Desde que o russo Semyon Kirlian fotografou a aura das plantas, há 84 anos, que mais pesquisas científicas se intensificaram em busca...

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Desde que o russo Semyon Kirlian fotografou a aura das plantas, há 84 anos, que mais pesquisas científicas se intensificaram em busca dos mistérios do mundo vegetal, em que há muito mais coisas do que imagina a nossa sã filosofia. E tudo vem servindo para se concluir que esses seres, tão especiais e importantes para nós, também têm sentimentos.

Era a nota que faltava à teimosia de uma crônica que nunca soube como começa e menos ainda como termina. De que procedência, ...

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Era a nota que faltava à teimosia de uma crônica que nunca soube como começa e menos ainda como termina.

De que procedência, essa nota?

Nos anos setenta animava-me o sonho de leitor literário ou de boa parte dos leitores do gênero de se transpor inteiro na ventura libertária de uma criação superior às rígidas limitações da vida. De superar essas limitações não só esconjurando-as no endereço da consciência social mas ajudando na formação dessa consciência. A sensibilidade que a lógica e a retórica não conseguiram ferir, uma brochura como a que me fez conhecer o escrivão Isaías Caminha mudou profundamente a direção de toda uma vida.

Os europeus que vieram nas primeiras embarcações que chegaram ao Brasil, nas primeiras décadas do século 16, se deparavam com a opulênc...

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Os europeus que vieram nas primeiras embarcações que chegaram ao Brasil, nas primeiras décadas do século 16, se deparavam com a opulência da vegetação do litoral. “Ao longo do mar eram tudo barreiras vermelhas: a terra he toda chãa, chea d'arvoredo”, anotou, em 1531, no seu Diário de Navegação Pero Lopes de Souza, que viria a ser o primeiro “dono” de trinta léguas de terras, recebidas em doação do rei português D. João III, que iam da ilha de Itamaracá à Baía da Traição, o que incluía a área do atual Estado da Paraíba.

Em Veneza há uma lenda consolidada, a de que os amantes que passam de gôndola debaixo da bela Ponte dos Suspiros estarão apaixonados pa...

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Em Veneza há uma lenda consolidada, a de que os amantes que passam de gôndola debaixo da bela Ponte dos Suspiros estarão apaixonados para sempre. Hollywood ajudou muito com cenas de beijos sob a ponte.

Mas há outra versão, muito distante dos suspiros de amor. Um dos mais famosos pontos turísticos de Veneza, a construção em estilo barroco data de 1603 e foi projetada pelo arquiteto Antonio Contino. Com 11 metros de largura, inteiramente feita de pedra de Istria, uma rocha calcária, a Ponte dos Suspiros é toda fechada e coberta. Tem apenas duas janelas com barras de pedra. É que ela servia para ligar dois prédios, o Palácio Ducal e as Prisões Novas, o primeiro edifício do mundo a ser construído para ser uma prisão.

Venho falar-vos de Beethoven , Luiz de Beethoven. Não apenas o Beethoven das partituras, das notas musicais, mas o Beethoven, homem...

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Venho falar-vos de Beethoven, Luiz de Beethoven. Não apenas o Beethoven das partituras, das notas musicais, mas o Beethoven, homem de ideias, Beethoven filósofo. Como se sabe, ele não foi um temperamento essencialmente musical. Teve outras preocupações que não só artísticas. “Aos vinte e oito anos eu já era filósofo” — exclamava ele no seu Testamento de Heiligenstadt.

Ouvi a frase que intitula este artigo de um homem simples, sem escolarização formal, mas com a consciência bem azeitada sobre a triste ...

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Ouvi a frase que intitula este artigo de um homem simples, sem escolarização formal, mas com a consciência bem azeitada sobre a triste condição do Brasil. Como sempre digo, o fato de ser analfabeto ou de não ter uma escolaridade formal e completa, em que se inclui o curso superior, não descredencia a inteligência de ninguém. Muitas vezes, pessoas assim são mais inteligentes e perspicazes do que muito doutor de anel no dedo e de título acadêmico.

Certa vez, numa entrevista, perguntaram a Hebe Camargo se ela tinha medo de morrer. Ela falou que não. O que sentia era pena de deixar ...

Certa vez, numa entrevista, perguntaram a Hebe Camargo se ela tinha medo de morrer. Ela falou que não. O que sentia era pena de deixar de viver, porque havia muito ainda a ver e a fazer.

É assim que tenho me sentido nos últimos tempos quando saio dos shows a que tenho assistido. Eu me coloco no lugar dos que, mesmo após os setenta, oitenta anos, conseguem se reinventar e continuam fazendo sucesso com os fãs do seu tempo e os de agora, pelo que podem significar para uma geração inteira de filhos e netos que não os conheceu à época deles, mas sabe que existem na memória dos pais e avós.

Naquele começo de tarde de 1995 – ou 6, consigo ainda, em dado momento, rever-me em minha ativida...

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Naquele começo de tarde de 1995 – ou 6, consigo ainda, em dado momento, rever-me em minha atividade diária da pintura: aos poucos, muito lentamente vou delineando uma figura masculina como elemento central do quadro. O primeiro plano é ocupado por este elemento humano, sentado em um banco de pintor. Ele tem o torso nu, descamisado. Ao lado dele há um garoto. O desenho havia se modelado pela memória de meu filho que já não vivia comigo. Passados 28 anos, consigo ainda lembrar alguns detalhes daquele momento.

Ela foi a terceira pessoa a descer do ônibus das 19 horas, da Sopa, no dizer do pessoal do Interior, por volta de 1960. É termo alusivo...

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Ela foi a terceira pessoa a descer do ônibus das 19 horas, da Sopa, no dizer do pessoal do Interior, por volta de 1960. É termo alusivo ao prato típico das refeições coincidentes com o horário daquelas idas e vindas. Sempre assim: jantar à mesa no santo recesso dos lares e, lá fora, sem falha, a buzina tocada pelo motorista Hilário, da ponta da praça.

Reencontrei o amigo querido na padaria Bonfim depois de muitos anos, na verdade desde os tempos em que estudáramos no IPEP de Dona Mar...

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Reencontrei o amigo querido na padaria Bonfim depois de muitos anos, na verdade desde os tempos em que estudáramos no IPEP de Dona Maria Bronzeado. Do abraço apertado sentamos ao redor de uma mesa e ele começou a contar sua vida errática de empreiteiro.

Tive algumas experiências com a palavra. Claro que escrever romances é bem diferente de escrever poemas, para os quais você puxa o fre...

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Tive algumas experiências com a palavra. Claro que escrever romances é bem diferente de escrever poemas, para os quais você puxa o freio de mão. Nos dois casos, porém, as palavras são utilizadas e, em geral, lidas em silêncio.

Aí fiz teatro, e vi atores dizendo tudo aquilo em alto e bom som, dando vida ao que eu criara. Fiz cinema e eu mesmo disse falas e vivi as que escrevera, como se as trouxesse pra outra dimensão.

Ah, os poetas! Se não conhecê-los, como sabê-los? Dizem que quando Deus cuidou de esparramar gente por esse mundão, dividiu a humanidad...

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Ah, os poetas! Se não conhecê-los, como sabê-los? Dizem que quando Deus cuidou de esparramar gente por esse mundão, dividiu a humanidade em duas categorias, os poetas e nós. Eles (estou me referindo aos poetas) são definitivamente criaturas diversas da outra banda onde está a turma do “nós”, em que me incluo.

Serei um andarilho viajante, percorrendo diversos estados deste vasto país. Durante minhas jornadas, vivi experiências únicas e aprend...

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Serei um andarilho viajante, percorrendo diversos estados deste vasto país. Durante minhas jornadas, vivi experiências únicas e aprendi valiosas lições com os mais velhos. Eles, por vezes, se mostraram confusos e frustrados, incapazes de realizar seus próprios desejos devido à criação severa e equivocada que receberam de seus pais.

No silêncio da madrugada de Arara, o galo cantou repetidas vezes e recordei tantas ocasiões semelhantes quando morava no sítio. Acorda...

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No silêncio da madrugada de Arara, o galo cantou repetidas vezes e recordei tantas ocasiões semelhantes quando morava no sítio. Acordado por esse canto do galo madrugador bem próximo, tentei descobrir de onde vinha seu cantar, como fazia no tempo de menino camponês, enquanto dormia o sono dos justos.

As alucinações são características das manifestações delirantes, podendo ocorrer tanto de forma individual quanto em grupo. Um dos se...

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As alucinações são características das manifestações delirantes, podendo ocorrer tanto de forma individual quanto em grupo. Um dos seus sintomas mais intensos é o delírio religioso, que se classifica nos critérios estabelecidos pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM). Sigmund Freud (1856 - 1939), psiquiatra e psicanalista austríaco, em seu artigo intitulado O Futuro de uma Ilusão (1927), afirmou: "A ilusão religiosa é a mais implacável e persistente, ela está ligada a um impulso e se aproxima dos delírios psiquiátricos". Essa falha psíquica pode incluir a projeção de grandiosidade,

      TRISTEZA NO OLHAR Quem me vê, assim, contente, Sorrindo por todo canto, Não percebe que o meu pranto, Habita em mim, aq...

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TRISTEZA NO OLHAR
Quem me vê, assim, contente, Sorrindo por todo canto, Não percebe que o meu pranto, Habita em mim, aquiescente. Sinto o que o coração sente, Preciso compartilhar, Escrever, desabrolhar, O meu verso é profundeza, E o meu olhar traz tristeza, Muita tristeza no olhar.