— Mãe, vamos ver a exposição do Chagall? O convite do filho – duplamente especial por ser ele um artista – chegou como sopro de ar fresc...
Um violinista sem fronteiras
O convite do filho – duplamente especial por ser ele um artista – chegou como sopro de ar fresco num dia em que a comédia humana se exibia em episódios cada vez mais despudorados nas redes sociais. E era Chagall! Eu jamais havia visto um quadro dele ao vivo. E isso, bem sei, muda tudo. Sem falar que é o pintor judeu por excelência e eu ansiava por sentir a alma judaico-russa transbordando nas telas.
Você já tentou abrir a tela vazia do seu computador e se determinar a escrever qualquer coisa, algo simples, coloquial, besteiras de amor,...
Paixão
Não é tão simples assim. Você escreve, apaga, torna a escrever, apaga e nestes infinitos gestos vão-se os minutos, os segundos e acaba a primeira hora.
Quando o jornalista e imortal da Academia Paraibana de Letras, Helder Moura, publicou O incrível testamento de Dom Agapito , em 2018, fui ...
Helder, surpreendente
Lindas lembranças que têm se assenhorado de minhas noites — e possivelmente do “inconsciente” aliado à minha percepção — me fazem exalta...
Em busca da minha infância recifense, linda e finda
“Vandalismo” é o único poema com características simbolistas que aparece no “Eu”. Os outros o poeta deixou de lado, e os críticos hoje lhe...
Vandalismo
O leitor sabe. Há muitos momentos na vida em que o que mais queremos, o que mais precisamos é simplesmente fugir da realidade que nos opri...
Fugir da realidade
Muita coisa tem diminuído no mundo. Meus amigos reclamam que o biscoito wafer mais parece uma hóstia recheada. Minha tia afirma que o xamp...
Minimalismos esdrúxulos
Meu amigo viajadeiro reclama das poltronas de avião e diz que a rodelinha do biscoito recheado parece mais bolinho de goma! As pastas de dente eram volumosas quando vinham em recipientes de metal. Eu mesmo me recuso a
Categorizados por Allan Kardec como fenômenos de emancipação da alma, o sono e os sonhos são indicativos de que o Espírito encarnado nu...
O sono e os sonhos
Durante o sono, apenas o corpo repousa, pois o Espírito não dorme; aproveita-se do repouso do corpo e dos momentos em que a sua presença não é necessária para atuar isoladamente e ir aonde quiser, no gozo então da sua liberdade e da plenitude das suas faculdades. Durante a encarnação, o Espírito jamais se acha separado completamente do corpo; qualquer que seja a distância a que se transporte, conserva-se preso sempre ao corpo físico por um laço fluídico , que serve para lembrá-lo de retornar a este, desde que a sua presença ali se torne necessária. Somente a morte rompe esse laço. [1]
Era 1960. Da casa do meu avô, em Alagoa Grande , no interior da Paraíba, eu ouvia, incontáveis vezes durante o dia, vindo de um alto-falan...
Um esquecido cantor popular
Como é bom ouvir grilos e sapos nas noites úmidas que antecedem o doce e adorável inverno... Nenhum “insight”, nenhum estado “alfa”, ou se...
Bobagens que não interessam
“Muitos serão chamados, poucos serão escolhidos”. Não, não se trata da passagem bíblica, encontrada no Evangelho de Mateus (22,14), sobre...
Augusto dos Anjos, leitor de Haeckel
ECOS Há sons que nos acompanham, indefinidamente, mensagens subliminares, para sempre em nossa mente. Não me esqueço da t...
Memória
Há sons que nos acompanham, indefinidamente, mensagens subliminares, para sempre em nossa mente. Não me esqueço da toada da chuva grossa no telhado da velha casa onde por muitos anos morei. Como não lembrar da melodia dos dobrados executados pela Filarmônica nas alvoradas inesquecíveis pelas ruas da cidade? Ficou também o repique do sino da igreja avisando que uma criança estava sendo sepultada ou que a missa iria começar.
Quando inexistem pensamentos e diretrizes saudáveis, fica impossível ter uma mente em harmonia. As dores não conseguem assumir suas real...
Desejar, querer…
É possível superar e conviver com a dor, para isso se faz necessário refletir e renovar as energias de se bem-querer.
É história com quase 70 anos. Não sei dizer, exatamente, que idade eu então completava. E, creiam-me, não é para escondê-la. Mas acordei n...
Rasantes
O retrato, um instantâneo em preto e branco surrupiado de algum arquivo de jornal, cai da minha pasta de guardados. O que pretende Zé Ra...
Como uma folha solta
O que pretende Zé Ramalho dizer-me?
Está aqui do jeito que o conheci, suponho que nos seus cinquenta anos. Terno branco, gravata borboleta, valorizados pelo rosto duro, menos cheio e de linhas mais incisivas que o do filho Arael. Os óculos de lentes brancas acentuando ainda mais o ar de dureza.























