Saiu na mídia a informação de que os generais do governo Bolsonaro passaram a sugerir a recomposição da equipe com um ministério de notávei...

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Saiu na mídia a informação de que os generais do governo Bolsonaro passaram a sugerir a recomposição da equipe com um ministério de notáveis. Será que resolve?

As bandeirolas Paleta de cores estendida no varal que junho enfeita e anuncia o arraial

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As bandeirolas

Paleta de cores
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e anuncia o arraial

Ao longo da vida na casa de meus pais eu criei diversos bichinhos. Tive um pombo chamado Carlitos, por causa dos seus pés na posição de 15-...

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Ao longo da vida na casa de meus pais eu criei diversos bichinhos. Tive um pombo chamado Carlitos, por causa dos seus pés na posição de 15-pras-3. Ele era muito romântico. Desenvolveu um amor platônico pela sua imagem numa cristaleira velha, onde ele morava. Como mamãe não queria bichos dentro de casa, deu fim à cristaleira e Carlitos foi morar no galinheiro: apaixonou-se por uma galinha!

No verão tudo se acasala. Isso é um lugar comum. Saía de casa de mãos dadas com Carlos para a nossa caminhada antes das 7 horas da noite,...

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No verão tudo se acasala. Isso é um lugar comum.

Saía de casa de mãos dadas com Carlos para a nossa caminhada antes das 7 horas da noite, ainda com o parque aberto, porque o sol batia a montanha pelas costas, mas ainda estava longe de chegar ao seu poente pacífico.

Acredite. Muitas vezes, não vale a pena pesquisar aquilo que não se entenda. E vale menos ainda se o assunto disser respeito à medicina e s...

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Acredite. Muitas vezes, não vale a pena pesquisar aquilo que não se entenda. E vale menos ainda se o assunto disser respeito à medicina e seus tratos.

O politicamente correto chegou às cantigas infantis. A partir de agora devemos ter muito cuidado com o que cantamos para as crianças. Uma s...

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O politicamente correto chegou às cantigas infantis. A partir de agora devemos ter muito cuidado com o que cantamos para as crianças. Uma simples canção de ninar pode embutir um significado nocivo, capaz não só de amedrontá-las como também de marcar-lhes negativamente a personalidade.

Os plátanos vivem séculos. E há séculos embelezam o mundo. Solenes, ornamentais, margeiam memoráveis boulevards, bordejam praças e parques ...

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Os plátanos vivem séculos. E há séculos embelezam o mundo. Solenes, ornamentais, margeiam memoráveis boulevards, bordejam praças e parques monumentais, marcam e simbolizam paisagens que definem com singularidade a beleza de cada estação.

Essa indagação está na letra de uma canção composta por Vinicius de Moraes e Carlinhos Lyra. O fato é que a humanidade nunca se preocupou e...

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Essa indagação está na letra de uma canção composta por Vinicius de Moraes e Carlinhos Lyra. O fato é que a humanidade nunca se preocupou em responde-la com objetividade. Há pouco mais de dois mil anos, esteve entre nós quem buscou colocar na cabeça dos humanos o verdadeiro sentido do que seja a palavra amor: o filho de Deus feito homem, Jesus Cristo.

Nhô Augusto Matraga, depois de levar uma surra de largar o choco, apanhando mais do que mala velha para tirar o mofo, tendo sido ferrado, p...


Nhô Augusto Matraga, depois de levar uma surra de largar o choco, apanhando mais do que mala velha para tirar o mofo, tendo sido ferrado, pulado de um barranco, dado como morto e cuidado por um casal estranho, recobra a consciência e decide que deve mudar de vida. O seu intuito com a mudança? Entrar no céu, nem que seja a porrete.

Com o mês de junho, toda aquela força revigorante que toca sensivelmente nossos corações, a singela centelha das tradições, traz novos e gr...

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Com o mês de junho, toda aquela força revigorante que toca sensivelmente nossos corações, a singela centelha das tradições, traz novos e grandes significados no romper dessa página de calendário. O mês da colheita, que dois mil e vinte já prometera fartura a partir de março (no dia de São José), vinha sendo esperado desde as chuvas que garantiram o bom desenvolvimento das culturas agrícolas; milho e feijão abundam nos tabuleiros e várzeas, planuras que se viram enfeitadas com o abonecar das plantações.
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Açudes sangram; no sertão, Coremas e São Gonçalo recebem o líquido precioso desde janeiro; Camalaú e Cordeiro, no Cariri, também se enchem de água e vigor e o Epitácio Pessoa, nosso Boqueirão, se destaca: saiu de 15% em janeiro para 70% em primeiro de junho. Porém, não entramos o mês da maneira que sonhávamos.

Ao longo da história nossa civilização desenvolveu uma multiplicidade de correntes religiosas bem diferentes entre si. As três religiões ma...

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Ao longo da história nossa civilização desenvolveu uma multiplicidade de correntes religiosas bem diferentes entre si. As três religiões majoritárias do Ocidente, isto é, o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo, possuem uma concepção da divindade bem diversa da que é aceita pelas religiões orientais, tais como o Budismo e o Hinduísmo. Além disso, a chamada “verdade revelada” tem uma importância muito maior no Ocidente do que no Oriente. Mas, mesmo dentro da mesma religião existem diferenças enormes entre algumas vertentes.

O tal do eu, primeira pessoa do singular, é tão complicado na vida como na escrita. Salvo os vaidosos exacerbados ou os megalomaníacos pato...

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O tal do eu, primeira pessoa do singular, é tão complicado na vida como na escrita. Salvo os vaidosos exacerbados ou os megalomaníacos patológicos, normalmente as pessoas têm um certo pudor, uma certa parcimônia no uso do pronome eu. É comum um certo temor de parecermos, aos olhos dos outros, alguém autocentrado, que só enxerga o próprio umbigo. E, pensando bem, é bom que seja assim, já que costumamos, nós próprios, rejeitar os que se comportam dessa maneira reprovável. Os europeus educados são muito bons nessa arte civilizada de ocultação do eu, principalmente, creio, os ingleses, talvez a gente mais discreta do planeta. Um inglês de verdade jamais demonstra em público suas emoções, ou seja, jamais escancara o eu profundo publicamente. Isso fará bem ao corpo e à alma? Não sei. Mas que parece polido, parece, pelo menos nos livros e nos filmes.

Quando eu esculpia as primeiras frases compondo matérias para jornal, Luiz Augusto Crispim já havia se revelado artesão da palavra, chamand...

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Quando eu esculpia as primeiras frases compondo matérias para jornal, Luiz Augusto Crispim já havia se revelado artesão da palavra, chamando a atenção como adentrava na redação de O Norte, pela elegância corporal e inegável cultura. Lembro-me dele como o cronista da emoção e poeta da paixão que a professora Ângela Bezerra de Castro tão bem descreve.

Espelho Seria um espelho Ou um poço profundo, Que refletia imagens Que ainda não sei decifrar.

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Espelho

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Seria um espelho
Ou um poço profundo,
Que refletia imagens
Que ainda não sei decifrar.

Não será numa homenagem de formato multi-seccionado, contemplando vários temas e referências numa mesma agenda, que se faria, a contento, u...

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Não será numa homenagem de formato multi-seccionado, contemplando vários temas e referências numa mesma agenda, que se faria, a contento, uma abordagem mais ajustada ao perfil de intelectual e de mestra escritora de nossa Ângela Bezerra de Castro.

Fachada é rosto, tela, expressão que reflete épocas da arquitetura, urbana ou humana. Seja de casa ou de edifício, nela está o sorriso do q...

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Fachada é rosto, tela, expressão que reflete épocas da arquitetura, urbana ou humana. Seja de casa ou de edifício, nela está o sorriso do que se constrói, o registro de uma era, a figuração ilustrativa do clima, da economia, da tecnologia e do modo de vida entre os povos. Como lado que é visto por fora, são as fachadas que definem o cenário das cidades e comunidades.

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A poesia também se faz presente na Arquitetura, interna ou externamente. No piso, no teto, nas paredes, móveis e detalhes inscrevem-se os reflexos do ser humano, de seus anseios de conforto, beleza, convivência, de sua organização social e familiar.

Se há algo que registra a história da humanidade como “Música Petrificada”, de forma tão intrínseca e genuína, é a Arquitetura. De todos os estilos, nas diversas eras, ela é a linguagem que mais exprime as emoções de maneira sólida, viva e eloquente. Da pré-história à modernidade, foi na perspectiva dos aglomerados urbanos que se evidenciaram os modos de vida, do relacionamento comunitário, que muitas vezes extrapolaram sentimentos fazendo brotar para a superfície das fachadas a intimidade que transcendia os ambientes internos e a alma que neles habita.

A técnica de construção conhecida como “Fachwerk” ou Enxaimel, que teve origem há quase 3 mil anos na Etrúria, parte da península itálica onde hoje fica a Toscana, é uma boa referência sobre o assunto. Muito usado na Alemanha, França e Inglaterra, com a intenção de pôr à mostra todo o sistema estrutural, o estilo tornou-se turisticamente muito apreciado pelos aspectos estéticos e históricos, amplamente encontrado em decantadas regiões da Normandia, Champanhe, Bavária, Saxônia e em cidades medievais suíças e inglesas.

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A técnica consistia em preencher os espaços entre pilares, vigas horizontais e diagonais com tijolos, argamassa e até pedra grês, deixando a estrutura de madeira bruta aparente. Exemplos memoráveis podem ser vistos em bairros inteiros em Celle, Rothenburg ob der Tauber, Freudenberg, Blankenheim (Alemanha), Rouen, Troyes, Dinan (França) e até mesmo no centro de Londres, na sofisticada loja de departamentos “Liberty's”, modelo clássico e repaginado do estilo Fachwerk. Uma maneira de tornar visível em corpo, de forma graciosa, os segredos do esqueleto das edificações.

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Outro tipo de composição de fachadas,  decerto mais romântico,  observa-se na Riviera Italiana, especialmente na costa banhada pelo Mar da Ligúria, região pródiga em relíquias paisagísticas e arquitetônicas, composta por pequenas cidades. Trata-se da encantadora técnica conhecida por “Trompe-l’oleil” (ilusão de ótica).

Embora remonte à Antiguidade, sobressaiu-se na Renascença como inovadora criação artística que deu vida, com ares de teatro e ópera ao cotidiano lírico das ruas e vielas, fazendo soar da Arquitetura sua bucólica melodia em pedra.

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Os italianos e franceses souberam aproveitar bem essa virtude plástica, cujo objetivo é realçar o aspecto tridimensional das pinturas, adornando as fachadas e frontispícios com afrescos, que é descoberto com surpresa ao olhar mais atento.  Emoldurando janelas, ornamentando colunas, cornijas, caneluras, volutas, capitéis em estilo dórico e sua variante toscana, obteve-se o refinado realismo em três dimensões. Há casos em que se produz efeito tão apurado, como na imagem com o gato na janela, que é preciso aproximar-se para perceber que não é real.

Réplicas deste romantismo perdido podem ser vistos em Camogli, Finalborgo, Gênova (Itália), assim como em Nice, Agde, Avignon,  Gorbio e Menton (França).

São marcas indeléveis no tempo e nos sonhos, que em seu lugar de origem permanecem vivas, cultivadas, bem distantes de nossa arquitetura atual, cartesiana, funcional, tecnológica, que se transfigura na mesma velocidade com que vemos a vida passar...


Germano Romero é arquiteto e bacharel em música