Nos carnavais da minha juventude o “lança-perfume” já era uma droga proibida. Em 1961, por recomendações do jornalista Flávio Cavalcante, o...

ambiente de leitura carlos romero rui leitao carnaval antigo carnavais de outrora saudade lanca-perfume serpentina baile de carnaval

Nos carnavais da minha juventude o “lança-perfume” já era uma droga proibida. Em 1961, por recomendações do jornalista Flávio Cavalcante, o presidente Jânio Quadros, que havia sido eleito com um discurso que prometia “moralizar o Brasil”, editou o decreto de número 51.211, sete dias antes da sua renúncia, impedindo a fabricação, a distribuição e o consumo da substância em todo o território nacional. Proibição que perdura até hoje. Seu uso passou a ser feito de forma contrabandeada. Como tudo que é proibido desperta curiosidade, ficávamos interessados em conhecê-lo. Sua comercialização passou a ser clandestina. Tornou-se, então, não só um caso que merecia o olhar atento da saúde pública, mas também da polícia.

Sem saber francês, Père Hucheloup conheceu o latim; querendo ser melhor do que Carême , o chef dos reis, igualou-se a Horácio. É assim, c...

ambiente de leitura carlos romero milton marques junior erros equivoco de traducao truncada letras classicas vernaculas victor hugo horacio

Sem saber francês, Père Hucheloup conheceu o latim; querendo ser melhor do que Carême, o chef dos reis, igualou-se a Horácio. É assim, com uma ironia sutil, que Victor Hugo comenta uma distorção fonética, que, ajudada pelas intempéries, virou uma distorção ortográfica e acabou emulando Horácio, o poeta latino.

Baraúna! Assim o chamavam alguns amigos e conhecedores da longevidade de certas árvores da flora brasileira. Referiam-se à força vital que ...

ambiente de leitura carlos romero saulo mendonca reminiscencias de infancia saudade do pai longevidade barauna bucolismo telurico lembrancas do pai

Baraúna! Assim o chamavam alguns amigos e conhecedores da longevidade de certas árvores da flora brasileira. Referiam-se à força vital que tinha o meu pai, o seu vigor, tal qual essa árvore nordestina da família das “brauna Schott”, ainda hoje conhecida pela sua resistência ao tempo e à vida.

“Só em olhar para o senhor a gente já se sente melhor” - era assim que Carlos Romero , nosso pai, se anunciava logo que entrava no consultó...

ambiente de leitura carlos romero germano romero marco aurelio barros hospital samaritano dedicacao amor ao proximo competencia exercicio medicina conduta exemplar profissionalismo medico

“Só em olhar para o senhor a gente já se sente melhor” - era assim que Carlos Romero, nosso pai, se anunciava logo que entrava no consultório de Dr. Marco Autélio Barros.

Alguém me disse que caligrafia está caindo em desuso. Para quê — perguntam? Ao toque de teclados de computador e semelhantes é possível ele...

ambiente de leitura carlos romero jose leite guerra saudades da caligrafia manuscrito habito escrever mao vicio de teclar

Alguém me disse que caligrafia está caindo em desuso. Para quê — perguntam? Ao toque de teclados de computador e semelhantes é possível elevar o pensamento ou o trabalho escrito com muito mais facilidade.

Gratidão Vim de um agreste triste. Seco de palavras, Árido de afetos, Encarquilhado de carinhos.

ambiente de leitura carlos romero irenaldo quintans poema gratidao joao pessoa raizes familia sucesso pessoal


Gratidão


Vim de um agreste triste.
Seco de palavras,
Árido de afetos,
Encarquilhado de carinhos.

O vírus veio e trouxe para ela o fantasma da violência. O vírus é um depurador: quem era bom, melhor ficou; quem era ruim, em péssimo se tr...

ambiente de leitura carlos romero adriano de leon conto tragedia pandemia violencia a mulher traicao amantes conivencia familia drama domestico covid consequencia coronavirus

O vírus veio e trouxe para ela o fantasma da violência. O vírus é um depurador: quem era bom, melhor ficou; quem era ruim, em péssimo se transformou.

Ausente das ruas desde o início de março, quando se deu a posse do professor Milton Marques na Academia, e como tudo hoje corre mais que d...

ambiente de leitura carlos romero cronica gonzaga rodrigues joao pessoa rio sanhaua historia da cidade literatura paraibana

Ausente das ruas desde o início de março, quando se deu a posse do professor Milton Marques na Academia, e como tudo hoje corre mais que depressa, não faço ideia, neste dia da cidade, como anda o projeto da Prefeitura para o rio Sanhauá. Torcia por ele sem conhecer os detalhes. Mas como sempre desejei refazer o caminho que foi a rota, sem alternativa, da navegação da história, do comércio, do rei e dos primeiros presidentes republicanos que para aqui se botavam, acompanhei ansioso o andamento dessa reincorporação do Sanhauá à paisagem útil e viva da cidade.

Cidade mais velha quatro centos e um tanto agora de máscara sem viço, sem rosto vivida e sem vida agosto em desgosto

ambiente de leitura carlos romero germano romero poesia aniversario cidade cidade joao pessoa


Cidade mais velha
quatro centos
e um tanto

agora de máscara
sem viço, sem rosto
vivida e sem vida
agosto em desgosto

Ela estava sentada e colocaram várias toalhas sobre suas costas para que os filhos pudessem se despedir, com um abraço. Seria o último, mas...

ambiente de leitura carlos romero rosa aguiar saudade avo tubercuslose pandemia asilo despedida

Ela estava sentada e colocaram várias toalhas sobre suas costas para que os filhos pudessem se despedir, com um abraço. Seria o último, mas eles não sabiam disso. Eram pequenos demais para entender que não existia nem cura nem vacina para a tuberculose. Era início dos anos 1940. A doença era romantizada porque os artistas foram grandes vítimas. Ficavam sem comer para comprar tintas e telas, e adoeciam.

Postagens mais visitadas