

Não consegui mais dormir.

Como conseguiria com aquela notícia nada “bacana”?

Sem respeitar o horário, comecei enviar mensagens... precisava saber se a crueza daquela informação era verídica.

A professora Maria Auxiliadora Bezerra Borba, minha confreira no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, escreveu um livro sobre...

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A professora Maria Auxiliadora Bezerra Borba, minha confreira no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, escreveu um livro sobre a Praia de Camboinha, a mais exótica, entre todas a mais bela praia de nossa orla, que se destacava pela frequência de famílias em períodos de veraneios. Eram anos das transformações sociais e todos andavam livremente por sua areia e se banhavam nas águas sem serem importunados. Eram os anos dourados de nossa cidade vivenciados depois da metade do século passado.

Ah, esse ar de turista. Um jeito de quem não está nem aí… E não está mesmo. O mundo que ele perc...

Ah, esse ar de turista. Um jeito de quem não está nem aí… E não está mesmo. O mundo que ele percorre é outro, bem distinto do que a história soterrou.

Torres, arcadas, câmaras suntuosas onde reis dormiam com suas esposas – e, em não menos luxuosos anexos, com as belas concubinas – já não são os mesmos de outros tempos. Falta o que lhes dê vida.

Virgínia Woolf foi considerada uma grande inovadora na escrita literária da língua inglesa, principalmente pelo uso do chamado fluxo de...

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Virgínia Woolf foi considerada uma grande inovadora na escrita literária da língua inglesa, principalmente pelo uso do chamado fluxo de consciência, técnica que alterna o pensamento lógico, com impressões pessoais momentâneas e associações de ideias. E aqui descubro o nome do estilo com o qual mais frequentemente escrevo meus textos.

A família Santos Leal chegou à Parahyba, mais precisamente à cidade de Alagoa Grande, no início do século XIX. Proveniente do Recife (...

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A família Santos Leal chegou à Parahyba, mais precisamente à cidade de Alagoa Grande, no início do século XIX. Proveniente do Recife (PE), aportou ao território alagoa-grandense o mascate José Antônio dos Santos Leal, filho de portugueses residentes em Olinda, também em Pernambuco.

O avô desse José Antônio dos Santos Leal era Manuel José dos Santos Leal, próspero comerciante em Portugal e que veio para o Brasil em inícios do século XVIII, instalando-se na então Capitania de Pernambuco, onde participou ativamente da Guerra dos Mascates (1710-1711).


Em 1975, o ex-presidente Juscelino Kubitschek, então cassado e perseguido pelos militares de 1964, botou na cabeça de se candidatar a...

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Em 1975, o ex-presidente Juscelino Kubitschek, então cassado e perseguido pelos militares de 1964, botou na cabeça de se candidatar a uma cadeira da Academia Brasileira de Letras, na vaga do escritor Ivan Lins. Anunciou sua intenção a Josué Montello na manhã do dia 17 de junho daquele ano e assim justificou a inesperada decisão: “… Estou morrendo de tédio, sem saber o que fazer de mim. Não sou banqueiro, e dirijo um banco. Não sou comerciante, e tenho de comprar e vender. Sou político, e a política me mandou embora. A eleição que está no meu caminho, agora, é a da Academia”. Vejam só. Depois foi esclarecido que Jorge Amado, ao vê-lo empossado na Academia Mineira de Letras, foi quem semeou a ideia da ABL no coração de JK.

"A literatura de ficção não acabou, o que está acabando é o leitor" (Rubem Fonseca) Que seria do mundo não fossem os r...

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"A literatura de ficção não acabou, o que está acabando é o leitor"
(Rubem Fonseca)

Que seria do mundo não fossem os romancistas? Comecei minhas leituras na juventude com gibis, depois poesia e só então cheguei aos romances.

Minha porta de entrada na ficção foi através dos livros da Coleção Vagalume.

Lembram dela?

“O escaravelho do diabo”, “A ilha perdida”, “Éramos seis” e “As aventuras de Xisto” foram alguns dos meus companheiros de adolescência.

A ideia foi do jurisconsulto e historiador Humberto Mello, há algum tempo convidando-me a rever a Igreja da Guia, tão cercada e gua...

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A ideia foi do jurisconsulto e historiador Humberto Mello, há algum tempo convidando-me a rever a Igreja da Guia, tão cercada e guardada pelos elementos da terra, do mar e do rio da deterioração do tempo e da insensibilidade do homem.