A Casa de José Américo está resgatando o que se escreveu sobre o livro A Paraíba e seus problemas , nestes cem anos de presença do li...

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A Casa de José Américo está resgatando o que se escreveu sobre o livro A Paraíba e seus problemas, nestes cem anos de presença do livro na biblioteca brasileira de estudos regionais.

Em sua 1ª edição de 1923, objetivava-se, de imediato, “expressar ao sr. Epitácio Pessoa o reconhecimento da Paraíba pelos benefícios outorgados como solução do problema das secas; perpetuar num livro a história desse esforço redentor.”

Parei de contar os anos. Percebi isso em duas situações: a primeira quando disse minha idade errada para um colega. Noutra, quando meu ...

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Parei de contar os anos. Percebi isso em duas situações: a primeira quando disse minha idade errada para um colega. Noutra, quando meu pai errou minha idade e ele mesmo fez a retificação. Nem eu havia notado. Mas, por que em ambas as situações houve uma redução algorítmica? Talvez um anseio por querer parar o tempo ou regressar?

Nos anos 1980, eu era um garoto de 14 anos, quando li, na sessão de cartas de um gibi de super-heróis, o telefone e o endereço de E...

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Nos anos 1980, eu era um garoto de 14 anos, quando li, na sessão de cartas de um gibi de super-heróis, o telefone e o endereço de Emir Ribeiro . Ele já era um quadrinhista renomado, com desenhos publicados nos Estados Unidos.

No final de dezembro de 1878, um jornal do Rio de Janeiro publicava uma notícia, vinda de Nova York, com declarações que foram dadas po...

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No final de dezembro de 1878, um jornal do Rio de Janeiro publicava uma notícia, vinda de Nova York, com declarações que foram dadas por um auxiliar do inventor Thomas Edison:

“Há poucos dias o preparador do laboratorio de Melon Park e ajudante do celebre inventor do phonographo declarou em uma conferencia publica que em breve não só as ruas e praças de Nova York,

Domenico Di Masi se despediu da vida na semana passada. O sociólogo italiano que se tornou famoso também pelo conceito de "ócio c...

Domenico Di Masi se despediu da vida na semana passada. O sociólogo italiano que se tornou famoso também pelo conceito de "ócio criativo", segundo o qual o ócio, longe de ser negativo, é um fator que estimula a criatividade pessoal. Conceito esse que foi contra tudo o que aprendemos desde a sociedade vitoriana com o seu senso de dever, ao capitalismo selvagem, em que tempo é dinheiro e você vale pelo que produz. O irônico é que, em mais de 40 obras, Di Mais escreveu sobre o trabalho. A atividade intelectual sempre foi renegada a um lugar às margens, como também a atividade artística. A de professora igualmente, pois pensa-se que o conhecimento cai feito um facho de luz nas nossas cabeças. E que os livros são objetos diletantes. Também.

A quanto dista o zelo do cientista ao abuso apaixonado do poeta com a palavra? Aprendi assim, colhendo poesia no coração lúdico das p...

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A quanto dista o zelo do cientista ao abuso apaixonado do poeta com a palavra?

Aprendi assim, colhendo poesia no coração lúdico das pessoas; era um tempo em que desconhecia o bombear cardíaco, apesar de sentir aquela aceleração gostosa no peito - condição comum para os apaixonados platônicos de todos os tempos.

O tão conhecido primeiro verso de “Art Poétique”, de Paul Verlaine, “De la musique avant toute chose” , encaminha o leitor, aparentemen...

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O tão conhecido primeiro verso de “Art Poétique”, de Paul Verlaine, “De la musique avant toute chose”, encaminha o leitor, aparentemente, para o entendimento da poesia como música, no sentido restrito de musicalidade. Será isto mesmo? Na discussão do que é ou do que não é literatura, esta formalidade que reveste a criação com a palavra, o poeta francês busca a música ou ele, sutilmente, vai além e a entende à maneira dos gregos, à maneira de Platão, μουσική, definida como as artes de todas as Musas? Fico com a segunda possibilidade.

Meus pais me levaram a São Paulo quando eu tinha 4 anos. Foi a primeira vez que viajei de avião e provavelmente deve ter sido a bord...

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Meus pais me levaram a São Paulo quando eu tinha 4 anos. Foi a primeira vez que viajei de avião e provavelmente deve ter sido a bordo da Panair. Não lembro de quase nada, afora um terno branco com o qual me vestiram para aquela viagem. Lembro porque há uma foto registrando o momento.

Faz bem se ele resolver sair, nesta chuva que escorre rápida pelos regos e açoita vidraças. Precisa comprar o presente para o aniversár...

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Faz bem se ele resolver sair, nesta chuva que escorre rápida pelos regos e açoita vidraças. Precisa comprar o presente para o aniversário do próximo sábado. A bota que gostava de usar está com cicatrizes de remendos. Ainda trocou o pijama azul pelo casaco de couro, ficou pestanejando, a olhar as bátegas caírem com estrondo, enquanto a mulher, o rapaz e a moça, friorentos, se agasalhavam nos quartos e nos cobertores. Ninguém desejava que ele saísse numa tarde daquelas balançada pelo toró ameaçador em permanecer noite adentro. Não queria deitar-se, embora escutasse o apelo da família enrodilhada nos abrigos domésticos.

Janeiro de 1997. Ocupava eu uma das salas alugadas na Avenida Dom Pedro II, em João Pessoa, pelo “Jornal do Commercio”, do Recife, quan...

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Janeiro de 1997. Ocupava eu uma das salas alugadas na Avenida Dom Pedro II, em João Pessoa, pelo “Jornal do Commercio”, do Recife, quando a secretária avisou: “Está aqui o prefeito de Monteiro à sua procura”. Levantei-me para receber o velho amigo Carlos Batinga e, antes de qualquer cumprimento, ouvi dele: “Eu não falei que te levaria à nascente do Rio Paraíba? Pois estou aqui para combinarmos a viagem”.

Um dia, em plena pandemia da Covid-19, achei de dar uma olhada, ao cair da tarde, na Rua Gabriel Malagrida (Beco da Faculdade de Direi...

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Um dia, em plena pandemia da Covid-19, achei de dar uma olhada, ao cair da tarde, na Rua Gabriel Malagrida (Beco da Faculdade de Direito). Logo ao entrar, antes de descer as escadarias para a General Osório, imaginei estar em um mirante para o poente, que me permitiu vislumbrar um manto de luz no céu se projetando sobre o calçamento, deixando o beco com aquela aparência mágica de uma vereda iluminada para o infinito.

Sim, foi ela, a professora Neide Medeiros que fez acender esta velha chama que eu mantinha a salvo de minhas vontades. Eu havia prometi...

Sim, foi ela, a professora Neide Medeiros que fez acender esta velha chama que eu mantinha a salvo de minhas vontades. Eu havia prometido não tocar mais no assunto, mas não resisti à sutil provocação da querida e mais recente imortal de nossas letras. Explico.

Terça-feira, 5 do corrente mês, manhãzinha ainda, Fred me aparece à hora do meu desjejum trazendo à boca este poderoso rotativo embrulhado num saco plástico transparente. Sim, esse meu camarada de quatro patas, como costumeiramente faz, trouxe-me o “A União” do dia.

Já conhecíamos boa parte do trabalho de Hélder Moura, desde os anos em que ele se fez diariamente presente nas residências dos paraiban...

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Já conhecíamos boa parte do trabalho de Hélder Moura, desde os anos em que ele se fez diariamente presente nas residências dos paraibanos como repórter e jornalista dos mais atuantes, nos noticiários das TVs locais, sempre elegante e competente. Como colunista dos impressos, Hélder se destacou, por muito tempo, como cidadão sintonizado, bem informado e preocupado com a situação política do estado e do país, defendendo suas convicções com coragem e contundência.

Contam que Dom Pedro II costumava dizer que, se não fosse Imperador, seria professor. Ainda irei confirmar isso com Lau...

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Contam que Dom Pedro II costumava dizer que, se não fosse Imperador, seria professor. Ainda irei confirmar isso com Laurentino Gomes, o maior especialista no estudo de nossa Monarquia. Em diversas ocasiões o imperador brasileiro demonstrou afeição pelo Magistério, pois teve gestos concretos ao patrocinar a Ciência e sempre estava com olhar benevolente para as Artes.

“Eu sou Kala, o tempo, destruidor de mundos, manifestado em minha plenitude para o extermínio da linhagem humana. Nenhum sequer dos...

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“Eu sou Kala, o tempo, destruidor de mundos, manifestado em minha plenitude para o extermínio da linhagem humana. Nenhum sequer dos guerreiros dos dois exércitos inimigos escapará da morte”.
Krishna. Bhagavad-Gita.

Quando o que fui neste mundo estiver reduzido a cinzas, o que terá valido a pena? Penso enquanto o carro percorre uma estrada empoeirada.

A expressão em latim memento mori costumava ser pronunciada em Roma Antiga, onde eram realizados grandiosos desfiles em homenagem ...

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A expressão em latim memento mori costumava ser pronunciada em Roma Antiga, onde eram realizados grandiosos desfiles em homenagem a algum general recém-vitorioso no campo de batalha. A cerimônia, esteticamente impressionante, tinha o objetivo de tornar-se inesquecível, devido ao impacto dos resultados heróicos, e fazia com que o comandante militar se sentisse como um deus. Havia sempre um servo cuja única função era seguir atrás do corpo do general vencedor e repetir: “Respice post te. Hominem te esse memento. Memento Mori!”, frase que pode ser traduzida como: