A paisagem do Engenho Olho d'Água, onde nasceu e aprendeu a ser silencioso, ouvindo o vento uivando pelos canaviais, nunca abandonaria José Américo. O vento, se esparramando nos telhados das casas de sua pequena cidade, carinhosamente,
No cenário do Brejo de Areia, repleto de serras e verde por todos os lados, um lenitivo para os olhos, José Américo de Almeida se fez ho...
A paisagem rural nunca saiu de José Américo
A paisagem do Engenho Olho d'Água, onde nasceu e aprendeu a ser silencioso, ouvindo o vento uivando pelos canaviais, nunca abandonaria José Américo. O vento, se esparramando nos telhados das casas de sua pequena cidade, carinhosamente,
A Semana Santa sempre nos lembra de uma crônica de Carlos Romero, chamada “Tirem Jesus da cruz”, em que ele apela à sensibilidade cristã p...
Páscoa que não é de todos
– Filho, quando você sentir o cheiro do lobo, corra sem olhar para trás. Corra, o mais rápido que puder — disse o rei dos cervos para seu ...
Fraquezas e medos
– Pai, você possui esses enormes e poderosos chifres, é mais veloz e maior que os lobos, por que tem tanto medo deles?
Recentemente alguém me enviou um zap com uma oferta curiosa: vender curtidas nas redes sociais. Por certa quantia ele poderia fazer com qu...
Paraíso fake
Como leitor, hoje em dia se um autor quiser me conquistar logo de cara escreva capítulos curtos. E que a edição seja em letras de razoáv...
Fôlego e vista curtos
I Vai, vai, vai, começar a brincadeira, Tem charanga tocando a noite inteira. Vem, vem, ver o circo de verdade, Tem, tem, tem picadeiro ...
O circo
Muito tempo faz que não sei de Nequinho. Nunca uma carta, um telegrama, uma notícia qualquer. Nada. Se eu soubesse alguma coisa do paradeiro dele, uma referência qualquer, iria procurar por ele, arrancar de dentro de mim esse pedido de perdão engasgado por quase trinta anos. Só queria que ele me escutasse, uma chance apenas para que eu pudesse pelo menos tentar explicar aquela decisão que transtornou irrecuperavelmente minha vida.
No final de 1848, irrompia no Recife um levante armado que ficou para a história com o nome de Revolução Praieira, em razão da sede do jor...
O rebuliço causado pela derrubada de uma gameleira secular
Alfredo da Rocha Vianna Filho, nada menos que Pixinguinha. Foi compositor, instrumentista, regente, arranjador e um dos maiores músicos ...
Pixinguinha, carinhosamente
Nasceu no bairro da Piedade, zona Norte do Rio de Janeiro, no século XIX.
Os dias amanheciam tristes, naquele tempo, sem que se soubesse exatamente o porquê. A coisa foi acontecendo paulatinamente. Ao fim e ao ca...
A ópera
A maior das astúcias do Demo é nos convencer de que ele não existe. Acrescento que a maior das imposturas do Mal é nos persuadir de que es...
Contra o mal, a ressurreição
A árvore fantasma Agarrada só aos galhos do que já foi não é nem sombra desfolhou-se, desnudou-se dos frutos perdeu-se das ...
A máquina e o tempo
Agarrada só aos galhos do que já foi não é nem sombra desfolhou-se, desnudou-se dos frutos perdeu-se das folhas, tiraram-lhe a fantasia reduzida a ser espectro, fantasma sem assombro reflexo da morte, que ainda guarda poesia faz pose para uma foto, mas sem sorriso a árvore adoecida, já não adocicada suspensa pelo tronco teimoso sustento do inerte esqueleto pobre planta destituída
Depois de dois anos contidos por todos os meios imagináveis (do uso de máscaras à proibição de viajar) finalmente pudemos usar umas passa...
A pandemia acabou... na Europa
Já no embarque em Recife a primeira surpresa; não nos pediram qualquer teste covid. Um único senão; mãe Leca dirigiu-se a mim enquanto estávamos no restaurante esperando o embarque: “- Lindinho, você vai tomar algo?”. Antes que eu respondesse, o garçom virou para ela e respondeu: “- Não, obrigado, só quando largar o serviço.” Dei-lhe um esbregue que o fela correu e escondeu-se na cozinha. Nem Will Smith faria melhor.
É nas quartas-feiras, a mais fresca de todas, tanto pelo ar que recebe da compacta reserva florestal da cidade, quanto pela frescura mesma...
A feira de Jaguaribe
Fico a imaginar a cena. Um homem modestíssimo, sem prendas nem rendas, em cima de um burro, a transpor em triunfo a Porta Dourada de Jer...
Domingo de Ramos
Um burro, sim, símbolo da paz e do trabalho. Não um cavalo em cujo lombo reis e generais pisavam, e ainda pisam, terras e povos conquistados. Não nesse bicho hoje representado pela força mecânica dos motores em tanques e carros blindados.
Quantas convicções eu já adquiri? Tenho diante de mim tantas agitações como se quase nada do caminho tivesse sido percorrido. Sinto que te...





















