Alguns empresários que disputaram a eleição de uma associação aqui na Paraíba decidiram criar um grupo de zap para orientar suas ações durante a campanha. Perderam a eleição, porém o grupo de zap continuou ativo, composto por pessoas que tinham perfis absolutamente diversos. Seguiram assim até que, um dia, alguns integrantes do grupo começaram a convidar os demais, com urgência, para uma manifestação que estavam fazendo naquela hora em favor de Bolsonaro. Mandavam fotos e vídeos, reclamando a presença de todos naquele ato.
“O combinado é o justo? E o justo é o combinado?” Semanticamente, essas frases fazem um malabarismo perigoso. “Combinado” é algo contingente, temporal, muitas vezes fruto de poder assimétrico, cansaço ou pura preguiça. “Justo”, por sua vez, carrega a pretensão de algo que transcende o mero acordo, pelo menos na tradição ocidental que ainda fingimos respeitar.
Quando a Paraíba, por ocasião do centenário de nascimento de Augusto dos Anjos, procura a maneira mais justa e expressiva de reverenciar a memória do poeta que se disse, liricamente, “a mais hedionda / generalização do
Augusto dos Anjos ▪️ Arte: Tonio
desconforto”, não poderia encontrar melhor direção que esta: expor as oscilações da crítica brasileira, há 72 anos, intentando percorrer as veredas inóspitas e solitárias do EU.
Estou com saudade do amigo Joe. Esse camarada só tem um defeito: quase não fala português. O pouco que aprendeu da “última flor do Lácio” deve-se ao casamento com Iracema, no tempo em que as Iracemas muito voavam para a América, como na canção de Chico. Casamento de conveniência, digamos assim. Ela precisava do green card e, ele, daquela morena de cintura fina e riso largo. Os dois tiveram um namorico em João Pessoa quando Joe por aqui pôs os pés pela primeira vez.
Dear God: o diário de Fever constrói-se como uma narrativa de forte densidade emocional e política, ancorada em um dos períodos mais sensíveis da história brasileira: a década de 1960. Mais do que um romance de formação, a obra se apresenta como um testemunho íntimo de uma consciência em conflito, onde o gesto de escrever ultrapassa a dimensão confessional e assume contornos de resistência.
O Espiritismo é uma doutrina de caráter científico, filosófico e religioso, revelada pelos Espíritos Superiores sob a coordenação do Espírito da Verdade e codificada por Allan Kardec no século XIX. Fundamenta-se em princípios que buscam explicar a origem, a natureza e o destino do Espírito, bem como sua relação com o mundo material e espiritual.
Nos dias em que a realidade se apresenta como um campo de batalhas entre conflitos e desigualdades, é comum nos sentirmos sobrecarregados. As atrocidades que permeiam a sociedade — guerras, crises sociais e discussões acaloradas — podem nos conduzir a um estado de angústia e impotência. No entanto, é precisamente nesse cenário que a filosofia diária se revela uma aliada poderosa,
TRADUTTORE TRADITORE (Tradutor traidor) — diz o aforismo italiano, em trocadilho... que não se repete em português, num dos melhores exemplos de que todo CONHECIMENTO É realmente APROXIMADO, como assegura o célebre ensaio de Gaston Bachelard.
Já faz um tempinho que fui dar uma espiadela em meu saldo bancário e descobri que o valor correspondente à minha aposentadoria não havia sido depositado. Mais um aborrecimento, dentre muitos que tenho suportado de nossa Previdência. O primeiro foi quando fizeram os cálculos para estipular o valor do benefício que me caberia e criaram novas regras desconsiderando anos e anos que contribuí com os cofres do governo. Vieram outros e finalmente esse que comecei
No natural da vida, o esquecimento, a ausência de ensaios. O passado pode ser presente e o presente já é passado, ou já é futuro? A primavera e o seu improviso de trazer flores nunca iguais, mas sempre condensando eflúvios e belos tons multicoloridos. As estações desse ciclo estão para nos recordar o que fizemos em cada etapa.
O poeta Murilo Mendes nasceu há 125 anos, precisamente no dia 13 de maio de 1901, e para lembrar da data retorno a seus livros carregando interrogações. A sua poesia sempre respondeu às minhas ansiedades e apontou caminhos místicos.
É padecer no paraíso! Só um homem pode ter inventado uma definição dessas, a exaltar-nos a esse lugar impossível de se chegar e minimizar a dor de ser mãe com a promessa desse lugar divino.
Escreve bem quem pensa bem. Uma das condições para isso é evitar erros lógicos, que denotam falhas no raciocínio e afetam a coerência. Tais erros comprometem qualquer tipo de texto, mas são especialmente nefastos naqueles (como o dissertativo-argumentativo) em que o rigor na articulação das ideias é fundamental.
Cada um tem sua própria maneira de encontrar a felicidade, e ela se molda ao tamanho de quem a sente.
Para uns, ela chega com o entusiasmo de um novo amor, aquele que vira o mundo de ponta-cabeça. Para outros, ela mora na quietude de uma tarde com os netos, entre o cheiro de bolo assando
Voam notas de rock'n'roll, e eu imito o velho balanço de corpo que tantas vezes rodopiou nas pistas de dança da Notorius ou de Arnaldo. Bruce Springsteen, “Dancing in the Dark”, e meu coração se aquece.
O leitor acredita? Eu, sim. Não por experiência própria, mas pelas dos outros, colhidas aqui e acolá ao longo dos anos. São tantas as histórias fidedignas que simplesmente não dá para ignorá-las. Sim, milagres acontecem. E com mais frequência do que imaginamos. Creio mesmo que acontecem todos os dias, uns mais ostensivos, outros, mais discretos, em todos os lugares do mundo. Estão aí como testemunhos dos mistérios da vida, verdadeiras lições de humildade. Sim, eles acontecem.